Corsan se prepara para cobrar a conta, caso seja defenestrada – por Luiz Roese

O fim do contrato de concessão do município de Santa Maria com a Corsan está bem próximo. A metade de setembro é o limite, mas deve haver uma postergação por mais alguns. A Corsan sabe que a intenção do prefeito Cezar Schirmer é municipalizar o serviço. Por isso, já está tomando algumas medidas para cobrar a conta, ao ser defenestrada,

Talvez em função do eminente cenário que vem por aí, a Corsan contratou a empresa Engebê Incorporações de Imóveis para elaboração de “laudo de avaliação econômica dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário de Santa Maria”. O trabalho técnico pode dar elementos para poder cobrar o município pelo investimento em edificações, estações de tratamento e toda a rede de encanamento.

Uruguaiana, por exemplo, está sendo cobrada na Justiça pela Corsan em mais de R$ 70 milhões, após a municipalização dos serviços em 2011. Futuro prefeito, pode se preparar. Aliás, não tenho visto esse debate na campanha eleitoral.

E, por falar em esgoto, vale lembrar que, historicamente, grande parte da população santa-mariense  canaliza seus detritos para a rede pluvial, contaminando sangas que desaguam no Arroio Cadena.

Uma curiosidade: em relação ao esgoto, a coleta e o tratamento em Santa Maria é de responsabilidade da Corsan graças a um Contrato de Concessão de Serviços firmado com a prefeitura em 1996, na gestão do prefeito José Haidar Farret, atual vice-prefeito.

A crise econômica do Estado: sobrou também para o Tecnoparque

A míngua do Estado já trouxe reflexos para o Parque Tecnológico de Santa Maria. O Tecnoparque. O convênio entre Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT), Associação Parque Tecnológico de Santa Maria e a Universidade Federal de Santa Maria foi prorrogado, mas o aporte financeiro do Estado caiu bastante,

Promotor: quando ele vai depor em Porto Alegre?

Carta precatória foi enviada na terça-feira para a Comarca de Porto Alegre para que o promotor Ricardo Lozza, que está processando dois pais de vítimas da tragédia da Boate Kiss, seja ouvido lá, conforme seu pedido. O juiz Leandro Augusto Sassi, da 4ª Vara Criminal de Santa Maria, aguarda retorno.  Esse é só o chamado incidente chamado de “exceção da verdade“, quando Flávio tenta provar que não caluniou o promotor e que falou a verdade ao dizer que o Ministério Público sabia que a casa noturna funcionava em situação irregular.



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