Neymar a um degrau de Pelé – por Maurício Brum

Neymar se tornou o dono do PSG, como se esperava, mas com uma rapidez impressionante. Hoje ele liderou uma vitória por 6×2 em que fez 2 gols, deu 2 assistências, acertou 2 bolas na trave e ainda sofreu um pênalti. O Campeonato Francês é fraco, claro, mas ele fez isso contra um time que não era total galinha morta: ano passado, o Toulouse havia segurado o PSG nos dois turnos (o Toulouse ganhou de 2×0 e empatou por 0x0 nos jogos de 2016/17).

Neymar venceu uma Copa do Brasil e uma Libertadores sendo o cara do Santos antes de completar 20 anos. No Barcelona, mesmo sem ser o número 1 do time, venceu tudo o que havia para ganhar. Deixou o clube como o jogador mais caro da história e, dependendo do que o Barça fizer nessa temporada, tendo deixado um rombo técnico que nem Lionel Messi será capaz de tapar sozinho.

“Liderou” o Brasil em seu primeiro ouro olímpico em pleno Maracanã (aspas porque não faria isso sem a entrada de Luan e Walace no time, mas a História não vai lembrar disso) e era tão importante para a Seleção de 2014 que claramente o time só chegou tão longe – e se desintegrou – por causa dele.

Neymar também tem 52 gols pela Seleção Brasileira com apenas 25 anos de idade. Já é o 4º maior artilheiro da história e está a 3 gols de igualar Romário (embora jogando mais partidas). Parece muito provável que deixará o eterno recorde de Pelé (77 gols) finalmente para trás.

É óbvio que ele vai empilhar títulos no PSG – o clube já ganhava tudo na França sem ele. A grande questão é se será capaz de vencer a Champions ou não. Mas mesmo isso me parece secundário (embora um título de Champions por um clube francês viesse a ser um feito extraordinário). A França é menor em seu legado. Está lá só para Neymar dizer que liderou um time na Europa, enriquecer suas estatísticas de gols e canecos, e encher o DVD de lances bonitos como o 6º gol do PSG hoje, um golaço antológico.

O que falta, mesmo, é ganhar uma Copa do Mundo. E aí eu argumento:

Com todos os números, taças e a promessa de aumentá-los ainda mais pelos próximos 5 ou 7 anos em que ainda estará jogando em alto nível, Neymar está “só” a uma Copa do Mundo de distância de se tornar o segundo maior jogador da história do futebol brasileiro, abaixo apenas de Pelé – um degrau, aí sim, insuperável.

Mandem as pedras, ó romaristas, ronaldistas e garrinchistas do mundo.

PS: Não incluí Bolas de Ouro na discussão porque elas dificilmente seriam relevantes na discussão para eternizá-lo dentro da memória do futebol brasileiro. Só Bolas de Ouro sem Copa do Mundo não significarão muita coisa para o torcedor nacional. E, se vier Copa do Mundo, a Bola de Ouro provavelmente será consequência natural.



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