AUGUSTO. Fecha o restaurante mais tradicional de Santa Maria. E, assim, se vai parte da nossa história

AUGUSTO. Fecha o restaurante mais tradicional de Santa Maria. E, assim, se vai parte da nossa história

AUGUSTO. Fecha o restaurante mais tradicional de Santa Maria. E, assim, se vai parte da nossa história - augustoNa verdade, na verdade, desde o final de 2015, quando da morte do fundador, Augusto Martins, muito se discutiu sobre a possibilidade de fechamento (ou venda) do tradicionalíssimo Restaurante Augusto – uma das referências de Santa Maria e que conta um pouco da história política e econômica da cidade, desde a segunda metade do século passado.

Aparentemente, a ideia desapareceu. Até que, em outubro do ano passado, morreu Marco Fank, genro do fundador e um dos sócios-proprietários, num trágico acidente. Pois, agora, pelas mais variadas razões, se confirma o triste desenlace: amanhã é o último dia de funcionamento desse ícone da boca do monte. E isso depois de dias de muitos rumores, inclusive uma suposta (e, se sabe agora, inexistente) exigência da Vigilância Sanitária.

Para saber mais, acompanhe três textos. Primeiro, o de Renato Oliveira (também autor da foto do Restaurante, que ilustra esta nota), publicado no site do Correio do Povo. É a notícia, pura e simples. Em seguida, a manifestação da Prefeitura, com esclarecimentos. E, no final, um exemplo do sentimento de muitos, em Santa Maria, com a manifestação do empresário e, sobretudo, cliente, Fernando Maffini, postada no Facebook. Acompanhe:

Tradicional restaurante de Santa Maria fecha as portas nesta quinta-feira

Após 50 anos funcionando no centro de Santa Maria, o Restaurante Augusto, referência para quem visita o município, está fechando as portas. Inaugurado em 1968 pelo ex-agricultor português Augusto Martins, o restaurante foi frequentado por lideranças de diversos segmentos como políticos, atores, músicos, professores e estudantes.

O estabelecimento localizado na rua Floriano Peixoto tem sua a última atividade prevista para esta quinta-feira. “A marca da casa era o galeto com um molho que chamava a atenção dos frequentadores”, lembra o cirurgião dentista, Odilon MainardI.

Com o fechamento do restaurante, 35 profissionais, entre garçons e cozinheiros, ficarão sem emprego. “Chegou o momento, tudo tem um fim”, afirmou o diretor-proprietário Augusto Ricardo Martins. “A nossa família levou uma queda muito triste em outubro do ano passado com a morte do Marco Antônio Fank, também sócio-proprietário”. A morte ocorreu em acidente de trânsito no município de São João do Polêsine. O empresário lembra que o prédio onde funciona o restaurante é antigo e precisa de adequações à nova lei de prevenção de incêndio e exigências da Vigilância Sanitária, o que exigiria que o imóvel fosse reconstruído…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI

Prefeitura esclarece sobre o fechamento do Restaurante Augusto

A Prefeitura de Santa Maria lamenta profundamente que o Restaurante Augusto, que há 50 anos faz parte da história da nossa cidade, encerre as suas atividades. De qualquer forma, é nosso dever esclarecer que essa foi uma decisão particular dos proprietários do estabelecimento, que comunicaram pessoalmente ao prefeito a escolha por encerrar as atividades. Reiteramos que recebemos esta notícia com muita tristeza em razão do simbolismo do restaurante para nossa cidade.

Desta forma, é necessário destacar que o estabelecimento não foi interditado, nem encerrou suas atividades em função da atuação da Superintendência da Vigilância em Saúde do Município.

Todos os estabelecimentos que trabalham com alimentação passam por vistorias periódicas da Vigilância em Saúde e, havendo necessidade, são apontadas adequações a serem realizadas.

Por fim, de acordo com a Superintendência da Vigilância em Saúde, cabe informar que restaurante está regular, em processo de renovação do alvará sanitário.”

A manifestação do empresário e cliente Fernando Maffini:

“O Restaurante Augusto faz parte da história de Santa Maria. Quando recebemos uma visita, um amigo, familiar e os convidamos para almoçar e ou jantar, o Restaurante Augusto é um dos principais pontos Referência.

É um local de reencontros dos que visitam seus familiares em datas especiais como Natal e Ano Novo. Nos finais da ano, o “ Augusto está cheio“, é momento ímpar de confraternização. Ficamos triste, a cidade entristece e os que aqui chegarem não vão reconhecer nossa cidade.

