FLASH. Moção pró-projeto “Escola sem Partido” tem maioria dos votos edis de SM e é aprovada por 15 a 5

FLASH. Moção pró-projeto “Escola sem Partido” tem maioria dos votos edis de SM e é aprovada por 15 a 5

FLASH. Moção pró-projeto “Escola sem Partido” tem maioria dos votos edis de SM e é aprovada por 15 a 5 - flashSem o voto do presidente da Câmara, que só se manifestaria em caso de empate, os vereadores de Santa Maria aprovaram agora há pouco a moção de apoio ao projeto de lei que implanta a “Escola sem Partido”, autoria do emedebista João Kaus.

A votação, que aconteceu sob forte esquema de segurança no Legislativo, por conta do episódio de ocupação do local, na última terça,só teve manifestações (na tribuna) favoráveis à proposta. Os contrários, as bancadas do PT e do Rede, não utilizaram o espaço.

Nas galerias, como havia sido determinado previamente, houve uma divisão entre as duas posições, o que é possível verificar na foto (acima) de Maiquel Rosauro. O repórter do site, mais tarde, trará os detalhes e as circunstâncias e outras informações do que ocorreu no parlamento de Santa Maria.

Ah, tão logo a questão foi decidida, o Sindicato dos Professores Municipais (que tem uma filiada no Legislativo, a professora Luci Duartes, do PDT, que votou a favor da moção) divulgou nota de repúdio à posição dos edis, como você confere a seguir, na íntegra:

NOTA

“Quem sai aos seus não degenera”. Era isso em que acreditava a classe dos professores municipais até a tarde desta quinta-feira (6).

O Sindicato dos Professores Municipais de Santa Maria lamenta a aprovação pela Câmara de Vereadores da moção de apoio ao projeto Escola Sem Partido que tramita na Câmara dos Deputados. Lamenta, em primeiro lugar, pelo perfil antidemocrático do projeto, que visa limitar o livre debate de opiniões e cercear a atuação do professor em sala de aula. Se posta em prática, criará um ambiente hostil, persecutório e contraproducente no que tange à melhoria na qualidade de educação no Brasil. Quem apoia este projeto não apoia os professores nem o pluralismo na educação. Quem apoia a Escola Sem Partido apoia uma educação censurada.

Em segundo lugar, lamenta pela posição de alguns membros do Legislativo local. O voto a favor da moção significa compactuar com todos os elementos listados acima. Justificar tal posicionamento com os episódios da última terça-feira não é lógico nem crível. Uma situação pontual não deve ter o poder de modificar convicções tão facilmente, mas talvez tenha o efeito de desmascarar convicções de fachada. Talvez esse seja o lado positivo deste triste episódio.

Quem toma partido à favor do projeto Escola Sem Partido está escolhendo seu lado. E não é o lado dos professores.”



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