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DIVERSIDADE. Adolescentes encenam casamentos homoafetivos em festa julina de escola do Campestre

A proposta de discutir a homofobia ganhou um grande exemplo, na escola municipal Hylda Vasconcelos. Avanço saudado pela comunidade
A proposta de discutir a homofobia ganhou um grande exemplo, na escola municipal Hylda Vasconcelos. Avanço saudado pela comunidade

Por KEILA MARQUES (texto) e JOÃO VILNEI (foto), da Assessoria de Imprensa da Prefeitura

Uma tradição vivenciada de forma inovadora. Gerar o respeito e promover o amor foi a principal proposta de um grupo de adolescentes ao realizar o tradicional casamento da roça em uma das festas mais comemorados no país. Os 16 alunos do 9º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Professora Hylda Vasconcelos, localizada no Bairro Campestre do Menino Deus, encenaram dois casamentos homoafetivos, entre dois homens e duas mulheres, na festa junina realizada na tarde desse sábado (16).

Segundo a coordenadora pedagógica Martha Najar, a festa é esperada todo ano pela comunidade e o tradicional casamento é organizado pelos alunos, que desta vez resolveram fazer algo que chamasse a atenção para temas debatidos no cotidiano. “ Os alunos sentem a necessidade em falar sobre homofobia”, destaca Martha.
A motivação em chamar a atenção da comunidade sobre o tema é também de Gladis da Silva, 40 anos, mãe de Bruna Vitória da Silva, 14 anos, aluna que interpretou um dos personagens do casamento.

Para ela está na hora de falar sobre homofobia. “Quando minha filha falou sobre a ideia eu logo apoiei, pois devemos gerar o respeito nas escolhas de cada um”, comenta a mãe de Bruna. O tema proposto também foi apoiado pela mãe de Lenon Mateus Willecker, 15 anos. “Meu filho está muito animado com a peça. É um tema atual que deve ser falado”, salienta Janaína Willecker, 40 anos, mãe de Lenon.

Para os alunos o principal objetivo da peça é a aceitação dos homossexuais na sociedade. “Diminuir a violência e a desigualdade de gênero”, explica Igor Mendonça, 15 anos, aluno que interpretou o padre no casamento. É mesmo pensamento é compartilhado por  Douglas Paim, 13 anos, estudante do oitavo ano. O jovem também participou do casamento interpretando a mãe da noiva. “A homofobia aumenta no Brasil a cada dia, é importante falarmos desse assunto tanto na escola como na comunidade”, ressalta Douglas.

Ainda para a aluna Naiara dos Santos, 15 anos, a homossexualidade é permitida no Brasil, mas as pessoas não aceitam as diferenças. “Existem tantos problemas para serem resolvidos e as pessoas se preocupam com as diferentes formas de amar”, questiona a estudante Naiara.

A secretária de Município de Educação (SMED), Silvana Guerino, comenta que assuntos como homossexualidade e diversidade estão cada vez mais presentes nas escolas e o debate ocorre naturalmente.

“Cada escola tem a sua autonomia para promover essa duscussão. Vejo isso naturalmente e como um sinal de que preciamos estar cada vez mais capacitados para discutir esses temas. Isso também passa pela família. O que a EMEF Hylda Vasconcelos faz é justamente criar um ambiente para que esse debate ocorra”, disse a secretária.

Para montar a encenação, pestigiadas por pais, alunos, professores, comunidade  e funcionários da SMED, os alunos contaram com a ajuda dos professores de Educação Física, Felipe Castro, 26 anos. “A proposta era falar sobre o respeito nas diferenças e quebrar o padrão de estereótipo das pessoas sem agredir o próximo. Em nenhum momento utilizamos de carícias ou beijos durante a encenação”, conta Felipe.

O tema também foi bem recebido pela comunidade que assistiu a peça teatral. “A peça foi muito criativa e incentiva o respeito. Nunca vi uma peça assim em outra festa”, comenta Jocemara dos Santos de 34 anos, moradora do Bairro Campestre.

A EMEF Professora Hylda Vasconcelos está localizada na Rua Vereador Antonio Dias, Bairro Campestre do Menino Deus, região nordeste de Santa Maria. A escola atende cerca de 300 alunos do primeiro ao 9º ano.

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