Álcool. 220 milhões de motivos para defender a propaganda da indústria de bebidas. Não aqui!
A quem interessar possa: não bebo. Ou quase nada bebo, exceto água. Láááá de vez em quando, uma dose de uísque, com muuuuito gelo. Ou meia cerveja a cada semana, no verão. E só. Ah, fumo (sim, não sou perfeito). Mais do que devia, bem mais. E os exames de triglicerídios insistem em não ser os piores possíveis – o que me levaria, pelo susto, a criar a vergonha e a coragem necessárias para deixar o vício.
Feitas essas confissões, declaro peremptoriamente que sou favorável a todas as campanhas anti-tabagistas. Desde que não xiitas. O que é um problema, a maioria delas é. Inclusive porque defendo, também, o direito de os sujeitos como eu se matarem em praça pública tragando tabaco.
Faço, como todos os facínoras, aquela brincadeira imbecil, no caixa da bodega em que compro meu cigarro: me dá aquela que tem a imagem do câncer, e não a que sugere a impotência aos fumantes. Sim, sou a favor, também, daquelas ilustrações horrorosas que freqüentam os maços de cigarro.
A que título esse discurso todo? Vem a propósito da discussão que se instala na Anvisa (Associação Nacional de Vigilância Sanitária – será isso mesmo?), para restringir ainda mais a propaganda de bebidas alcoólicas. A exemplo do fumo, na prática, o que se quer é banir todo e qualquer incentivo midiático.
Por coerência, também sou favorável a todas as campanhas anti-álcool. E ponto. Sei que meus amigos publicitários não vão gostar, mas é o que penso. Se quiser manter minha meia-cervejinha lá de vez em quando, saberei onde achar. Da mesma forma que o uísquezinho ainda mais eventual.
Ta certo. É um problema pra Globo (rádio, tv aberta e fechada, jornal e internet), que fatura, segundo li, R$ 200 milhões por ano só com os trocos oriundos das cervejarias. Mas ela se safará, como conseguiu sobreviver, e bem, à ausência do homem de Marlboro.
SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a versão online da coluna Radar, editada por Lauro Jardim, da revista Veja. Nela você poderá saber mais sobre os interesses da Anvisa e do próprio ministro da Saúde, José Temporão.





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