51 VAGAS. Último dia de inscrições para concurso da Assembleia. Salários vão de R$ 6 mil a até R$ 23 mil

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Concurso público da Assembleia Legislativa oferece vagas a cargos de nível médio e superior. Foto Vinicius Reis / AL

Por Vicente Romano / Assembleia Legislativa

Nesta segunda-feira (19), encerra-se o prazo para quem quiser fazer a inscrição no concurso público a ser realizado pela Assembleia Legislativa, para preenchimento de 51 vagas a cargos de nível médio e superior.

As inscrições devem ser feitas no site da Fundatec, www.fundatec.org.br/portal/concursos/ – organizadora do concurso -, e onde o edital está disponível. Também há um link na página principal do site da ALRS (www.al.rs.gov.br).

Prazos
Conforme o edital do concurso, publicado no Diário Oficial da Assembleia Legislativa em 18 de janeiro último, as inscrições podem ser feitas até o dia 19 de fevereiro. As provas objetivas (todos os cargos), discursivas (nível superior) e redação (nível médio) acontecem no dia 8 de abril.

Cargos
São 10 vagas de nível superior, para as funções de analista legislativo (nove vagas) e procurador (uma vaga). Dentro das vagas de analista legislativo, duas são para administradores, três para contadores, e uma vaga para cada um dos cargos de arquiteto, engenheiro mecânico, engenheiro elétrico e analista de TI.

As 41 vagas de nível médio se dividem entre seis vagas para agente legislativo (área da segurança, com teste de aptidão física e psicológica) e 35 vagas para técnico-legislativo. Para o nível médio há reserva de vagas para pessoas com deficiência e pessoas negras ou pardas.

Os vencimentos para os cargos de nível superior são de R$ 9 mil para analista e R$ 23 mil para procurador. Para os cargos de nível médio os vencimentos são de R$ 6 mil.



8 comentários

  1. Jorge

    Vejam se o serviço público nesse país não é um mundo de fantasia em termos de salários, fora os benefícios. Não pode haver tanta diferença entre o serviço público e a iniciativa privada.

    Procurador: INICIAL 23 mil reais, vejam bem. Num país pobre como o nosso que paga a conta do serviço público, esse salário inicial tinha de ser a metade, e daí depois de 40 anos de trabalho chegaria a esse valor que é salário de uma pessoa muito abastada nesse país. No fim de carreira teria essa valor, não no início. Já começar nesse nível é um acinte ao nosso bolso.

  2. Jorge

    Seis mil reais para uma vaga no Ensino Médio. Área de segurança pode muito bem ser terceirizada. Aí o cara entra, mostra-se incompetente para a função, ou desinteressado, ou é daqueles complicados com os colegas, não atende bem o público, está sempre de mau humor, ou não colabora, é transferido de seção para seção e não pode ser exonerado por causa da estabilidade, outro mundo de fantasia. E nós pagando a conta.

    E o serviço que precisamos, a sociedade, deixa muito a desejar. Alguém paga caro um serviço privado (muito acima da média) e continua pagando e pagando sem ter retorno ou qualidade? Só numa primeira vez, até descobrir que é um péssimo serviço ou que não vale, até se paga, mas depois nunca mais. Então por que no serviço público a coisa é uma ilha de fantasia?

  3. O Brando

    Diria que é outra aplicação do “quando a maré baixa é que se vê quem estava nadando pelado”. Trinta anos. quarenta anos atrás, não era assim. Juízes se aposentavam cedo e abriam escritórios para ganhar dinheiro, não pagava tão bem. Havia poucos advogados, dinheiro não era ruim.
    Próprio Ministério Público não era muito procurado, longe de pagar bem.
    Agora é só dar um pontapé na macega que sai três ou quatro advogados, poucos escritórios ganham o suficiente para dar o mesmo padrão de vida d’antanho.
    Juntando isto com a total falta de retorno dos impostos, sujeito termina o estágio probatório e se aposenta, dá no que deu,

  4. Jorge

    Acontece que quanto mais ganham, mais parece pouco para essa gente. OAB pediu e o STF abriu a mamata recentemente dos procuradores ganharem a sucumbência também. Quer dizer, “terceirizaram-se”, agora tem um escritório de advocacia particular dentro do serviço público, mesmo com um fixo garantido que não é pouco não. Qualquer pessoa não gastando com supérfluos e investindo, ganhando o que ganham, de 15 a 20 anos se aposentaria bem por conta, só com rendimentos de investimentos.

