Economia

ECONOMIA. O brasileiro paga dois carros e leva um?!

POR MAIQUEL ROSAURO

Não é preciso pesquisar muito para descobrir que o preço dos veículos no Brasil é um absurdo. Até o presidente da associação dos fabricantes concorda e justifica que a alta carga tributária tem como reflexo a queda nas vendas. Todavia, esta realidade não deve mudar. E pior, não será sequer discutida com o governo porque este não é o momento “politicamente correto”. Confira na matéria da Gazeta do Povo:

“Brasileiro paga dois carros e leva um”, diz presidente da Anfavea

Ao apresentar dados como a queda de 29,3% na produção de veículos leves e pesados na comparação entre os meses de janeiro de 2016 e de 2015, a Anfavea (associação nacional das fabricantes de automóveis) aproveitou para reclamar dos impostos que incidem sobre o setor. “Brasileiro paga dois carros e leva um”, disse Luiz Moan, presidente da entidade.

A associação fez comparações de preços e tributos pagos pelos carros no Brasil (cerca de 43%) e em outros países, além de mostrar valores de carros em dólar, com base na cotação média de dezembro.

Por essa conta, os carros vendidos no Brasil estariam entre os mais baratos do mundo. Um Fiat Palio Fire (2 portas), por exemplo, que custa R$ 28.360, seria vendido pelo equivalente a US$ 7.300. Contudo, o cálculo não considera a perda dos salários quando convertidos para a moeda americana. Para ele, o modelo poderia custar R$ 19.149 se não fossem os impostos.

Moan voltou a citar casos de países com carga de impostos bem menores que a brasileira, casos do Japão (5,0%), EUA (7,5%) e Coreia do Sul (10%).

E, mesmo comparando com países que praticam taxas consideradas elevadas, como a Argentina (21%), o Brasil ainda tem números extorsivos: 37,2% em carros até 1.0, 41,2 % em carros entre 1.0 e 2.0 flex, e 43,7% entre 1.0 e 2.0 a gasolina.

Sem conversa
Apesar da queixa, a entidade não irá apresentar proposta de ajuste tributário ao governo, por considerar que esse não é um momento “politicamente correto” para isso.

Os dados serviram para exemplificar o tamanho da crise no setor. A queda de 29,3% na produção de carros de passeio, comerciais leves, ônibus é o pior resultado para janeiro desde 2003.

CLIQUE AQUI para ler a matéria na íntegra.

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