A semana, lá. Duas ronhas: a do (argh) Renan. E a da improvável e retalhada reforma política
Faz um mês (ou até mais, já me perdi) que a Veja publicou reportagem sobre o caso extra-conjugal do presidente do Senado, Renan Calheiros, com uma jornalista que lhe deu uma filha. De lá para cá, o alagoano do PMDB só conseguiu se enrolar mais, tentando explicar as relações mantidas com um lobista de empreiteira, supostamente o intermediário financeiro entre ele a moça. E o Senado, como instituição, sangrando.
Provavelmente, esse ainda será o assunto desta semana na Casa, com o acréscimo de outro escândalo – o que envolve o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, também do PMDB. Afirma-se que ele, ao contrário de Renan, vai mesmo é renunciar. E até articula, olha só, a renuncia também de seus suplentes (essa excrescência que ninguém imagina extirpar). Tudo para garantir uma nova eleição, em que ele será candidato. Coisas do Brasil, dirá algum gaiato.
Enquanto isso, na Câmara dos Deputados, como já escrevi https://claudemirpereira.com.br/noticia.aspx?numero=6323, segue a ronha da reforma política. Aquela que era para sair, houve quem tentasse que vingasse, mas que se transformou mesmo é numa pantomima sem qualquer efeito.
Em todo caso, há quem imagine ser possível nesta semana (e depois não pode, porque o recesso vem aí), votar (e aprovar) o fim da infidelidade partidária. Ou algum tipo de fidelidade, ao menos. E a extinção das coligações para os pleitos proporcionais.
Me esforço para acreditar que ao menos isso aconteça. Mas os antecedentes, remotos e próximos, indicam tratar-se apenas de um jogo de cena. E nada mais. Fica tudo como está. Até porque é do interesse de quem tem cargo legislativo. O resto é conversa fiada.
SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a reportagem Reforma política será tema na Câmara esta semana, publicada pelo portal Terra, com informações da Agência Brasil.





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