MÍDIA. Tradicional Rádio Globo só com esporte e músicas. Olha aí mais uma baixa para o jornalismo

MÍDIA. Tradicional Rádio Globo só com esporte e músicas. Olha aí mais uma baixa para o jornalismo

MÍDIA. Tradicional Rádio Globo só com esporte e músicas. Olha aí mais uma baixa para o jornalismo - rádio-globoDo portal especializado Comunique-se, com texto de ANDERSON SCARDOELLI e imagem de Reprodução

O projeto batizado de Nova Rádio Globo não deu certo. Essa é a mensagem que, querendo ou não, os gestores por trás do veículo mantido pelo Grupo Globo passam para o mercado e para os ouvintes. Nesta quinta-feira, 30, comunicado oficial confirma que a emissora deixará de contar com programas jornalísticos e de variedades apresentados por personalidades vindas da televisão. No lugar, a programação será recheada de músicas populares. As mudanças, a serem implementadas em 15 de julho, fazem com que diversos profissionais da casa — entre os muitos comunicadores — passem a atuar sob regime de aviso prévio.

Com foco em atrações descontraídas, bate-papos, informações e presença massiva de jornalistas e artistas que se destacam ou se destacaram na TV Globo e na GloboNews, por exemplo, a Nova Rádio Globo entrou no ar em 12 de junho de 2017. Entre o time de estrelas do projeto implementado há dois anos estavam Otaviano Costa e Mariana Godoy, que até hoje apresentam, respectivamente, o ‘No Ar’ e a versão paulista do ‘Café das Seis’. Fernanda Gentil, Adriane Galisteu, Maju Coutinho, Leo Jaime, Marcos Veras, Rosana Jatobá, Vanessa Riche, Rodrigo Rodrigues e Rudy Landucci são alguns dos apresentadores que fazem parte do time de talentos à frente dos microfones da RG.

Todo mundo de aviso prévio

Todos esses apresentadores, porém, vão deixar a Rádio Globo ao mais tardar em 14 de julho. Até lá, a maioria deles — que trabalham com contratos sob regime PJ — trabalhará sob a regência de pequena prorrogação contratual. Outros funcionários, sobretudo produtores e parte técnica, serão demitidos. Informações apuradas pela reportagem do Portal Comunique-se dão conta de que muitos profissionais sob regime CLT foram demitidos na tarde de quarta-feira, 29. Dispensados, mas tendo de cumprir aviso prévio até o fim de junho. “Teve uma reunião geral para falar sobre essa rádio nova e depois as pessoas foram sendo chamadas”, comenta um colaborador da emissora, que pede para não ter o nome divulgado. “Foi muito triste ontem vendo todo mundo sendo demitido”, complementa.

Uma emissora sem informações

A partir de 15 de julho, o ‘Globo Esportivo’ será um dos poucos programas atuais da Rádio Globo a se manter no ar. Seguirá com as versões carioca e paulista. Além da atração diária, as equipes de esportes das praças de São Paulo e do Rio de Janeiro seguirão à frente das chamadas jornadas. Jogos do Campeonato Brasileiro, da Taça Libertadores, Copa do Brasil e Sul-Americana serão transmitidos pela emissora. Fora esse núcleo, a grade de programação será composta por playlists musicais. A ideia, segundo profissionais ouvidos pelo Portal Comunique-se, é tentar seguir a linha adotada pela FM O Dia, com canções tidas como populares. Dessa forma, a marca do Grupo Globo abre mão de vez de atrações de variedades e de jornalismo, tornando-se um canal alheio à prestação de serviços e a divulgação de informações.

Em sucinta nota, a direção da Rádio Globo confirmou a reformulação drástica em sua programação. “Sempre buscando atender a demanda dos nossos ouvintes, a Rádio Globo vai iniciar um novo projeto de programação. A partir de 15 de julho, a emissora passa a concentrar seu conteúdo em música popular. As transmissões de jogos de futebol continuam na grade, bem como o programa ‘Globo Esportivo’”, afirmam os responsáveis pela emissora.

“Respeito e admiração”

Apesar dos contratos que não seguirão a partir da segunda quinzena de julho e do fato de fazer com que muitos colaboradores trabalhem já sob regime prévio, a direção da Rádio Globo explica o desfecho da relação com os profissionais da casa. “Temos grande respeito e admiração por esses profissionais que estiveram com a Rádio Globo nesse projeto ao longo dos últimos dois anos. A maioria dos contratos estava já no período final, com…”

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1 comentário

  1. O Brando

    Mercado de trabalho do jornalismo/comunicação social está colocando gente pelo ladrão. Faculdades têm que se reinventar.
    Globo, além da baixa credibilidade, tem o problema de misturar informação com entretenimento, transformar jornalista em sub-celebridade. Band continua mais sóbria, talvez por ser de SP.
    Existe probabilidade não nula de que uma pesquisa de marketing furou nesta história. Ou foi simplesmente uma ‘idéia genial’, vide o que aconteceu com a TV Com da RBS que até achou substituto, a RDCTV. Esta última tem programas bons/razoáveis, transmite via cabo e online via internet.

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