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UFSM. Ex-reitor usa Feicebuqui para criticar a atual administração em relação ao “sai-não-sai” vestibular

Felipe Muller: críticas fortes à atual reitoria
Felipe Muller: críticas fortes à atual reitoria

O editor esteve “fora do ar” por 72 horas. Isso coincidiu com a decisão da UFSM de realizar o vestibular – objeto de disputa judicial. Aliás, o tema foi muito bem noticiado pelo interino Maiquel Rosauro. Mas há um rescaldo, quem sabe, necessário. Na sexta-feira, o ex-reitor Felipe Martins Muller publicou artigo em seu PERFIL no Feicebuqui – e o texto foi reproduzido na página de opinião da edição de final de semana do Diário de Santa Maria. Entre outras coisas, acusa a administração atual de tomar uma “postura autoritária e desrespeitosa com a comunidade interna e externa”.

Houve respostas esparsas, e em linguagem cifrada, de membros da atual reitoria, também na rede social. Mas não foi além disso. Nada oficial, vamos dizer assim. O fato é que o texto tem tudo para ser polêmico. Recebeu, até este momento, mais de 120 “curtidas”, além de 25 comentários e foi compartilhado por pelo menos 23 internautas. É, para ser bem simples, muito crítico em relação ao comportamento da reitoria liderada por Paulo Burmann. Vale conferir, inclusive para discordar, se for o caso, a seguir:

VESTIBULAR E VESTIBULANDOS

A questão do ingresso na Universidade Federal de Santa Maria tem sido um tema amplamente debatido pela comunidade e ultimamente ganhou contornos polêmicos. É preciso considerar que a UFSM dobrou de tamanho, a partir 2007, e precisou fazer algumas adaptações na sua forma de ingresso. Gradativamente, ouvindo-se a comunidade, manteve-se o PEIES por três anos, até a implantação do Programa Seriado.

Agora a gestão da UFSM vem tomando uma postura autoritária e desrespeitosa com a comunidade interna e externa. Armou-se todo um espetáculo, com audiências públicas e notícias na imprensa para que, escudando-se na bancada estudantil, fossem implantados os 100% SISU (Sistema de Seleção Unificada). O que serviu apenas para criar o caos na cabeça e na vida de vestibulandos e seus familiares.

Foi uma sucessão de equívocos: o primeiro, na decisão tomada sem que estivesse na pauta de uma reunião extraordinária do CEPE; depois, o descuido com o fato de o Regimento Geral da UFSM prever que o ingresso se dará através de concurso vestibular e que qualquer alteração deve ser proposta pela COPERVES, coisa que não aconteceu; e o mais grave, aquela decisão do CEPE deveria ser analisada pelo CONSU (Conselho Universitário) para ter validade e não gerasse ilegalidades. Autonomia não significa desrespeito à legislação. É lamentável que essa discussão tenha chegado ao judiciário, quando poderia e deveria ser mantida no âmbito da UFSM.

Nossa Instituição deve sim discutir a sua adesão ao SISU e a forma como ela será feita. Proponho que isso seja encaminhado através da COPERVES, conforme atribuição regimental e sua experiência acumulada em mais de 25 anos de processo seletivo. Então, num horizonte de quatro anos poder-se-ia pensar na utilização do SISU (com a regionalização das provas do ENEM), como forma de ingresso. Isso é respeito e postura democrática com a sociedade.

Finalizando, gostaria de dizer aos vestibulandos que a decisão de realizar o vestibular em 2014 na UFSM era inevitável e deveria ter sido tomada com bem mais antecedência, tranquilizando assim os seus futuros acadêmicos e seus familiares. Que a UFSM retorne a normalidade e respeite seu regimento e estatuto antes tomar qualquer outra decisão.”

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2 Comentários

  1. Me parece que teria sido uma decisão de um Conselho Superior da UFSM (CEPE), e não uma decisão monocrática do reitor. Acho também que a intromissão do judiciário foi muito complicado, já que a decisão foi coletiva, de um órgão legalmente constituído.

  2. Concordo plenamente, só porque ganhou vai fazer o que quiser, a instituição já tem 54 anos e DITADOR não me lembro de ter visto na sua direção. Lei é LEI e tem que ser obedecida por qualquer INQUILINO de 4 anos. Ora…..

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