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Mas, e a crise? E não é que a classe média já é mais da metade da população ativa do Brasil?!

Tem coisas cada vez mais engraçadas. Escrevi um pouquinho sobre isso na madrugada passada, com base em informações acerca do desempenho excepcional e recorde da indústria, nos meses iniciais de 2008 (releia aqui). A mídia grandona, e especialmente seus doutos colunistas e editorialistas, vende a idéia de que o Brasil está em crise. E dê-lhe queda da bolsa, Real supervalorizado, inflação em alta, etc, etc. É uma overdose. E com objetivos, claro, desconhecidos.

 

Mas tem um problema. E dos grandes. A tal de realidade. Que, quase diariamente derruba os midiatas de todos os calibres. De repente, por exemplo, vêm os números sobre a indústria. Quando os profetas do apocalipse já imaginam o próximo passo e eis que vem a pra lá de insuspeita Fundação Getúlio Vargas e pimba, novo golpe no pessimismo.

 

Alguns números: a renda média domiciliar chega a quase R$ 2 mil. E a classe E se reduz consideravelmente, em benefício de uma classe C cada vez mais emergente. O Brasil, sempre de acordo com a FGV, bateu recorde na criação de empregos formais e na redução da miséria e desigualdade social nas seis maiores regiões metropolitanas: são quase 2 milhões de novos postos de trabalho com carteira assinada nos últimos 12 meses, 24% mais que no período anterior.

 

De novo a pergunta: onde estão, nesse preciso momento, os profetas do apocalipse, sempre com generosos espaços na mídia grandona (e também na que se acha)? Provavelmente buscando novos dados para escorar o seu discurso. Ah, e suprema humilhação da realidade: a classe média já é maioria na população ativa. Mas, pergunto, não era isso que todos queriam? Pelo menos, claro, no discurso. A propósito disso e vários outros dados reais, confira reportagem publicada no portal Terra, assinada por Daniel Gonçalves. A seguir:

 

“FGV: classe média já representa 51,89% do País

 

A classe C, fatia da população com renda domiciliar total entre R$ 1.064 e R$ 4.591 e considerada classe média, atingiu uma taxa de 51,89% do total da população brasileira de janeiro a abril deste ano. Desde 2004 a classe média cresce e atingiu este ano seu maior número. As informações são da pesquisa “A nova Classe C”, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgada nesta terça-feira.

 

A pesquisa ainda aponta que, no mesmo período, a classe D e E caiu para 32,59%, atingindo a menor marca desde 2002. Já as classes A e B chegaram a 15,52% contra 14,41% em 2007.

 

Em 2007, a fatia da classe C no País representava 48,87% e, em 2004, era de 42,26%. “A gente está vivendo em um mundo perigoso. A crise americana está vindo, mas, desta vez, o Brasil está fazendo dever de casa. Em 2004 também tivemos um período de recessão, mas hoje o País está conseguindo surpreender”, analisa o coordenador da pesquisa Marcelo Cortes Neri.

 

“A pesquisa identifica o aumento da classe C e a diminuição da classe E. Ao longo do tempo, a classe C se tornou menos arriscada. A classe média no Brasil está crescendo e as pessoas estão otimistas sobre…”

 

 

SUGESTÕES DE LEITURA – confira aqui a íntegra da reportagem “FGV: classe média já representa 51,89% do País”, de Daniel Gonçalves, do portal Terra.

Leia também a reportagem “Classe média já é mais de metade da população ativa do País”, de Alessandra Saraiva, na versão online d’O Estado de São Paulo.

 

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