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POLÍTICA. Tucano João Chaves põe fim à era dos pastores evangélicos no parlamento santa-mariense

A sessão de terça-feira, dia 17, foi a última em que João Chaves, vereador do PSDB, exibiu o termo “pastor” antes do seu nome

Por MAIQUEL ROSAURO (com imagem TV Câmara/Reprodução), da Equipe do Site

Poucos perceberam, mas uma nova era teve início na Câmara de Vereadores de Santa Maria. Pela primeira vez em muito tempo, o Legislativo não conta com nenhum pastor evangélico ocupando uma vaga no Parlamento. A última pastora-vereadora foi Lorena Santos (PSDB), que desligou-se da Casa, na segunda-feira (16), para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Social.

A saída de Lorena coincidiu com o retorno de João Chaves (PSDB) para o Legislativo. A sessão de terça (17) foi a última em que ele exibiu o substantivo masculino “pastor”. No mesmo dia, ele remeteu um requerimento à Diretoria Legislativa para que o termo não seja mais usado junto ao seu nome na Comunicação da Casa e também nos trâmites do Plenário.

Apelidos (Alemão do Gás, Maneco…) e prenomes (coronel, doutor…) são importantes para os políticos, pois ajuda a destaca-los. Existem até casos em que ambos são usados, como, por exemplo, “professora Luci Duartes – Tia da Moto”.

“Alguns vereadores inclusive encaminham requerimentos à Diretoria Legislativa reivindicando expressamente que seus apelidos sejam usados na Comunicação da Casa”, explica o diretor legislativo, Astrogildo Silveira.

Logo, por que o líder do governo abriria mão de um prenome que o distingue junto a um dos segmentos que mais cresce no Brasil?

“Pedi para tirar o termo “pastor” porque não ocupo um cargo público por religião, gênero, etnia, cor ou função social. Trabalho com o povo. E hoje (ontem) me confirmou mais ainda esta situação quando vi um comentário no site do Claudemir Pereira a respeito do meu discurso sobre a irmã Lourdes Dill, pois um leitor estava questionando a questão da religião”, explica Chaves.

Além disso, o vereador alega que já não atua mais como pastor devido aos compromissos da vida pública.

“Quando assumi a vereança, a primeira coisa que fiz foi me desvincular da parte de presidência pastoral e financeira. Renunciei ao meu celular da igreja e já não recebia nada, mas seguia atuando. Pouco tempo depois, sai da diretoria, pois não tinha como atuar na igreja estando aqui. Defendo ‘vereador 24 horas’, que nem no Exército”, comparou Chaves.

Obreiro

Embora não tenha mais pastores, a Câmara segue com um número expressivo de cristãos evangélicos na Casa. Um exemplo é o próprio presidente Alexandre Vargas (PRB), que é obreiro da Igreja Universal do Reino de Deus.

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2 Comentários

  1. Ele deixou ou teve que deixar o “pastoreio”? Nesse meio vocês sabem como é, “olho por olho, dente por dente”…

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