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Observatório. Confira aqui a versão original da coluna publicada neste sábado, 27 de setembro

“ELEITOR REJEITA JOGADINHAS SUBTERRÂNEAS”

 

 

PODE ACREDITAR: se engana quem pensa que ações subterrâneas têm algum efeito positivo sobre o eleitorado. O resultado é o oposto do desejado. O cidadão abomina jogadinhas. E elas têm sido assustadoramente habituais, nos últimos dias.

 

 

 

“MAIS QUATRO EXEMPLOS DE DEMAGOGIA”

 

 

– Instituir cursos profissionalizantes

– aumentar o número de equipes do Programa Saúde da Família

– organizar a educação cidadã

– lutar pela moralização do trânsito.

 

É impressionante. Estamos já à beira do final da campanha e, lamentavelmente, não são poucos os candidatos ao legislativo que insistem em prometer o que não podem entregar. São verdadeiros caloteiros antecipados, se é que se pode utilizar a expressão.

 

Os quatro exemplos listados ali no início foram ouvidos na propaganda radiofônica desta semana. E são, todos, irrealizáveis – pelo menos pelos parlamentares, que dependerão sempre do Executivo. Este, sim, capaz (se quiser e/ou puder) de tornar realidade os dois primeiros itens.

 

Já os dois últimos, cá entre nós, são tão bonitos que qualquer um de nós assinaria embaixo. Pena que não são propostas, mas tão somente declaração de intenções. Acreditar? Ora, é fácil. Por isso a demagogia explícita. Dê um pontapé nela e não se assuste: ainda sobrarão muitas alternativas bastante atraentes, independentemente de partido ou coligação, entre as 112 postas à disposição do eleitor.

 

 

 

“ALIANÇA NA UFSM? HÁ QUEM ARTICULE”

 

 

Há gente sincera, com propósitos elevados, tentando o que aparentemente é impossível: evitar uma disputa para a reitoria da UFSM, no próximo ano. Os movimentos, não se sabe muito bem, têm todo o jeito de iniciativa isolada, ou individual. Mas que poderia evoluir para alguma coisa, digamos, oficial, por parte dos principais grupos que debatem a questão no interior da Universidade.

 

Atenção: isso é fato, não uma suposição. Já houve quem perguntasse sobre a viabilidade de papear a respeito. Até onde se sabe, conversa houve. Mas longe de conclusiva. Ainda.

Palpite claudemiriano: por mais caros que sejam os interesses, é virtualmente impossível uma composição. Mas, ao menos, pode-se estar garantindo uma disputa politicamente civilizada na UFSM, em 2009. O que já será um ganho.

 

 

 

“NEPOTISMO AINDA RESISTE EM SANTA MARIA”

 

 

Faz 45 dias que está em vigor a “súmula vinculante” editada pelo Supremo Tribunal Federal, proibindo o nepotismo no serviço público. E em Santa Maria? Ao que se sabe, dois parentes do prefeito já foram demitidos da administração. Na Câmara, porém, dos nove parentes identificados, até o fechamento desta edição ainda havia seis fincados nos cargos, por obra e graça de seus padrinhos-parentes. Dois seriam dispensados nesta sexta. E os outros quatro?

 

 

 

“HÁ OITO ANOS, OS CARROS DE SOM ERAM UM GRANDE TORMENTO PARA O CIDADÃO”

 

 

A seção “Não custa lembrar”

 

Em 29 de julho de 2000:

 

“* É absolutamente insuportável – e,  para alguns ouvidos, intolerável – o barulho dos carros de som que andam pela cidade fazendo a campanha dos candidatos. Mesmo que eles possam dizer o contrário, a insistência acaba se transformando em gol contra. Basta perguntar aos transeuntes.

* Tem música pra todo gosto entre os jingles que circulam pela cidade. Sons de samba, sertanejo, gauchesco, pagode e até ritmos mistos têm-se ouvido por aí.

* Justiça Eleitoral vai enviar uma “brigada” para Dilermando de Aguiar. Lá, a situação está muito distante do que se chamaria tranqüilidade..”

 

Hoje:

 

As notas ao lado, publicadas na seção Luneta há exatos oito anos, dois meses e dois dias, são o retrato daquele tempo em que tudo era permitido em qualquer lugar da cidade. Agora, os carros de som estão controlados em grande parte do município. Mesmo nos bairros, há limitação. O que é bom, não apenas para os cidadãos mas para os próprios candidatos – não mais expostos à execração pública.

E quanto a Dilermando de Aguiar, ao que se sabe, está tudo bastante calmo. Talvez a “brigada” referida seja necessária é em Santa Maria mesmo, dados os últimos e lamentáveis lances da campanha.

 

 

 

“DISPUTA POLARIZADA NA RETA FINAL”

 

 

Prefeito santa-mariense

será um deles. Em uma

semana se saberá quem

 

Com ou sem pesquisa, um fato é inequívoco: a disputa santa-mariense para a prefeitura está polarizada. Sandra Feltrin, da Frente de Esquerda, inclusive talvez porque não fosse esse o seu desejo, faltando uma semana para o pleito, não avançou um milímetro sequer para ampliar a sua base de apoio – que, de resto, era e é limitada, ainda que respeitável.