    Se um juiz da Suprema Corte da Escandinávia ganha 25 mil reais por mês, anda de bicicleta e não tem privilégio nenhum, não tem nem auxílio-moradia, são eles que estão errados ou nós? Lá bons advogados não ganhariam muito mais? Ganham, mas tem pessoas conscientes em qualquer lugar do mundo que se vestem com a missão de servir à sociedade e se sentem bem ganhando um salário (bem) razoável, mesmo que não seja o que ganharia na iniciativa privada. Aqui sempre é uma choradeira.

  5. Jorge

    O caso do Rio de Janeiro que vai sofrer intervenção por causa da falência do Estado em não prestar serviço de segurança decente, quanto é o tamanho dos penduricalhos que pagam aos juízes, procuradores, etc? Lá ganham até bolsa-estudo para os filhos. Pediram sete mil, levaram três mil, filhos até 24 anos podem receber. Que maravilha. E o fato pior é que a coisa é toda em cascata. Uma classe ganha, e lá vem o trenzinho da alegria da “equiparação” levando o mesmo benefício para outros Poderes e funções afins.

  6. Jorge

    “Tribunal do Rio começa a pagar auxílio-educação”
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/09/1681030-tribunal-do-rio-comeca-a-pagar-auxilio-educacao.shtml

    “TJ libera ajuda de custo para juízes e desembargadores. Repasses serão para cobrir gastos com auxílio-educação e auxílio-locomoção”
    https://oglobo.globo.com/rio/tj-libera-ajuda-de-custo-para-juizes-desembargadores-20827674#ixzz57ZcOzmh1
    stest

    “A diferença entre nossos juízes e os juízes suecos”
    https://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-diferenca-entre-nossos-juizes-e-os-juizes-suecos/

  7. Jorge

    E aí um Poder paga seis mil reais por mês para uma função que não exige qualificação NENHUMA. E vai entrar não uma pessoa que sonha em prestar um ótimo serviço ao cidadão, daí ao menos vai se interessar e aprender para isso, dedicar-se mesmo, vai entrar alguém que pensa na estabilidade e no alto valor que vai receber todo mês, um concurseiro profissional, ou seja, um burocrata. E se tiver uma ideologia, quase certamente será vermelha, esses adoram um cargo público, daí estarão sempre com as mentes “na luta” dentro do sindicato pensando na próxima greve que vai prejudicar (pela falta de atendimento) a quem paga o salãrio deles.

  8. Jorge

    E outro grande problema. Geralmente os principais cargos de gestão no serviço público não são alocados a profissionais experientes e bem formados (capacitados), servidores de carreira, nosso serviço público diz que devem ser cargos de indicação, políticos. Então alocam nos principais cargos de gestão comissionados fliiados nos partidos, ganhando uma banana, e muitos nem Ensino Médio têm. O caso clássico aconteceu no governo do gringo, quiseram colocar um ex-jogador de futebol, semianalfabeto, no principal cargo de gestão para modernização da infraestrutura. O cara só sabe ligar um computador. Ainda bem que não vingou, mas foi sorte. Vejam bem se esse país não é surreal. O problema é que é um surreal caríssimo, injusto (para quem paga a conta) e que não funciona (não há retorno à altura ao cidadão), só serve para transferir riqueza para os “escolhidos”, que estão sempre querendo mais e mais.

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