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ESTADO. Enquanto governo tenta cassar liminar do CPERS, policiais civis caminham para greve imediata

UGEIRM/Sindicato realiza assembleia geral na quinta-feira (5), às 14h, no Palácio da Polícia, em Porto Alegre. Na pauta, está a deflagração de greve imediata da categoria. Foto Divulgação

Por Maiquel Rosauro

O Piratini começou a semana preparando um contra-ataque à greve dos educadores, reunindo, em Porto Alegre, as lideranças das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs). Porém, ainda esta semana o governador José Ivo Sartori (PMDB) poderá ter que lidar com outra categoria tão insatisfeita quanto a do magistério.

“Agora não dá mais para esperar. O governo perdeu completamente o respeito pela nossa categoria. Se antes, já vivíamos o absurdo de ter nossos salários parcelados, dessa vez o Sartori simplesmente ignorou a Polícia Civil e a população gaúcha ao não pagar nossos salários, para fazer chantagem com a Assembleia Legislativa. O seu objetivo é aprovar a renegociação da dívida com a União e vender o nosso Estado”, protesta o presidente da UGEIRM/Sindicato, Isaac Ortiz.

Na quinta-feira (5), às 14h, os policiais civis se reúnem no Palácio da Polícia, em Porto Alegre. Entre as ações em discussão, está a deflagração imediata de uma greve. Com a nova política de atraso de salários, a categoria ainda não recebeu os vencimentos de setembro.

Em outra frente contra Sartori estão os educadores, em greve desde o dia 5 de setembro e com o ano letivo ameaçado. O Piratini não aceitou de bom grado a liminar concedida pela Justiça, sábado (30), que impede o corte do ponto dos grevistas.

“Vamos tentar cassar essa liminar e fazer isso sempre com a verdade”, disse o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Branco.

Conforme a imprensa da capital, outros objetivos do governo são: demitir os professores substitutos que estão em greve e realizar um levantamento para colocar os grevistas em uma “lista negra”. Desta forma, o Piratini saberá quem entrou em greve e não os chamará em caso de novas substituições.

Tão logo soube dos novos planos do governo, a direção do CPERS/Sindicato veio a público ressaltar que não irá recuar.

“Esta perseguição política e tortura psicológica mostram que Sartori não tem argumentos para convencer a categoria e a sociedade de que seu governo é benéfico para a população e a educação pública”, disse o CPERS através de nota.

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4 Comentários

  1. Vamo lá,gente. Caminhando e cantando e seguindo a canção. Somos todos iguais braços dados ou não. Não?!– Essa já não cola? Ihhh, qual música colocamos,então??Que tal essa? “Civil unida jamais será vencida”.–De novo– “civil unida… Lá no governo Simon, Cezinha era ministro. Professores faziam as maiores passeatas que o Rio Grande jamais viu. Só Cezinha não via. Acho que pé na porta funciona melhor… Vamo lá,gente…

  2. Esquerda tem uma tradição: “do nosso jeito ou de jeito nenhum”. Os outros é que são fascistas. Pois bem, a renegociação da dívida do estado traria um alívio temporário para as finanças (e para a população) que traria benefícios eleitorais para o partido do governo ou qualquer outro por ele apoiado. Diminuiria a chance dos Jairos Jorges e Manoelas Davilas da vida. Logo a renegociação não pode sair. A lorota é que acreditam que Lula será eleito e abrirá as burras do governo para acabar com qualquer problema. Óbvio que se isto acontecer o país quebrará de vez. Enquanto isto Temer não está parado. Foi convertida em lei uma medida provisória que possibilita o parcelamento em até 200 vezes a dívida de estados e municípios com a receita federal e com a previdência.

  3. Mês de setembro poder executivo arrecadou 3,7 bilhões de reais. Perto de 124 milhões por dia. Valor médio. Até hoje, dia 3, governo arrecadou 229 mil reais.
    Servidores não receberam, é justo que reclamem. Mas não é justo e nem legítimo que tentem enganar a população carregando na carona os “interésses” de partidos de esquerda. Governo estaria “chantageando” a supercamaradevereadores, vulgo Assembléia Legislativa. A mesma não quer aprovar a privatização de órgãos desnecessários ao RS. A “venda do estado” a que se referem precisa de consulta popular. Motivo é simples o RS tem 11 milhões de “donos”, não é propriedade de uma minoria que impede o processo democrático de consulta à população.

  4. Os próprios funcionários públicos e seus sindicatos são responsáveis pela divida do estado através dos anos…agora colhem o que plantaram.

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