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Eleições 2008. “Nacionalizar” a campanha é a via mais rápida para a derrota. Inclusive em SM

A opinião não é só minha, reconheço. Mas é recorrente, a cada eleição municipal. Com a possível, mas improvável, exceção de algumas capitais, a “nacionalização” de uma campanha para as prefeituras é o caminho mais rápido para a derrota. Ou, até, para confessar a impossibilidade de vencê-la. Mesmo a “estadualização” é duvidosa, do ponto de vista eleitoral.

 

Tomemos o Rio Grande do Sul. Embora a quantidade de deputados federais, habituados ao debate nacional, como concorrentes, é muito pouco crível que o habitante de Porto Alegre, na hora de votar, esteja com a cabeça em Lula – deixará para pensar nisso no momento apropriado, em 2010. O sistema viário, a atenção à saúde, ou as dificuldades no abastecimento de água, para ficar em três exemplos, estarão muito à frente na ordem de prioridades ao eleitor. E quem não souber responder a elas, tende a dançar.

 

Sim, em Santa Maria não é diferente. Embora o percentual de servidores públicos estaduais e federais seja consistente, os últimos pleitos municipais demonstraram não ter sido fundamental na hora da decisão. Sim, para governador e presidente a história é outra, beeem outra. Para eleger um prefeito, porém, são as questões locais, e somente elas, que precisam ser respondidas. E bem. Se forem, o caminho da vitória estará pavimentado. Se não, melhor ir encomendando explicações para a derrota.

 

Por essas e outras, tenho achado alguma graça de discursos que tenho ouvido e lido, oriundos da Câmara de Vereadores. Oposicionistas (a Valdeci Oliveira) têm caprichado no verbo… contra Lula. E governistas não poupam adjetivos… contra Yeda. Para marcar posição, até que vale. Mas como estratégia eleitoral, um desastre. Ninguém prestará atenção a eles, na hora do voto. Exceto, claro, os que já têm posição. Mas estes são absolutamente irrelevantes, do ponto de vista eleitoral.

 

EM TEMPO: o raciocínio vale também para manifestações de midiatas da cidade. Sim, Santa Maria os têm. Os que falam para o “povo” fariam melhor se dedicassem o verbo à cidade, e não a Lula ou Yeda. E os que falam para a classe média dita esclarecida, bem, esses choverão no molhado. Talvez devessem mudar o palavrório – e isso vale para os dois (há outros?) lados da disputa. É isso. Ou não convencerão ninguém, que já não tenha se convencido. É o que penso. E escrevo.

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a reportagem “Carga tributária será a bandeira da oposição nas eleições municipais”, de Carlos Marchi, n’O Estado de São Paulo.

 

 

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