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CASO ISADORA. STF nega o recurso da defesa de Xisto Filho e processo volta a SC para julgamento

Decisão implica que Justiça catarinense deve marcar a data de júri popular

Por José Mauro Batista (com foto de Reprodução/Facebook) / Editor do site Paralelo 29

O processo crime contra o oficial de cartório Paulo Odilon Xisto Filho, acusado de assassinar a modelo santa-mariense Isadora Viana Costa, em maio de 2018, está retornando para Santa Catarina, para que a Justiça local marque a data do júri popular. Em setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou recurso do réu contra a decisão que determinou que ele vá a júri.

Nesta quarta-feira (8), a morte de Isadora completará cinco anos e meio. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, Isadora, que tinha 22 anos, foi morta em 8 de maio de 2018, após agressões no apartamento de Xisto Filho, na cidade de Imbituba, no Litoral de Santa Catarina.

Os dois se conheceram pela Internet, em março de 2018, e começaram a namorar. Em 22 de abril de 2018, a modelo partiu de Santa Maria para Imbituba para visitar o namorado.

Isadora, que chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Confira AQUI o que diz o Ministério Público de Santa Catarina.

Réu alega morte acidental

Desde o início das investigações, o namorado de Isadora sustentou a versão de que a jovem teria morrido acidentalmente (overdose). A versão de suicídio também chegou a ser defendida.

No entanto, o laudo pericial apontou que a causa da morte da modelo teria sido “trauma abdominal” em decorrência de espancamento. A partir daí, o caso teve uma reviravolta, com o indiciamento do oficial de cartório por feminicídio.

A defesa de Paulo Odilon Xisto Filho, por meio do advogado Aury Lopes Júnior, fez diversos recursos ao longo do processo, um deles para que o oficial não fosse a júri popular.

O que diz a promotora na denúncia

Conforme a promotora de Justiça Sandra Goulart Giesta da Silva, da 2ª Promotoria de Justiça de Imbituba, responsável pela denúncia contra o oficial, Xisto Filho teria assassinado a namorada “por motivo fútil e por usar recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de cometer fraude processual, ao modificar a cena do crime a fim de induzir o perito a erro”.

“Demonstrando extrema frieza e dissimulação, após matar a vítima, o denunciado solicitou atendimento ao Corpo de Bombeiros, informando que ela estaria tendo uma convulsão e teve o cuidado de espalhar no local diversas cartelas de remédios controlados, para dar credibilidade a sua versão”, explica a Promotora de Justiça na ação.

Ainda conforme a denúncia, Xisto Filho era usuário de drogas e teria passado mal, o que levou Isadora chamar a irmã dele. O oficial escondia da família que usava drogas e diante da descoberta, teve um acesso de fúria contra Isadora, e a espancou.

“O médico legista concluiu que as lesões traumáticas encontradas no abdômen da vítima, como laceração de vasos abdominais e laceração hepática, foram decorrentes de ação mecânica de alto impacto contra o abdômen e provavelmente repetitiva, compatíveis com múltiplos chutes, joelhadas e socos”, escreveu a promotora de Justiça na denúncia, destacando que o réu tem “porte físico avantajado” e era lutador de artes marciais.

Missa nesta quarta-feira

O cirurgião-dentista Rogério Froner, pai de Isadora, disse que prefere aguardar os próximos passos do processo para se pronunciar. O caso é acompanhado pela advogada da família, Daniela Félix, que atua no caso como assistente de acusação.

Nesta quarta-feira (8), a morte de Isadora completará cinco anos e meio. A família agendou uma missa na Igreja da Paróquia do Bonfim, no Bairro Bonfim, às 17h.

PARA LER NO ORIGINAL, CLIQUE AQUI.

(*) Esse material foi publicado com a autorização do editor do Paralelo 29, dentro do acordo de parceria que une os dois sites.

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