 

Assim, Cezar Schirmer (Juntos por uma Santa Maria melhor) e Paulo Pimenta (Santa Maria não pode parar) se digladiam desde o início da campanha eleitoral, buscando avançar o máximo possível para conquistar os votos necessários à vitória.

 

Há uma suspeita bastante consistente de que, faltando uma semana para a decisão popular, o peemedebista estaria em vantagem que hoje seria suficiente para vencer. Hoje. Mas impossível garantir o resultado antecipado, dado que haveria uma quantidade de indecisos que podem ser convencidos por Pimenta. Que, claro, aposta na histórica militância petista, a que se agregaram agora outros aliados, para reverter essa, repita-se, suspeita.

 

Desta forma, os derradeiros dias de campanha também servem para a utilização dos últimos cartuchos, de parte a parte, com o objetivo de consolidar um resultado, ou obtê-la na undécima hora. É possível. É. Aliás, tudo é possível. Inclusive continuar tudo como está. E como está, mesmo? Um doce para quem souber.

 

 

 

“COMPETIÇÃO POR UMA VAGA NO LEGISLATIVO SE TRANSFORMA EM CARNIFICINA”

 

 

Se a luta para virar prefeito de Santa Maria tem lances do mais puro (?) pugilato de idéias e também alguns golpes abaixo da linha da cintura, a disputa por uma das 14 vagas ao Legislativo está se transformando, nessa reta final, numa verdadeira carnificina.

 

Com a necessidade – é a estimativa razoavelmente aceita por quem observa eleições há muuuito tempo – de pelo menos 3 mil votos, no caso dos integrantes das alianças grandonas (PMDB/PP e PT/PR) e algo como 2,5 mil nas cinco alianças menorzinhas, o que se vê é um verdadeiro “Deus nos acuda”. Com direito a (figuradamente, por favor) tiros, quanto mais certeiros melhor.

 

Aliás, aqui, salvo exceções somente publicáveis após o pleito do próximo domingo (tem dois candidatos de um mesmo partido ajudando-se mutuamente, por exemplo), o que vigora é o faroeste em estado bruto. E as esquinas estão cheias de duelos. Alguns perfeitamente visíveis. Basta sair à rua. E observar.

 

 

 

 “OS NOMES ESPECULADOS PARA COMPOR UM POSSÍVEL SECRETARIADO DE PIMENTA”

 

 

A seção “Luneta”

 

Ronaldo Mota deixa a Secretaria de Educação Superior do MEC. Santa Maria em geral e a UFSM em particular perdem muito com isso.

 

Boa chance para ver um debate pela televisão. A TV Câmara transmite, em VT, o confronto entre Sandra, Schirmer e Pimenta, acontecido na terça-feira passada.

 

Será a partir das 14h deste sábado, no canal 16. Pena que só têm acesso os assinantes de TV a cabo. Dizem, e A Razão noticiou, que foi muito interessante. Portanto, quem puder, que veja.

 

E-mails apócrifos, com supostas listas de secretários de Schirmer ou Pimenta emporcalham a campanha eleitoral. E, pior, são tão facilmente identificáveis como falsas que só provocam repulsa.

 

Semana passada, a coluna nominou possíveis integrantes do primeiro escalão do peemedebista, na hipótese de vitória dele.

 

Mas ignorou completamente as correspondências falsas, preferindo fiar-se na própria observação e no contato com militantes graduados da coligação schirmista.

 

Fez o mesmo nesta semana, ouvindo (que o colunista é careca, mas não é surdo) e assuntando junto a quem está próximo de Paulo Pimenta. E quem poderá ser secretário, se o petista se eleger?

 

A primeira coisa que Observatório procurou saber é quem, da atual administração, poderia continuar. E aí sobressaem-se, de cara, alguns nomes.

 

Por exemplo: Vilson Serro só sai da presidência do Escritório da Cidade se quiser. Assim como, deixam a prefeitura só por vontade própria Elaine Resener, Ivo Cassol Júnior e Daniel Diniz – inclusive nas mesmas funções.

 

O PR manterá suas posição, pelo menos numericamente. Já o PTB terá o vice, Ovídio. Que, porém, dificilmente será Secretário Geral de Governo. Mas não é bom duvidar que assuma outra pasta.

 

O PSB terá ao menos uma secretaria. Para chegar a duas, como hoje, dependerá de seu desempenho na eleição para a Câmara. Mas João Rosa Neto, Osvaldo Severo e Carlos Rempel – um deles, ao menos, estará no primeiro escalão.

 

Muitíssimo bem cotado e certamente convidado (pode não aceitar) está Sérgio Blattes. Assim como é tão certo quanto você lê esta coluna que, na hipótese de vitória de Pimenta, o Chefe de Gabinete será Raul Villaverde.

 

Você também pode encontrar este colunista diariamente às 7h45, e ao meio dia, na rádio Antena 1; e a qualquer momento no site www.claudemirpereira.com.br.

 

 

 

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