LÁ DO FUNDO. Bolinha e a ‘expulsão’, Pozzobom na luta, por que sobra para o Cortez, estratégia do PT...

LÁ DO FUNDO. Bolinha e a ‘expulsão’, Pozzobom na luta, por que sobra para o Cortez, estratégia do PT…

– É tão evidente a estratégia dos graúdos do PMDB, ao aprovar mudança da sigla (algo que só se confirmará quando o TSE acatar) tirando o P, que a própria militância faz troça, em alguns grupos internos de WhatsApp.

– O editor teve acesso a uma dessas manifestações autojocosas. Disse um dos peemedebistas, nas internas do partido: “agora, estamos bem. Não há mais corruptos no partido. Com a saída do P (de propina), ficou só o MDB. Ufa…”

– Em nível local, há constrangimentos que poderiam ser evitados, disse um líder do (P)MDB ao editor. Exemplo? A proposta de “expulsar” Adelar Vargas, o edil também chamado Bolinha.

– Em reunião prévia à eleição da Mesa Diretora, graúda liderança propôs fechar questão e obrigar Bolinha a ficar no partido sob pena de expulsão.

– Uma voz sensata, e realista, perguntou: “Cuma? Expulsar um vereador por causa da eleição para a Mesa? É não ter noção mínima da realidade”.

– Em tempo, fonte do site dá conta que o autor da proposta é a cada vez mais poderosa secretária e edil Marta Zanella. Que é, longe, a mais influente (P)emedebista no governo municipal.

– Embora o Executivo, que ainda se pergunta como isso aconteceu (talvez saiba, mas não consiga assimilar, ainda), tenha dado uma de “nem te ligo”, o fato é que o alto comando municipal, na última hora, se envolveu, sim, e muito, na disputa para a Mesa Diretora.

– Ou há outra explicação para o próprio prefeito municipal, Jorge Pozzobom, entrar diretamente no jogo, conversando diretamente com Adelar Vargas, do PMDB, para que este mudasse de posição?

 

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Cortez, não fosse por  razões políticas, é anteparo de Pozzobom. O que diz Não. Como seus antecessores no cargo, aliás (foto Reprodução)

– Quem conhece minimamente a história política recente, e as relações entre Prefeitura e Câmara, consegue entender, e até relativizar, as críticas feitas ao Chefe da Casa Civil, Guilherme Cortez.

– Com atribuições semelhantes (e até agregando outras) as do antigo Chefe de Gabinete, é Cortez o anteparo entre o prefeito (que só faz o bem) e os demais agentes políticos (que nem sempre obtêm o bem). É o titular da Casa Civil o que precisa fazer o papel de antipático, o que só diz Não.

– É exatamente assim que funciona, em qualquer governo. Duvida? Pergunta para quem conviveu, por exemplo, com Gilceu Beviláqua, de saudosa memória, ex-eterno Chefe de Gabinete de José Farret.

– Ok, ok, ok. Quer depoimento de alguém que ainda está entre nós? Questiona Ivo Cassol e Genil Pavan, que atuaram com Valdeci Oliveira e/ou Ony Lacerda, que trabalhou com Cezar Schirmer.

– Enfim, está na conta do Chefe de Gabinete (ou da Casa Civil) ser exatamente o cara “do mal”. Alguns suportam bem, sabem que faz parte e enfrentam. Outros desistem e vão para outro lugar.

– O certo é que “pedir a cabeça” do Chefe de Gabinete (ou da Casa Civil) raramente dá certo. E quando dá, é apenas para trocar por outro “antipático”. É, resumindo, da natureza da função.

– Há duas crenças, nos bastidores da eleição para a Mesa da Câmara. Uma delas é que o PT e o Rede foram procurados pelos dissidentes governistas, descontentes com a relação entre eles e a Prefeitura.

– A segunda é que os petistas (e Jorge Trindade, do Rede) fizeram bem o jogo político, ajudando a montar uma estratégia vencedora. Tanto que estão sem cargo algum na Mesa, mas impuseram derrota política ao prefeito.

– Além disso, tanto PT quanto o Rede, e o próprio PSB de Leopoldo Vanderlei Ochulaki (o Alemão do Gás), conquistaram importantes Cargos de Confiança no entorno da Mesa, retirando dali governistas que terão que ser realocados no âmbito do Executivo.  

– Essa estratégia fica bastante clara quando se lê a declaração feita pelo petista que lidera a oposição, Valdir Oliveira, ao repórter do site, Maiquel Rosauro.

– Falou Valdir: “no início do ano não tínhamos sequer sete vereadores para formar uma chapa. O prefeito e o Executivo foram de uma soberba muito elevada. Eles tinham 16 vereadores e não se deram conta de que o poder Legislativo não pode ser uma extensão do Executivo”. Pois é.



2 comentários

  1. Roberto Silveira

    Marta Zanella, Que quase não se elegeu exatamente por ser autoritária , parece que não aprendeu e vai ter o resultado nas urnas . Seria bem mais importante colocar ordem naquela secretaria

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