WICCA. São cerca de 300 mil praticantes em todo o Brasil. conheça mais sobre a “Wicca”, a religião pagã

WICCA. São cerca de 300 mil praticantes em todo o Brasil. conheça mais sobre a “Wicca”, a religião pagã

WICCA. São cerca de 300 mil praticantes em todo o Brasil. conheça mais sobre a “Wicca”, a religião pagã - bruna-wicca-carolina

Carolina ingressou na Wicca ao notar que não se adequava às religiões existentes, mas queria se conectar de alguma forma com o divino

Por BRUNA MILANI (com fotos de Arquivo Pessoal), Especial para o Site (*)

Cristais, cálices, ervas, velas e incensos. Esses são uns entre outros objetos que fazem parte da Wicca. Oriunda de uma religião pagã, a Wicca é definida por quem a estuda como bruxaria. Mas engana-se quem a vê com outros olhos. Essa religião dedica-se à espiritualidade por meio da natureza a um Deus e uma Deusa chamados respectivamente de Conífero e a Deusa que representa a Lua.

A Wicca foi fundada por Gerald Gardner, funcionário público, antropólogo amador, escritor, ocultista e bruxo, que lançou o livro “A Feitiçaria Moderna” em 1954, fazendo com que a feitiçaria renascesse.

O Deus Conífero, também nomeado por Cerunos, está ligado a vida, as plantas e as estações do ano e representa a virilidade masculina. Já a Deusa Mãe, associada ao lado feminino permite encarnar as três condições da vida humana: virgindade, com a inocência, a mãe com a plenitude e a anciã com a sabedoria. Representada pela lua, ela faz parte da fertilidade humana.

Dentro da religião são realizados shabats e solstícios ligados as estações do ano, assim como outros rituais que cada praticante pode realizar. Nesse processo são utilizados alguns símbolos pertencentes ao estudo, como o pentagrama, a lua tripla e o pentáculo. Alguns desses juntam-se a outros objetos no altar wicca que reúne: velas coloridas (que depende para qual finalidade você quer usar, mas normalmente é usada a da cor verde para o Deus e a da cor vermelha para a Deusa), pentáculo, quatro elementos (ar, terra, fogo e água), faca de dois gumes cega, varinha, cálice e caldeirão.

No Brasil existe a União Wicca do Brasil, a UWB. Conforme a União, a cidade do Rio de Janeiro concentra o maior número de bruxos praticantes, com um número próximo a 40 mil pessoas, entre grupos da tradicional inglesa, celta e familiar. A cidade que ocupa a segunda posição na pesquisa realizada pela fundação em 2018 é São Paulo, com 20 mil. Ao todo estima-se que no país tenha 300 mil pessoas que estudem e pratiquem a wicca. A seguir o site da União Wicca: https://www.sympla.com.br/uniaowiccadobrasil.

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Deise: religião pagã a ensinou a resolver os problemas diários com mais calma

A professora de língua inglesa Carolina Garbazza, 24 anos,natural de Belo Horizonte, Minas Gerais, ingressou na Wicca ao perceber que não se adequava aos princípios religiosos do cristianismo e nem de nenhuma outra religião, mas sentia a necessidade de se conectar de alguma forma com o divino. “Sempre gostei muito de estudar culturas diferentes da minha e cheguei no paganismo, no dia que li sobre o chamado da deusa recebi o meu e comecei a estudar mais até me iniciar e continuo estudando todos os dias”, relata Carolina.

Para ela os brasileiros têm uma visão errada do que é ser um wiccano e por isso apresentam medo quando uma pessoa se autodenomina um(a) bruxo(a). “A imagem de muitos ainda é a de bruxas de filmes. Mesmo com herança europeia, o brasileiro sendo maioria cristão, vê o pagão como alguém que acredita em histórias de filme” comentou Carolina.

Ainda para Carolina, a ideia de que as bruxas são más vem da época da inquisição. “As pessoas não conhecem o verdadeiro caminho que seguimos. Normalmente nos mandam ir para o inferno, eu mesma já me mandaram me queimar”.

Já a professora de História e estudante do curso de direito Deise Ferrer Guimarães Losse, 53 anos, conheceu a Wicca após se formar em 1996 pela Universidade Federal de Santa Maria, ao procurar uma especialização e acabou se interessando pela história das mulheres na idade média, sobretudo, ao que falavam sobre as bruxas.

Deise conta que na cidade já teve um convém (um grupo de pessoas que se encontram de tempos em tempos para estudar e praticar a bruxaria). “O grupo era formado por pessoas que frequentavam a loja das bruxas que tinha no Monet. Mas quando o empreendimento foi fechado e a dona mudou-se de cidade, as pessoas acabaram se afastando”, diz. Conforme Deise, a religião pagã a ensinou a resolver os problemas diários com mais calma e a entender que tudo na vida que um porquê para acontecer.

(*) Bruna Milani é acadêmica de Jornalismo da Universidade Franciscana e faz seu “estágio supervisionado” no site



2 comentários

  1. O Brando

    “Os brasileiros têm uma visão errada’ é generalização. Maioria dos brasileiros ignora o que seja Wicca. Se a pessoa for minimamente instruída as reações serão bem conhecidas, alguém vai achar engraçado, alguém vai achar que é picaretagem (não é preconceito, J. Cristo expulsou os vendilhões do Templo, mas eles voltaram).
    Inquisição terminou no inicio do século XIX, auge foi lá pelo século XV ou XVI. Para quem ainda não se deu conta estamos no xéculo XXI.

    • Zé Ruas

      Wicca é o nome estrangeiro de BENZEDEIRA.
      Te benzo e te curo com B de burro…
      Pega a tesoura a brasa e afomenta a pessoa, cura até dente cariado.

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