ELEIÇÕES. Três caminhos possíveis para o MDB. E nenhum parece fácil para o grandão da política local

ELEIÇÕES. Três caminhos possíveis para o MDB. E nenhum parece fácil para o grandão da política local

ELEIÇÕES. Três caminhos possíveis para o MDB. E nenhum parece fácil para o grandão da política local - emedebistas

Tubias Calil, Magali Marques da Rocha e Francisco Harrisson.  São cotados (mas não serão) candidatos a prefeito. E ela? Magali hoje preside o partido e terá que conduzir, ao menos até agosto (se não for reeleita) as dicussões para 2020. Aliás, ela também concorre à Câmara?

Por CLAUDEMIR PEREIRA (com imagens de Reprodução/Facebook), Editor do Site

Tutelado politicamente por Cezar Schirmer desde antanho, o que significa mais de 30 anos, o MDB (outrora PMDB e ainda antes o veeelho, beeem diferente deste, MDB) enfrenta grandes dificuldades precisando decidir sem ele – que já se mandou, na prática, para Porto Alegre e outros caminhos político-pessoais.

Aliás, a influência municipal dele, hoje, é reduzida. O mundo do ex-prefeito santa-mariense por dois mandatos é outro. É a província – onde sua influência foi suficiente para tornar o pupilo local Tubias Calil o único, além dele próprio, a ter lugar no Diretório da agremiação.

Mas, e depois da experiência de 2016, quando foi coadjuvante na coligação com o PSB de Fabiano Pereira, candidato a prefeito, com a emedebista Magali Marques da Rocha de vice, o que pode acontecer com o MDB em 2020? O escriba lista três caminhos possíveis. Claro que não os únicos, mas certamente, hoje, estão entre os mais visíveis, diante das circunstâncias da hora. Eles estão a seguir, não necessariamente na ordem de importância e viabilidade e já colocadas as dificuldades aparentes.

1 – a candidatura própria. Há quem imagine, no partido, ser essa a única maneira de fazer com que o “15” alavanque as candidaturas à Câmara, agora em faixa própria, com o veto legal às alianças. O nome de Tubias Calil foi citado, mas é bastante improvável que ele troque uma candidatura viável à Câmara, por aventura ao Executivo. O mesmo vale para a tentativa de emplacar Francisco Harrisson, vereador em primeiro mandato e atual secretário municipal de Saúde. Não, ele buscará novo período na Câmara.

Assim, a candidatura própria é um caminho possível, mas sem nome definido por enquanto. Na verdade, quem quer mesmo um corrente à Prefeitura, entre outros, são os que veem em Tubias e Harrisson – e talvez Magali Marques da Rocha – nomes certos para uma acirradíssima disputa ao Legislativo e sabendo que dificilmente a agremiação elegerá mais de quatro, se tanto, vereadores. Ah, isso sem falar na secretária de Cultura (e também edil), Marta Zanella – que poderia ser a candidata à Prefeitura.

2 – aliança com o PSDB. É o sonho de consumo político dos que hoje estão na Prefeitura e da maioria da bancada na Câmara. A exceção, aqui, é Adelar Vargas, que se coloca na oposição desde o início do governo. O sonho é desalojar o PP e colocar um emedebista de candidato a vice.

Mas, afora os focos importantes de resistência interna, há um fator ainda mais pesado no sentido contrário: que razão teriam Jorge Pozzobom e os tucanos para perder o apoio do PP de Sérgio Cechin? Trocar por alguém dividido? Então, é melhor ter um partido que já é parceiro, não obstante suas divergências internas. Eis que, portanto, também se trata de algo pouco provável no horizonte emedebista. Pelo menos nos dias que correm.

3 – aliança com outro partido. O MDB está tão sem ideologia, tão pragmático, tão em desacordo com a própria história, que tudo é possível aqui. Mas ser coadjuvante de quem? Do PTB (que estaria em papos com o PDT)? Do DEM? Do PDT? Sim, tudo isso é possível. Nada a obstar, quando não há ideologia a preservar. Até mesmo, por que não, o PSL de Jair Bolsonaro, pode ser o parceiro. E o MDB nem precisa ter a cabeça da chapa. Quem se habilita? Afinal, são sempre alguns minutos (até isso já foi mais) no rádio e na TV.

Conclusão: o fato é que a prioridade do emedebismo será mesmo voltar a ter uma bancada de respeito (ideológica e numericamente falando) no Legislativo. Para isso, porém, terá que ter mais de 25 mil votos, no mínimo. Como fazer isso sem cabeça de chapa à Prefeitura? Só com uma supernominata à Câmara? Essa haverá de ter. Talvez seja suficiente. Talvez.



1 comentário

  1. O Brando

    Existe o chavão de que é necessário um candidato a majoritária para ‘puxar’ votos para a proporcional. Tenho impressão de que não é bem assim, pessoal costuma votar na pessoa, existe possibilidade de votar para prefeito de um partido e para vereador de um partido completamente oposto ideologicamente.
    Seria interessante ver um partido não lançar candidato a prefeitura e submeter às urnas uma nominata forte de puxadores de voto para vereador.

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