Custo de vida. Quem ganha até 2,5 salários mínimos tem inflação menor. Crise não os pegou
Está aí algo a ser devidamente analisado por quem de direito. Vale para comentaristas políticos e/ou econômicos. Afinal, se a crise existe, já se sabe que é menor no Brasil do que na quase totalidade dos outros países do planeta. E um subproduto, constatado pela Fundação Getúlio Vargas, é ainda mais interessante.
Trata-se da inflação, que, no caso brasileiro, é menor para as famílias de renda menor. O que indica a abertura de um mercado a ser devidamente explorado pelos agentes econômicos. Os detalhes dessa peculiar circunstância apurada pela FGV você encontra na reportagem assinada por Flávia Villela e distribuída pela Agência Brasil. A seguir:
Inflação para famílias de baixa renda é a menor desde setembro de 2008
Os alimentos e as passagens de ônibus estão mais baratos para as famílias que ganham até 2,5 salários mínimos mensais (R$ 1.162,50). É o que mostra o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), divulgado hoje (6) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Os alimentos apresentaram queda nos preços de 0,63% para -0,01%, de janeiro a fevereiro, e as passagens nos transportes públicos registraram variação de 2,21% para 0,68%, no mesmo período. Esses dois grupos foram os maiores responsáveis pelo recuo do índice.
Depois de avançar 0,72% em janeiro, o IPC-C1 registrou variação de 0,16% em fevereiro, o menor resultado desde setembro de 2008 (0,57%). No acumulado dos últimos 12 meses, o índice registra alta de 6,67%.
Dentre os alimentos da cesta básica do brasileiro que estão mais baratos, merecem destaque o feijão carioquinha (de 2,05% para -5,96%), as frutas (de 1,60% para -2,28%) e as carnes…
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