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ANÁLISE. Dilma (e o PT), Aécio (e o PSDB) e grupos de Mídia, personagens principais de um tal de 3º turno

Dilma Rousseff, em emocionada manifestação, logo após a vitória, domingo: agora, tem o futuro
Dilma Rousseff, em emocionada manifestação, logo após a vitória, domingo: agora, tem o futuro

Sobram análises, de trocentos jornalistas e afins, acerca do pleito de domingo. Mas há menos quantidade, por enquanto, dos que procuram avaliar o que aconteceu e prognosticar o que poderá acontecer a partir de agora, quando está prestes a começar o quarto mandato consecutivo do projeto petista para o País.

Um dos que consegue ver com maior lucidez, o que não significa necessariamente que esteja certo, é o experiente jornalista Luis Nassif. Vale conferir, com certeza, o que ele escreve, no portal do qual é titular. A foto é de Fábio Rodrigues Pozzebom, da Agência Brasil. Acompanhe, a seguir, um trecho:

Os personagens do terceiro turno

Os próximos quatro anos terão três personagens principais: Dilma e o PT; Aécio e o PSDB; e os grupos de mídia.

No discurso de celebração da vitória, Dilma Rousseff fez duas afirmações importantes. A primeira, a promessa de, no segundo governo, convocar a sociedade civil, associações, movimentos, para construírem juntos as políticas públicas. Mencionou expressamente a indústria. E mencionou expressamente a palavra união.

A segunda, a constatação de que em eleições apertadas há mais possibilidade de mudanças do que nas vitórias folgadas. No primeiro governo, a falta de experiência e o excesso de otimismo – com os níveis recordes iniciais de aprovação e o bom momento da economia – fizeram Dilma descuidar do dia a dia da política e da necessidade de montar Ministérios fortes. E se recusar a mudar um estilo desastroso de administrar a economia e a política.

Agora, com a vitória apertada, uma situação econômica desconfortável pela frente, a explicitação dos seus vícios de gestão e a ameaça do terceiro turno – com os desdobramentos do caso Paulo Roberto Costa – ela não terá nenhuma alternativa fora a de fazer um governo exemplar. Além disso, terá que dar uma resposta definitiva à corrupção e à instrumentalização das estatais.

Os novos tempos bicudos também exigirão mudanças profundas no PT. Em dezesseis anos de poder, tornou-se um partido acomodado com as pompas e os cargos e sem nenhuma presença institucional na vida pública brasileira.

No campo da oposição, a campanha de Aécio Neves promoveu uma transmutação no candidato. Entrou na campanha o bon vivant e saiu dela o político. Com seu discurso aceitando a derrota e defendendo a unificação nacional finalmente comportou-se à altura do seu avô Tancredo Neves.

Nos próximos quatro anos, haverá dois caminhos para o PSDB. O primeiro, se Aécio aceitar que a oposição se constrói no dia a dia, com críticas, sim, mas com ideias, princípios, modelos de governança, promovendo as boas administrações tucanas e apostando na pacificação nacional e na luta política dentro das regras do jogo..

Seu principal adversário – José Serra – se valerá do único caminho que conhece: o golpismo, o uso de dossiês, a parceria infame com veículos de mídia…”

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Um Comentário

  1. A opinião do Nassif, pelas associações do jornalista, está longe de ser neutra, imparcial ou sem agenda própria.
    Desqualificado o personagem, discursos são discursos. E falar uma coisa e fazer outra é um dos talentos de Dilma. Se a coerência aparecer, crédito de Lula.
    O caso Paulo Roberto da Costa espera esclarecimentos. Um dos vazamentos que não recebeu muita atenção é sobre a Eletrobrás. Não é de espantar que tenha alguma coisa por lá. O doleiro entregou muita gente (acho que vai cair mais gente por causa do doleiro do que do ex-diretor), um empresário foi preso e já pediu delação premiada.
    Se não acontecer o que aconteceu com a construtora do RJ na CPI do Cachoeira, vai cair gente grauda.
    Alguns boatos dão conta que alguns jornalistas estão falando muito menos do que sabem. É boato? É. Mas dizem também que passarinho que come pedra sabe o que está fazendo.

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