Proposta de solução. Yeda reavalia governo e anuncia nesta terça um gabinete de transição
O DEM está fora. E nem poderia ser diferente, afinal seu maior nome no Estado, o vice-governador Paulo Feijó tornou-se o pivô da maior crise do governo de Yeda Crusius, ao divulgar teor de conversa com Cezar Busatto, em 26 de maio. O próprio Busatto acabou exonerado no sábado, 7 de junho, junto com outras figuras do primeiro escalão.
Mas, tirando os demistas, os demais partidos da base aliada estarão representadas no que a governadora chama de Gabinete da Transição. É um grupo que terá nomes escolhidos por ela e referendados por PMDB, PP, PPS e PSDB. Num prazo de uma semana a 10 dias, aproximadamente, serão redefinidas as linhas de atuação do governo e, então, nomeados os integrantes do secretariado – que poderão, ou não, ser os atuais detentores dos cargos – inclusive daqueles que ficaram vagos com as saídas de Busatto (Casa Civil) e Delson Martini (Secretaria Geral e Comunicação).
É possível antecipar, e a própria governadora deu a entender isso em entrevista concedida ontem no final da tarde, que o deputado federal Cláudio Diaz, do PSDB, será o Chefe da Casa Civil. Isso evitará, disse Yeda, quaisquer constrangimentos (como os eventualmente acontecidos com os ex-ocupantes do cargo, como o primeiro deles, o peemedebista Luiz Fernando Zachia e o recém-demitido Cezar Busatto.
Quanto aos demais nomes, estaria tudo em aberto. Se bem que, muito provavelmente, no momento mesmo em que você lê esta nota, alguma articulação está em desenvolvimento. E nada impede que o prazo seja encurtado. Inclusive porque é de transição.
Quanto a este (nem sempre) humilde repórter, mantenho a opinião que expressei ainda na manhã de ontem. O principal protagonista dos próximos dois anos e meio será o PMDB (releia aqui). Os demais serão coadjuvantes. Importantes, talvez, mas secundários.
A propósito do Gabinete de Transição, com nomes ainda não conhecidos, e outras deliberações tomadas ontem pela governadora, reunida com seus principais conselheiros políticos, confira a seguir a nota publicada pela assessoria de imprensa do Palácio Piratini:
EM TEMPO: a governadora foi efetivamente ao Ministério Público Estadual, como relata a nota abaixo, e conversou com o procurador geral, Mauro Renner, a quem solicitou investigações sobre todos os casos denunciados envolvendo possível corrupção. A foto é de Mauro Mattos, da assessoria de imprensa do Governo do Estado
Governadora Yeda Crusius cria Gabinete de Transição
A governadora do Estado do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, reuniu-se hoje pela manhã com o Conselho Político Ampliado, fórum composto por presidentes, secretários-gerais e líderes dos partidos que compõem a base de Governo. Da reunião saíram as seguintes decisões:
1. A criação de um Gabinete de Transição coordenado pela Governadora e formado por um representante de cada um dos cinco partidos que compõem a aliança partidária de governo – PSDB, PMDB, PP, PPS e PTB – com o objetivo de, nos próximos dias, promover uma ampla reestruturação da atual administração pública estadual.
2. Neste período, o Gabinete de Transição formulará critérios de participação partidária na Governança do Estado para a execução de políticas públicas e a defesa do projeto referendado pelos gaúchos nas urnas do pleito de 2006.
3. Está garantida a continuidade da atual política administrativa inovadora, e que tem o ajuste fiscal como um dos seus pilares para promover o desenvolvimento de políticas públicas sociais que geram oportunidades de emprego e renda para os gaúchos e que têm recebido apoio da Assembléia Legislativa e de importantes instituições como o Banco Mundial.
4. O Gabinete de Transição definirá uma Carta de Compromisso de Governança com a Sociedade dentro de princípios de Ética, Transparência e Participação para prestar à população um serviço público cada vez melhor.
5. Os representantes de todos os partidos reafirmaram o seu apoio político à governadora Yeda Crusius e ao seu Governo, legitimamente eleito pela população com base num Plano de Governo que contou com apoio da maioria do povo gaúcho.
6. Os partidos da base governista expressaram a postura de deixar a governadora à vontade para promover todas as mudanças que considerar necessárias, relevantes e importantes para a continuidade da atual gestão e dos compromissos referendados pela população em novembro de 2006.
7. A governadora Yeda Crusius comunicou a todos a sua decisão de ir ao Ministério Publico Estadual para solicitar a prioridade absoluta da instituição para a análise de toda e qualquer denúncia relacionada aos órgãos da administração direta e indireta, inclusive com o apoio do aparato fiscalizador do Estado.”
SUGESTÕES DE LEITURA – confira aqui, se desejar, também outras reportagens produzidas e distribuídas pela assessoria de imprensa do Palácio Piratini.
Leia também a reportagem Grupo de trabalho para acelerar investigações, de Ricardo Grecellé, da assessoria de comunicação do Ministério Público do Rio Grande do Sul.





ATENÇÃO
1) Sua opinião é importante. Opine! Mas, atenção: respeite as opiniões dos outros, quaisquer que sejam.
2) Fique no tema proposto pelo post, e argumente em torno dele.
3) Ofensas são terminantemente proibidas. Inclusive em relação aos autores do texto comentado, o que inclui o editor.
4) Não se utilize de letras maiúsculas (CAIXA ALTA). No mundo virtual, isso é grito. E grito não é argumento. Nunca.
5) Não esqueça: você tem responsabilidade legal pelo que escrever. Mesmo anônimo (o que o editor aceita), seu IP é identificado. E, portanto, uma ordem JUDICIAL pode obrigar o editor a divulgá-lo. Assim, comentários considerados inadequados serão vetados.
OBSERVAÇÃO FINAL:
A CP & S Comunicações Ltda é a proprietária do site. É uma empresa privada. Não é, portanto, concessão pública e, assim, tem direito legal e absoluto para aceitar ou rejeitar comentários.