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Efeito cascata. PT/RS diz não querer 29,8% a mais para parlamentares. Paulo Pimenta também

É impressionante como são diferentes partidos e/ou políticos, conforme o Estado. Ou até municípios. Aliás, nenhuma novidade – diz-se que os parlamentos são o retrato da sociedade, que os elege. Então, como exigir que um país em que a diversidade é evidente, essa condição também não se manifeste nos Legislativos, por exemplo.

 

Afirma-se, para usar um exemplo, que o PMDB e o PT gaúchos, que aqui disputam a preferência do eleitor e demonstram uma rivalidade eventualmente exacerbada, se dão muito bem em vários outros lugares do País e do próprio Rio Grande do Sul. Para constar, não é por acaso que os peemedebistas daqui se digam independentes do nacional, quando o assunto é o governo Lula.

 

Já no PT, há pontos de vista discordantes na política interna em qualquer lugar do Brasil, mas se coloca com absoluta unidade em relação a alguns temas. Tomemos o aumento salarial autoconcedido pela Câmara dos Deputados – e que deverá ser confirmado no Senado.

 

Há o tal efeito cascata, que permitiria o repasse automático do aumento de 29,8% para os deputados gaúchos. A primeira voz discordante (embora eu duvide que predominante, na Assembléia) foi a do líder do PT, Raul Pont, para quem os edis estaduais não têm “condições éticas e nem morais para fazer este automatismo”.

 

É. Pois é. Ah, e o deputado federal santa-mariense do PT, Paulo Pimenta, votou contrariamente ao reajuste. É o que diz a nota divulgada por sua assessoria, que reproduzo a seguir. E, mais abaixo, um comentariozinho claudemiriano.

 

“Pimenta vota contra aumento dos deputados

 

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) votou contra o aumento salarial dos parlamentares. Na sessão da última quarta-feira 09, o deputado reafirmou a posição assumida por ele em dezembro de 2006, quando afirmou ser contra a proposta. “Sou contra esse índice de reajuste. A sociedade tem razões de sobra para reagir com indignação”, afirma Pimenta. O petista manifestou, ainda, sua indignação no plenário. “Com tantos temas relevantes, temos a capacidade de, num único dia, decidir assuntos que produzirão manchetes negativas para imagem desta Casa, que vão reduzir ainda mais a nossa credibilidade,” afirmou.

 

A idéia apresentada em dezembro era de um reajuste de 90,7% no salário dos parlamentares. À época Pimenta concordou com a opinião dos parlamentares que entraram com um projeto de decreto legislativo para anular o reajuste concedido pelas Mesas do Senado e da Câmara. O objetivo era estabelecer novo critério para fixar os subsídios dos parlamentares.”

 

COMENTARIOZINHO CLAUDEMIRIANO – Não obstante eventuais discursos, se a Assembléia Legislativa aprovar o reajuste dos deputados estaduais, aposto uma água mineral como em Santa Maria os vereadores também vão cumprir a legislação. Que, no caso, lhes é favorável.

 

SUGESTÃO DE LEITURAconfira aqui a reportagem “Líder do PT é contra efeito cascata nos salários do Legislativo”, de Stella Máris Valenzuela, e distribuída pela Agência de Notícias da Assembléia gaúcha.

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