Não podemos abrir mão da segurança e das exigências legais,mas deverá uma forma do Restaurante Augusto continuar a ser o local de reencontros e boas lembranças. Santa Maria não pode parar.”



10 comentários

  1. Elenara Teixeira

    Lamentável perder esse ESPAÇO de lazer e de confraternização.
    Não mais poder.pedir um “galeto ao primo canto” com salada, polenta e chopp, é deveras muito triste ???
    Muito da minha vida tenho registrado nesse recanto gastronômico.????.
    Sentirei saudades!????

  2. Sônia Marisa De Gasperi

    Fiquei surpresa e triste ao mesmo tempo, o Restaurante Augusto, sempre foi uma referência em Santa Maria.

  3. Fabio Souza

    Sinceramente fico muito triste com a notícia. Acho que o Augusto se confunde com a história de Santa Maria e particularmente com a minha. Cresci lá descobrindo o sabor do gameto e do filé a parmegianna. Mais tarde fui aprrsentado à salada do caco, salada de camarão e ao nosso preferido e único filé ao molho de framboesa. Descobri novos sabores e aprendi a apreciar a culinária com o risoto funghi (o melhor q já comi). Não tenho como esquecer dos amigos que lá fiz, desde o Vilibaldo que cuidava os carros e me entretia enquanto criança, aos garçons como o gordo, alemão. Elcio dentre outros. Ali comemoramos datas especiais, aniversários, reuniões de Rotary, reuniões profissionais, aprovações de vestibular, amigos que vinham nos visitar, e até mesmo o pedido de casamento que fiz a minha esposa com a ajuda da equipe do restaurante. Era ainda ponto certo que frequentava regularmente com minha Tia Annita nos seus ultimos anos de vida, para degustar um whisky e comida gostosa. É uma pena, infelizmente nessa vida as coisas passam. Escrevo triste essa mensagem (que aliás muito raramente escrevo em redes sociais), mas certo que, independentemente do motivo, Santa Maria perde parte relevante de sua história e dos cidadãos que aqui vivem!

  4. ANIBAL ALVES

    Com esta deixo de ir a Santa Maria, pois viajava 2.000km só para almoçar e jantar no Augusto, viajando nas lembranças da minha juventude….. tristeza!

  5. Paulo Pereira

    Com muita tristeza recebo está notícia do fechamento do restaurante Augusto onde passei os meus melhores momentos de laser com os amigos e minha família.

  6. Helena

    Mesmo morando em Porto Alegre agora, sempre que visitava amigos, iamos neste restaurante. Vai deixar muita saudade e boas lembranças, com certeza

  7. Mauro

    EU ERA AUGUSTO

    Fabrício Carpinejar

    As pessoas estão desistindo.

    As que mais gosto estão desistindo.

    Ou os estabelecimentos estão sendo fechados ou fechando as portas. E perco parte da minha vida a cada extinção.

    O restaurante Augusto de Santa Maria anunciou que não continuará, depois de 50 anos. Morreu um dos proprietários, há dificuldades para a sua adaptação à normas de vigilância, e também existe o cansaço.

    Cinco décadas enfrentrando as piores crises, recessões, planos econômicos e a flechada financeira agora sangrou definitivamente a sua fachada.

    Na galeteria, tive os melhores momentos de gula com a massa carbonara. Nunca salivei assim diante de uma receita caseira e secreta.
    Hoje os olhos assumem o lugar da boca e salivam de tristeza e nostalgia.

    Preferia chegar antes do expediente começar, para enxergar as mesas vazias e organizadas, noivas do meu paladar, agrupadas em filas indianas, formando corredores para o altar do afeto.

    O que será do Severo, o meu garçom predileto, que me servia rindo antes que eu contasse qualquer piada? O que acontecerá com as famílias de trinta e cinco funcionárias, todos dedicados a um lugar e a um serviço desde que era menino?

    Augusto correspondia a um patrimônio da cidade, uma referência do centro, uma deferência de hospitalidade.

    Sempre havia a felicidade ao aceitar um convite para Santa Maria porque passaria naquele endereço recuado no meio da ladeira da rua Floriano Peixoto. Era meu cachê emocional, o meu pretexto, a minha desculpa para voltar, a minha família espalhada pelo Rio Grande, os meus parentes de destino, da fome e do chopp, a minha necessidade de acenar na despedida para apertar a mão com mais força no próximo cumprimento.

    Carpinejar

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