KISS. A homenagem aos trabalhadores que morreram

KISS. A homenagem aos trabalhadores que morreram - kiss-sindicato-madrugada

Um vaso com flores para cada um dos trabalhadores da Kiss mortos naquela madrugada

Foi um ato que tocou a todos, o que aconteceu no final da manhã passada, na rua Andradas, em frente à Kiss. Ali foram depositados 17 vasos de flores, para lembrar os 17 funcionários da boate que morreram naquela madrugada de 27 de janeiro.

A iniciativa foi do sindicato que os congregava e também de outras entidades de trabalhadores ligados a uma central sindical. Mais detalhes do que aconteceu nesta quinta, e também outras informações (inclusive ação da Advocacia Geral da União, que busca reparação monetária por parte dos proprietários da boate), você tem na reportagem (texto e foto) de Luiz Roese, jornalista vinculado ao jornal A Razão e ao portal Terra. A seguir:

17 trabalhadores que morreram na tragédia da Kiss recebem homenagem

Pouco depois das 11h desta quinta-feira, um grupo de sindicalistas fez uma homenagem a 17 pessoas que estavam trabalhando na Boate Kiss, na madrugada de 27 de janeiro deste ano, e acabaram morrendo em função da tragédia.  A cerimônia, em frente à casa noturna, foi ideia do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Hoteleiro, Restaurantes, Bares e Similares, Refeições Coletivas, Condomínios, Turismo e Hospitalidade de Santa Maria (SECOHTUR) e da Nova Central Sindical dos Trabalhadores do RS (NCST-RS).

Um grupo de aproximadamente 30 pessoas participou do ato, que contou ainda com a presença de familiares de vítimas. Além do sindicato da mesma categoria da qual faziam parte os funcionários da Kiss, também foram representadas na homenagem as entidades sindicais de Santa Maria ligadas aos rodoviários, aos bancários e aos trabalhadores do setor da alimentação.

Em frente à Kiss, foram colocados 17 vasos de flores para homenagear os trabalhadores que morreram. Durante alguns minutos, o trânsito chegou a ficar bloqueado na Rua dos Andradas. Nos discursos, o alvo preferido dos sindicalistas foi a prefeitura de Santa Maria. “Ninguém está aqui no meio da rua porque quer. Estamos aqui por justiça. Não são apenas quatro que deveriam estar sendo responsabilizados. Se for preciso, vamos invadir e tomar a prefeitura”, discursou o presidente da Nova Central Sindical-RS, Valter Souza. Carina Correa, mãe de Thanise Correa Garcia, que morreu na tragédia da Kiss, pediu desculpas aos sindicalistas por poucos pais terem ido à homenagem desta quinta-feira. O problema, segundo ela, é o local. “Para alguns pai, é muito difícil passar aqui na frente da Kiss. Dói muito”, comentou Carina.  

Com carteira assinada, foram pelo menos sete pessoas que morreram quando estavam trabalhando na Kiss. Mas, contando os que não tinham contrato formal com a casa noturna, teriam morrido, no mínimo, 20 trabalhadores, incluindo os que prestavam serviços para a empresa terceirizada responsável pela segurança do estabelecimento. Na contabilidade do SECOHTUR, foram 17 funcionários da Kiss que morreram na tragédia, mas a contagem não inclui os que prestavam serviços de segurança para uma empresa terceirizada.

FGTS e seguro desemprego disponíveis

O SECOHTUR está convocando os trabalhadores sobreviventes da tragédia ou familiares de pessoas que morreram a comparecer em sua sede, para retirarem os alvarás de FGTS e seguro desemprego, expedidos pela Justiça do Trabalho.

A lista dos convocados tem 11 nomes: André de Lima; Clarissa Lima Teixeira (falecida); João Aluisio Treulieb (falecido); Juliano Paim da Silva; Luismar da Rosa Model; Marcia Elena Costa da Silva; Marcelo Pereira Machado; Matheus Fetermann da Silva; Michele Baptista da Rocha Schneid; Michele Froehlich Cardoso (falecida); e Rogerio Cardoso Ivaniski (falecido).

AGU entrou com ação para ressarcimento de benefícios previdenciários

A Advocacia-Geral da União (AGU) já ingressou com uma ação para cobrar R$ 1,5 milhão dos sócios da boate Kiss para o ressarcimento de benefícios previdenciários a 17 funcionários que trabalhavam na casa noturna no dia do incêndio da casa noturna que matou 242 pessoas, em 27 de janeiro deste ano. Cinco dos funcionários que receberão os valores morreram no dia do incêndio, e os outros 12 ficaram feridos em decorrência do incidente. Para o primeiro grupo, será pago uma pensão por morte aos dependentes; para os demais, um auxílio-doença.

Segundo informações da AGU, o pedido de indenização se pauta na negligência do estabelecimento em cumprir as normas de proteção e saúde dos empregados. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já desembolsou cerca de R$ 100 mil em pensões por morte e auxílio-doença pagas aos funcionários da boate e seus dependentes.” 



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *