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A história que escrevemos enquanto caminhamos – por João Luiz Vargas

“Acredito que a história não é apenas o que ficou para trás. Ela é chão firme”

Escrever é um gesto de permanência. Toda semana, ao me sentar diante do papel, não registro apenas palavras. Deixo sinais de um tempo vivido, de ideias amadurecidas e de histórias que seguem em movimento.

Acredito que a história não é apenas o que ficou para trás. Ela é chão firme, matéria viva, base sobre a qual escolhemos caminhar rumo ao futuro. Foi assim com os povos que cruzaram oceanos em busca de novos caminhos. Foi assim com um país que nasceu do encontro entre mares, terras desconhecidas e sonhos maiores que os mapas.

Somos jovens como nação, mas antigos em esperança. Antes mesmo de sermos nomeados, já éramos possibilidade e promessa. Talvez essa seja nossa maior herança. A crença de que o amanhã pode ser melhor do que o hoje.

Este espaço semanal de escrita se tornou, para mim, um exercício de escuta do tempo, das pessoas e do país. Aqui não busco respostas prontas. Busco sentido.

Com o ano recém-iniciado, seguimos caminhando. Sem pressa, mas com propósito. Que saibamos honrar o que fomos, compreender o que somos e construir, dia após dia, uma história que valha a pena ser contada.

(*) João Luiz Vargas, ex-prefeito de São Sepé, ex-deputado, ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado). Ele escreve no site às sextas-feiras.

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