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CIDADE. Incêndio consome parte de uma creche do ProInfância. Das 10, era a que estava menos atrasada

Obra estava interrompida. Do cronograma fixado, 22% já haviam sido cumpridos pela construtora, que abandonou o trabalho
Obra estava interrompida. Do cronograma fixado, 22% já haviam sido cumpridos pela construtora, que abandonou o trabalho

Por FABRÍCIO MINUSSI (texto) e MÁRCIO FONTOURA (foto), da Assessoria de Imprensa da Prefeitura

Um incêndio de causas ainda desconhecidas consumiu parte da obra da Creche do ProInfância, que fica no Residencial Monte Belo, em Camobi, na região Leste da cidade. O fato ocorreu pouco antes das 22h desta segunda-feira (25). O sinistro teve início no depósito de materiais e atingiu o prédio que foi parcialmente destruído. O Corpo de Bombeiros foi acionado. Três caminhões foram deslocados até o local para combater as chamas, Ninguém ficou ferido.

A secretária de Município de Educação (Smed), Silvana Guerino, lamentou o ocorrido e disse que todas as providências estão sendo tomadas para apurar as causas e responsabilidades. “Também já acionamos a Procuradoria Geral do Município (PGM) no sentido de verificar quais as medidas cabíveis para resguardar a municipalidade diante desse episódio que nos entristece. Também fomos orientados a efetuar um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), para que o caso seja apurado criminalmente”, disse Silvana. Há relatos de vizinhos da construção de que dois indivíduos teriam sido vistos deixando o local momentos antes do incêndio.

A Smed ressalta que a Prefeitura já havia alertado a empresa MVC Soluções, que abandonou as obras de 10 creches na cidade, sobre a necessidade de agilizar o recolhimento dos materiais que permaneceram nos canteiros de obras. “Foram vários encontros com os representantes da empresa. Solicitamos aporte financeiro para que esses materiais pudessem ser recolhidos ou então que a MVC providenciasse a retirada, o que não ocorreu”, comentou a secretária.

Ainda em dezembro de 2015, através de informações divulgadas pela imprensa local, a MVC Soluções, com sede em São José dos Pinhais (PR), confirmou que estaria realizando a remoção de itens como telhas e outros materiais. O procedimento, à época, segundo o responsável pelas obras do Proinfância no RS, Eduardo Horn, faria parte do processo de limpeza dos canteiros e para evitar furtos e atos de vandalismo. No entanto, o processo não teve prosseguimento e os materiais permanecem depositados nos canteiros.

Creche abriria 375 vagas na educação infantil na região Leste

Das 10 creches licitadas do ProInfância a do residencial Monte Belo era a que apresentava menor atraso no cronograma. “Cerca de 22% da obra estava concluída”, afirmou Silvana Guerino. A instituição foi projetada para atender 125 alunos em turno integral e 250 em turno parcial, suprindo a demanda da educação infantil na região Leste de Santa Maria.

Projeção de R$ 16 milhões para 2,5 mil vagas na educação infantil

A creche do residencial Monte Belo é uma das cinco que tiveram as construções iniciadas em 2013 e foram abandonadas. As outras cinco obras sequer foram iniciadas. O investimento global inicial previsto era de R$ 16,8 milhões. Se a empresa tivesse cumprido com o contrato o município contaria com mais 2,5 mil vagas, sendo 250 em cada instituição, em turno parcial.

Obras iniciadas

– Monte Bello – Cohab Fernando Ferrari (Camobi)

– Santa Marta – Nova Santa Marta

– Diácono João Luiz Pozzobom – Camobi (Maringá)

– Residencial Lopes – Residencial Lopes

– Medianeira – Medianeira

Obras não iniciadas

– Vila Jardim- Camobi

– Creche Menino Deus- Campestre do Menino Deus

– Creche Dom Luiz Victor Sartori- Centro

– São João Batista – Vila Oliveira

– Estação dos Ventos Km 3- Vila Schirmer

União assumiu responsabilidade pelas creches

Em todo o RS, a MVC Pláticos firmou contratos para execução de 90 creches em 46 municípios. As obras eram financiadas pelo Governo Federal e a contratação se deu após as prefeituras terem dificuldades nas licitações. A maioria dava deserta e para não perder os recursos a União assumiu a construção das creches, mas a falta de regularidade nos repasses, conforme alegado pela empresa ainda em 2015, diminuiu o ritmo das empreitadas até à paralisação dos trabalhos…”

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