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NEGÓCIOS. Carlos Costabeber e a distância entre empresários e acadêmicos, num jogo “perde-perde”

“…Vivemos no Brasil a triste relação “perde-perde”; ao contrário dos países mais avançados.

Segundo uma professora da área da saúde da UFSM, “temos desenvolvido produtos que poderiam ser, em escala industrial, utilizados na reabilitação de pacientes, mas que acabam parando “no muro” mencionado pelo senhor, limitando-se a trabalhos de conclusão de curso”. E concluiu: “Toda essa produção fica perdida no tempo e espaço. Uma frustração para…”

CLIQUE AQUI para ler a íntegra do artigo “Empresas distante das universidades”, de Carlos Costabeber – graduado em Administração e Ciências Contábeis pela UFSM (instituição da qual é professor aposentado), com mestrado pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, com especialização em Qualidade Total no Japão e Estados Unidos. Presidiu a Cacism, a Câmara de Dirigentes Lojistas e a Associação Brasileira de Distribuidores Ford. É diretor da Superauto e do Consórcio Conesul.

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5 Comentários

  1. Não vejo, na imprensa a Prefeitura e empresários Urbanos e Rurais fazendo parcerias com as Universidades e Faculdade locais, aproveitando mão de obra e tecnologia e também vice versa, as faculdades preparando os jovens para o mercado .

  2. “Santa Maria é uma cidade de serviços, comércio, agropecuária e funcionalismo público. “, esta é uma frase copiada do texto do O BRANDO, concordo plenamente, mas a prefeitura, câmara de vereadores, comercio e sindicados ainda não acordaram.

    – vejam o caso dos SERVIÇOS – (educacionais e de saúde) – a prefeitura, câmara, associações e sindicatos, NÃO fizerem nenhuma força para realizar o HOSPITAL DA UNIFRA e Hospital regional esta se arrastando. E agora a pendencia do Hospital da Brigada.

    estabelecimento em Saúde – HCAA, HUSM, CASA DE SAÚDE, HGU, HOSPITAL DA UNIMED, CAUZZO e PROTEGE
    Estabelecimentos em Educação – UFSM, UNIFRA, FADISMA, FAPAS, ULBRA, METODISTAS.

    – SERVIÇOS (comércio), em Santa Maria é uma das Raras Cidades em que os Supermercados não abrem aos DOMINGOS, e a maioria das lojas comerciais não abrem sábado a tarde (somente em véspera de eventos). Se quisermos ser um polo de serviços temos estar funcionando a todos o vapor TODOS OS DIAS.

  3. Santa Maria é uma cidade de serviços, comércio, agropecuária e funcionalismo público. A gografia não ajuda, não existem matérias-primas ou mercados consideráveis por perto.
    Sem faze juízo de valor. UFSM tem muita mão de obra, mas ela não trabalha de graça. Algumas bolsas de estudos terão que aparecer. Idem para os professores (que não são subordinados do reitor). Têm dedicação exclusiva, mas podem trabalhar um cento de horas por ano em outras coisas. Vão querer dinheiro, também para custear as próprias pesquisas. Também os equipamentos não serão cedidos de graça, é necessário dinheiro para reposição (existe a depreciação). Geralmente existe uma fundação envolvida, é assim no país inteiro.
    Empresários acham que teria que ser tudo gratuito porque “pagam muitos impostos”. Exemplo mais óbvio são as construtoras. Querem utilizar as maquinas de ensaio dos laboratorios da UFSM para controle de qualidade do concreto e aço das obras.
    Prefeitura não tem força para mudar isto, envolve um órgão federal. Talvez conseguisse algo com a UNIFRA.
    E se os empresários conseguem se reunir para comprar um jornal sozinhos, não precisam da prefeitura para levá-los pela mão até Camobi.

  4. Santa Maria tem um problema sério de ufanismo. Habitantes falam daqui como se fosse a última bolachinha do pacote. Detalhe comico são os que saem da cidade. Quando voltam dizem: “parece que não mudou nada”. Ninguém desconfia que tem algo de errado nisto.
    Trabalhos de conclusão de curso geralmente tratam de assuntos que são dominados e/ou irrelevantes. Apesar de existirem exceções por aí, a regra é esta. Não existe um “tesouro de conhecimento” escondido e inaproveitado na UFSM. Tanto que existem grupos de pós-graduação trabalhando com empresas de fora da cidade.
    Questão do TCC (que beira a inutilidade) é outra. Muitas especializações por aí exigem um artigo, ou seja, um trabalho curto com certa profundidade que pode até gerar uma publicação. E na graduação? Geralmente é uma monografia, um trabalho mais longo, que será defendida frente a uma banca e depois irá para a biblioteca. Por incrível que pareça é o caminho de menor esforço. Não divulga o trabalho, mas não o expõe ao crivo da avaliação externa.

  5. Na Alemanha existe uma simbiose entre a indústria e as universidades. No Japão, idem. Americanos trabalham muito a terceirização. Principal agencia de pesquisa na área da defesa tem um orçamento enorme e algo como 120 empregados. Estes só administram contratos que duram entre 2 e 5 anos.
    Detalhe é que existem problemas estruturais e culturais no Brasil que impedem a integração. Um professor americano só ganha estabilidade depois de muitos anos e muito trabalho. Alemães tem outros mecanismos, não é incomum alguém terminar o doutorado e, ao invés de procurar uma vaga na academia, ir para a indústria. Alguns passam uma década por lá e depois, por indicação da própria empresa (que contribui para o financiamento da faculdade), voltam para alguma instituição de ensino para lecionar e pesquisar. Há casos de pessoas que depois de um tempo ainda retornam para a indústria.
    No Brasil, na maioria dos casos, a criatura termina a graduação e entra no mestrado, emenda num doutorado (muitas vezes no mesmo lugar onde fez a graduação) e logo em seguida vai trabalhar numa universidade. Unica experiência fora do meio academico é (nem sempre) o estágio da graduação.

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