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SEGURANÇA. Ariosto da Rosa é preso no interior da 4ª Colônia e tocam os sinos da igreja de Pinhal Grande

Ariosto da Rosa, preso em Sanga Funda, chegou debilitado à 4ª DP, em Santa Maria. Ele foi alimentado com torradinhas e café
Ariosto da Rosa, preso em Sanga Funda, chegou debilitado à 4ª DP, em Santa Maria. Ele foi alimentado com torradinhas e café

COM ATUALIZAÇÃO ÀS 15H45

Por MAIQUEL ROSAURO (texto) e GABRIEL HAESBAERT (foto), na versão online de A Razão

O agricultor Ariosto da Rosa, 41 anos, suspeito de assassinar quatro pessoas na manhã de 29 de novembro, em Pinhal Grande, foi detido por volta das 11h da manhã desta terça-feira (20). A prisão foi efetuada na localidade de Sanga Funda, no interior do município de Dona Francisca, que também faz parte da Quarta Colônia. No total, ele permaneceu foragido por 22 dias.

Segundo o delegado regional Sandro Meinerz, o suspeito havia entrado em contato com o advogado Airton Mello, de Júlio de Castilhos, que intermediou a relação com a polícia.

“Foi realizada uma rendição negociada”, explica Meinerz.

A prisão foi realizada pelo delegado Antonio Firmino de Freitas Neto, titular da 4ª Delegacia de Polícia, no Bairro Camobi, que no momento da abordagem estava acompanhado apenas pelo advogado do suspeito. Para isso, eles precisaram andar cerca de duas horas no meio do mato, às margens do Rio Jacuí, até chegar ao local em que Ariosto estava.

“Ao encontrá-lo, a primeira coisa que perguntei foi como ele sobreviveu por tanto tempo foragido na mata. Ele disse que dormia no mato, comia muito milho verde e, às vezes, pegava restos de comida nas casas da região”, relatou Firmino

No momento da prisão, Ariosto estava desarmado. O suspeito disse que perdeu o revólver quando trocou tiros com a Brigada Militar no dia 2 de dezembro. O agricultor também afirmou ao delegado que ninguém o teria ajudado a permanecer foragido.

Após ser preso, Ariosto foi conduzido para a 4ª Delegacia de Polícia. Ele chegou ao local debilitado e foi alimentado com torradinhas e café. Ao longo da tarde, ele será encaminhado para o Presídio Estadual de Santa Maria (Pesm).

“A instabilidade social estava em Pinhal Grande, com repercussão em todo o país. Agora, o município poderá festejar o Natal em paz”, projeta o delegado Firmino.

22 dias de caçada

As buscas a Ariosto iniciaram instantes depois que os assassinatos foram registrados em 29 de novembro. No total, cerca de 40 policiais civis e da Brigada Militar, dois cães farejadores, um drone e um helicóptero foram usados na caçada. Em nenhum momento as buscas foram encerradas, embora o efetivo de brigadiano tenha diminuído na última semana.

Comemoração em Pinhal Grande

O pároco de Pinhal Grande, Pablo Zanini, comemorou nas redes socais o fim da caçada a Ariosto. Os sinos da Igreja Matriz São José foram tocados assim que a notícia se espalhou.

“O assassino foi preso! Graças a Deus! Agora a Paz volta a reinar em nossa cidade e nossa vida volta ao normal! Vamos ter um bom Natal! Os sinos da matriz estão tocando em ação de graças! Nossa cidade foi liberta!”, afirmou o padre em seu perfil no Facebook.

Diversos moradores também festejaram soltando foguetes.

Os crimes

O primeiro assassinato ocorreu antes das 7h, em uma propriedade que o agricultor possui no Rincão dos Basílios. No local, foi encontrado o corpo de Bianca Salles, 16, enteada do suspeito. A moça teria sido estuprada antes de ser morta com tiro na cabeça. Ela já havia denunciado o padastro por abuso sexual, existindo uma investigação em curso em Júlio de Castilhos.

Em seguida, Iran Gonçalves dos Santos, 10, foi morto na estrada, a caminho da escola, também com um tiro na cabeça. A cena foi presenciada pelo irmão do menino, Giovane, 17, que conseguiu escapar.

Logo depois, Alex Cardoso Leal, 17, foi baleado enquanto esperava o transporte escolar em uma parada de ônibus. A vítima seguinte foi o agricultor Afonso Gonçalves, 60, que cuidava de porcos em sua propriedade no momento em que foi baleado.

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