Observatório. Confira a versão original da coluna publicada neste sábado, 6 de junho
A EMPRESA GRANDONA QUE SCHIRMER BUSCA
ATENÇÃO – A Prefeitura articula a vinda para Santa Maria de uma grande indústria do ramo moveleiro que pretende se instalar no País. Reuniões em Porto Alegre tratam do assunto. Ah, a empresa é de capital chinês.
UM INTERIOR QUIETO ESPERA UMA ELEIÇÃO
Dentro de duas semanas, a prefeitura municipal realiza a consulta à população dos distritos para saber a opinião dela acerca da escolha dos subprefeitos: se de forma direta ou por livre nomeação do prefeito. Segundo uma fonte de Observatório que passa boa parte do seu tempo no interior santa-mariense, a mobilização é pouco menos que nula, para não dizer inexistente.
É evidente que o quadro pode se modificar nos próximos dias, se houver algum interesse dos políticos em tratar do assunto, para o qual hoje estão dando de ombros. De todo modo, o mais provável é uma restrita participação no episódio marcado para o dia 21. Esse desinteresse, de certo modo, concede favoritismo à idéia de deixar para o Chefe do Executivo a determinação de quem deve responder pelos distritos.
UM INQUIETO INTERIOR QUE FAZ SUA QUEIXA
Obviamente que ninguém está falando do assunto. Pelo menos não em voz alta. Mas, aos sussurros, já se percebe o descontentamento de parte dos subprefeitos nomeados interinamente no final de março, para os nove distritos santa-marienses. Obviamente que, de público, eles vão negar, mas não estava na conta de pelo menos quatro ir para o interior sem ganhar sequer hora extra – sob a alegação (talvez legalmente correta, concede a coluna) de que são contratados no regime CLT.
De todo modo, há quem veja curiosa diferença de tratamento entre aqueles que se engajaram na eleição dos que estão hoje no comando do Executivo e os que eram contrários ou mesmo indiferentes aos que venceram o pleito.
Em tempo: dos descontentes, pelo menos um tem estreita ligação com o PMDB, mas…
Em tempo (2): não há qualquer reclamação por parte dos que têm ligação ideológica firme com o governo ou com alguns de seus líderes na Câmara.
ISSO É HISTÓRIA! OS BELGAS VÊM AÍ!
A seção Isso é história!
Os belgas vêm aí!
1898, Junho (data indefinida) – O governo federal arrenda à Compagnie Auxiliaire des Chemins de Fer, organizada por Afonso Spee, a rede ferroviária sul-riograndense. Em conseqüência, convergirão para Santa Maria, sede dos escritórios centrais da rede, um grupo de funcionários de nacionalidades francesa e belga e vários deles radicar-se-ão definitivamente entre nós.
1898, junho-julho – Grandes chuvas provocam alarmantes enchentes no município.
(Do volume 1 – 1877-1930 do livro Cronologia Histórica de Santa Maria…, de Romeu Beltrão, editado em 1958)
A 10 DIAS DO PLEITO, SUCESSÃO NA UFSM ESQUENTA. ATÉ DOSSIÊS APARECEM
A chamada Consulta à Comunidade acontece dia 16. Quantos vão às urnas, não se sabe. Mas se imagina um número próximo a 10 mil, entre estudantes, docentes e servidores (nos dois últimos casos, também os inativos). E, embora há quem diga (a coluna não tem a mínima condição de negar ou concordar) haver uma chapa favorita, o fato é que isso decorre muito mais do conhecimento interno da UFSM. E não das aparências – que estas indicam absoluto equilíbrio.
De todo modo, faltando 10 dias, o que se vê é um esquentamento da disputa, com posturas mais aguerridas, acirrando o confronto. E até os indefectíveis dossiês, naquela baixaria que todos condenam, mas muitos usam, já circulam. Um, inclusive, chegou a Observatório – que não vota.
Só o que se espera, neste momento, é a serenidade dos concorrentes e seus cabos eleitorais. Afinal, ninguém quer que a maior instituição pública de educação de Santa Maria tenha a imagem manchada. Operação Rodin, cá entre nós, basta uma.
POLARIZAÇÃO VOLTA À UNIVERSIDADE FEDERAL, APENAS DUAS ELEIÇÕES DEPOIS
A seção Não custa lembrar
Em 31 de março de 2001:
Polarização, tendência na UFSM – Na quarta-feira, com grande afluência de apoiadores, inclusive de fora da instituição, a candidatura Ronaldo Mota/Flavio Schneider lançou o Conselho da Comunidade.
Na semana anterior, em um CTG de Camobi, uma festa muito concorrida marcou o lançamento oficial da candidatura à reeleição da parceria Paulo Sarkis/Clóvis Lima.
Ao mesmo tempo, a chapa Nilza Zampieri/Adayr da Silva Ilha, conforme se noticiou aqui há uma semana, prefere o silêncio que um apoiador da proposta chama de ‘barulhento’, e deverá deflagrar de fato a campanha apenas em maio.
Hoje:
Passados exatos oito anos mais dois meses e uma semana da publicação da nota acima (da qual você lê os parágrafos iniciais), não deixa de ser interessante observar a situação atual, em que a comunidade universitária vai de novo às urnas. Afinal, naquele ano, houve mesmo só duas chapas competitivas – situação que foi frustrada em 2005, quando foram três fortes competidores, mas que se repete agora, com as duplas Felipe/Dalvan e Burmann/Martha se digladiando para saber quem vai comandar a instituição. O que mudou, se mudou, na UFSM desde então? Eis uma boa reflexão. Quem a fará (ou não)?
