RETROSPECTIVA 2018. A tumultuada passagem pela cidade em 1993, de Jair Bolsonaro: nota supercampeã

RETROSPECTIVA 2018. A tumultuada passagem pela cidade em 1993, de Jair Bolsonaro: nota supercampeã

RETROSPECTIVA 2018. A tumultuada passagem pela cidade em 1993, de Jair Bolsonaro: nota supercampeã - retrô-3Essa foi a típica sacada do repórter, escorada também na experiência de outro profissional. Afinal, o campeão das pesquisas eleitorais (e que viriam a ser confirmadas, logo depois, pelas urnas) havia estado em Santa Maria um quarto de século atrás, e com estrondosa repercussão.

O resultado: uma super-reportagem histórica, com repercussão atualíssima, produzida pelo repórter do site, Maiquel Rosauro. E, afinal, reconhecida pelos leitores, pois foi a mais acessada no www.claudemirpereira.com.br em 2018. A nota supercampeã de audiência foi publicada na madrugada de 18 de outubro, uma quinta-feira. E, creia, vale muito a pena relê-la. A seguir:

RETROSPECTIVA 2018. A tumultuada passagem pela cidade em 1993, de Jair Bolsonaro: nota supercampeã - retro-1POLÍTICA. Os dias em que Bolsonaro, hoje candidato à Presidência, teve uma passagem tumultuada por SM

Por MAIQUEL ROSAURO (com imagens de Reprodução), da Equipe do Site

O candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), há décadas coleciona polêmicas por onde anda, inclusive em Santa Maria. Em junho de 1993, o então deputado federal pelo PPR-RJ, teve uma passagem tumultuada pela cidade. Em poucos dias ele passou de visitante ilustre a persona non grata. Para contar esta história, o site mergulhou nos arquivos da Câmara de Vereadores e do Acervo Histórico Municipal.

Mas antes de falar sobre Bolsonaro, é importante entender o contexto daquele período. O impeachment de Fernando Collor de Mello (PRN) havia ocorrido há menos de um ano e as lembranças da Ditadura Militar, encerrada em 1985, ainda eram recentes. Soma-se a isso um plebiscito, feito em 21 de abril daquele ano, no qual os brasileiros optaram por um governo republicano com sistema presidencialista. Ou seja, se hoje há dúvidas sobre o futuro do país, a realidade não era tão diferente naquele inverno.

À época, Bolsonaro estava em seu primeiro mandato no Congresso, onde ingressou dois anos antes. Em 18 de junho de 1993, uma sexta-feira, ele visitava Santa Maria para ser homenageado pelos militares. A honraria devia-se ao fato de ter sido o autor de uma ação na Justiça que reconquistou o direito de as filhas de militares receberem pensão militar até os 21 anos. O benefício havia sido cortado no governo Collor.

Naquele dia, às 17h, Bolsonaro discursou na Câmara de Vereadores sobre o papel das Forças Armadas no país. Ele foi recebido com o título de ‘visitante ilustre’, concedido via Ato Legislativo 21/1993, assinado pelo então presidente do Legislativo, Adi Forgiarini (PDS). Na Casa do Povo, ele contava com o apreço do capitão Enir Garcia dos Reis (PTB), que à época ocupava o cargo de vereador suplente na vaga de Antônio Costa (PDT).

Enir tinha a intenção de concorrer à Câmara dos Deputados, no ano seguinte, mas suas ideias a favor da volta dos militares ao Poder eram um problema para o PTB. Ele apostava que, com o apoio de Bolsonaro, conquistaria cerca de 30 mil votos, sobretudo de famílias de militares.

No final de semana de 19 e 20 de junho, logo após a passagem de Bolsonaro pela Câmara, o jornal A Razão divulgava em sua manchete que o deputado federal defendia um regime de exceção e o fechamento temporário do Congresso Federal.

Em entrevista exclusiva ao repórter José Mauro Batista, Bolsonaro demonstrava não aceitar a democracia.

“Não vim pregar golpe militar, mas o fim dessa democracia irresponsável”, disse o deputado.

Polêmico, também disse que não estava preparado para o cargo que ocupava e que nenhum partido valia a pena no país.

Segundo relato do repórter, o Plenário da Câmara ficou lotado para ouvir a manifestação de Bolsonaro…”

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