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HISTÓRIA. 20 horas de uma viagem irrepetível, na versão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

Fernando Henrique Cardoso, muito provavelmente, seria o único dos protagonistas do evento em condições de falar a respeito. Os demais, ou têm ainda cargo a exercer, o que lhes confere uma responsabilidade impeditiva, ou está umbilicalmente ligado a outro participante. E este seria o caso de Lula – um normalmente falante, mas impossibilitado por sua parceria política com outra personagem (aliás, fundamental, pois a anfitriã) do fato, a presidente Dilma Rousseff.

Dito isto, é um feito e tanto, o do jornal Valor. Conseguiu extrair de FHC a sua versão para o período de viagem, ida e volta, que cinco ex-presidentes fizeram à África do Sul, semana passada. Além dos já citados, também Fernando Collor e José Sarney participaram.

Vale, meeesmo, a pena ler a reportagem assinada por Cristian Klein, do Valor, reproduzida na página do jornalista Luis Nassif, no jornal eletrônico GGN. A seguir:

As 20 horas em que os presidentes voaram juntos, no relato de FHC

Foi uma viagem “alegre”, “amável”, com uma presidente Dilma Rousseff muito à vontade, falante, contadora de causos – longe da imagem de “rabugenta” que é apresentada ao público. Foi também uma viagem mais bem organizada do que a primeira, que levou ex-presidentes ao funeral do papa João Paulo II, em 2005. “[Naquela] o clima foi menos descontraído. Porque não eram só os ex-presidentes. Entrava gente. Conhece o estilo do Lula, né? Ministros e mesmo assessores, enfim… Enquanto desta vez – a Dilma é mais formal – éramos só nós, que ficamos juntos o tempo todo”, afirma Fernando Henrique Cardoso, que relatou ao Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, como foram as 20 horas de “conversas, de brincadeira, de contar causo, de se lembrar de coisas, observações sobre terceiras pessoas, terceiros países”, durante os voos de ida e volta da África do Sul, onde ele, Dilma, Lula, José Sarney e Fernando Collor presenciaram, na terça-feira, o funeral de Nelson Mandela, líder da luta contra o apartheid no país.

O ex-presidente tucano conta que as conversas entre os pares se davam na cabine presidencial com duas mesas com quatro poltronas em cada. Dilma, de vez em quando, se retirava para os seus aposentos, onde havia uma cama. Entre os ex-presidentes, ninguém dormiu. Só na volta. Mesmo assim, “uma soneca”, sentados mesmos. Collor era o mais formal. Lula e FHC, afirma o tucano, formavam a dupla que tinha mais “memória em comum”. Perguntaram sobre o destino de antigos colegas e “das coisas de São Bernardo de Campo”, das quais “eu participei muito e Lula, lá, era o líder”.

Na volta para São Paulo, quando ficaram só os dois, houve uma conversa mais íntima, porém sem cobranças por eventuais críticas feitas um contra o outro. No funeral, FHC conta que lhe chamou atenção o clima festivo, com música, e a impopularidade do presidente sul-africano, Jacob Zuma, a todo momento vaiado quando sua imagem aparecia no telão do estádio Soccer City…”

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Um Comentário

  1. Em tempos mais civilizados, Ulysses Guimarães falava que em política até as brigas eram combinadas. Caso contrário, seria amadorismo.
    Getúlio Vargas quando enviou o projeto de lei criando a Petrobrás não inclui o monopólio. Chamou um deputado da UDN e convenceu o mesmo a incluir uma emenda.

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