HÁ QUEM ACHE QUE, TALVEZ, O GRITEDO PODERÁ AJUDAR NA ARGUMENTAÇÃO
A seção Luneta
Só Paulo Denardin e Sérgio Cechin não estiveram na reunião da bancada governista como prefeito Cezar Schirmer, na tarde de quarta-feira.
O tema do encontro (para o qual os edis do PP justificaram ausência) era o reajuste dos servidores. Um maldoso (só pode ser) disse que faltou também outro governista: Jorge Ricardo, do PRB.
Se Cláudio Rosa crê que o gritedo que faz a cada vez que ocupa a tribuna ajuda na argumentação, que continue assim. Mas as queixas, antes intramuros, já proliferam.
Ao menos três funcionários do parlamento solicitaram a Observatório que registrasse a preocupação deles com o entusiasmo verborrágico do peemedebista, que já começa a provocar problemas auditivos. Que coisa!
Aliás, outro governista está com os ouvidos doendo, mas a razão é outra. Marion Mortari, do PP, recebeu uma intimada de um peemedebista, outro dia.
O Progressista foi instado a dizer na tribuna o que fala pelos corredores e, sobretudo, no interior do município – onde deita falação contra a administração da qual faz parte.
Ainda da Câmara, uma nota social: vem aí, até o final do ano, o primeiro filho da vereadora Helen Cabral, grávida há cinco meses.
Embora os conselhos (prudentes) recebidos, Jorge Pozzobom reafirmou, após frequentadíssima festa de aniversário, sábado passado, a pretensão de eleger-se deputado federal em 2010.
Mais: Pozzobom jurou ao colunista, em e-mail, que vai buscar 80 mil votos para ser representante da região central em Brasília.
Boa sorte, é o que todos desejamos, ao ex-edil tucano. Mas que ninguém se engane, especialmente ele: não será nada fácil. Se, porém, concorresse à Assembléia, com metade do que terá que alcançar, estaria eleito.
Alguém andou recebendo conselhos pelos lados do Centro Administrativo. Enfim, passou-se pelo menos uma semana sem qualquer ato político-pirotécnico.
Paulo Pimenta articula apoios em todo o Estado, a exemplo de 2006. E o centro-oeste gaúcho é onde a situação está melhor, com dobradinhas bastante interessantes. Como em Bagé, por exemplo.
Você também pode encontrar este colunista diariamente às 7h30, e ao meio dia, na rádio Antena 1; e a qualquer momento no site www.claudemirpereira.com.br.
SCHIRMER FAZ O SEU PRIMEIRO GOL POLÍTICO
Triplicar a proposta
inicial, um feito a ser
festejado pelo prefeito
É verdade que a mania de enfeitar retoricamente os feitos que, em si mesmos, já são suficientemente importantes, apareceu mais uma vez – agora com a frase nenhum governo na história de Santa Maria concedeu um aumento tão significativo no 1° ano de gestão. É a tal grandiloqüência que muitos condenam em Lula (nunca antes neste país), inclusive os que agora usam o clichê em causa própria.
Mas o fato é o que interessa, e ele é indesmentível: Cezar Schirmer fez o primeiro gol político de sua administração de cinco meses. Conseguiu, com o auxílio técnico de sua equipe econômica, encontrar uma maneira de triplicar a proposta inicial que reajustava o salário dos barnabés municipais em 2%. O percentual chegou a ofender lideranças e parte dos liderados do funcionalismo santa-mariense.
Amplir a propota para 6% (em duas parcelas cumulativas) é um feito, sim. E deve ser comemorado pela administração. O próprio prefeito já disse, inúmeras vezes, que pretende governar com os servidores. E pagar-lhes dignamente é o básico.
Isso sem falar também, e apenas para ficar no que tem sido a regra do marqueting da comuna, que Schirmer evitou, no mínimo, que fosse chamado (olha a ironia que seria) o primeiro chefe do executivo da história de Santa Maria a conviver com uma greve antes de completar meio ano de governo. Disso o prefeito já está livre.





ATENÇÃO
1) Sua opinião é importante. Opine! Mas, atenção: respeite as opiniões dos outros, quaisquer que sejam.
2) Fique no tema proposto pelo post, e argumente em torno dele.
3) Ofensas são terminantemente proibidas. Inclusive em relação aos autores do texto comentado, o que inclui o editor.
4) Não se utilize de letras maiúsculas (CAIXA ALTA). No mundo virtual, isso é grito. E grito não é argumento. Nunca.
5) Não esqueça: você tem responsabilidade legal pelo que escrever. Mesmo anônimo (o que o editor aceita), seu IP é identificado. E, portanto, uma ordem JUDICIAL pode obrigar o editor a divulgá-lo. Assim, comentários considerados inadequados serão vetados.
OBSERVAÇÃO FINAL:
A CP & S Comunicações Ltda é a proprietária do site. É uma empresa privada. Não é, portanto, concessão pública e, assim, tem direito legal e absoluto para aceitar ou rejeitar comentários.