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LÁ DO FUNDO. Balaião de candidatos em 2020, mês da infidelidade, PMDB, favorito do PT, silêncio tucano

Para uma vaga neste palacete, foram 214 candidatos em 2016. Agora, 350/400. Ou algo parecido a um candidato para cada 500 eleitores

Por CLAUDEMIR PEREIRA (com fotos de Reprodução/Facebook), Editor do Site

– Por conta, basica(e fundamental)mente do fim das alianças proporcionais, se prevê uma verdadeira enxurrada de candidatos a vereador no próximo ano.

– Afinal, as agremiações, que tamanho tenham, terão de apresentar fornidas listas de concorrentes, para alcançar o quociente eleitoral.

– Este, que não deve ser menor que 6,5 mil votos, precisa ser atingido pelo partido que pretenda eleger no mínimo um vereador.

– Veterano observador (e ele próprio ex-edil), Luiz Carlos Druzian, com quem o editor papeou nesta última semana, aposta em algo como 350 concorrentes à vereança.

– Este escriba vai além: imagina ser possível que o número de concorrentes ao parlamento pode mesmo ultrapassar 400. Sempre lembrando que, em 2016, eles foram 214.

– O absolutamente certo é que haverá um concorrente a cada quarteirão santa-mariense. Na media, pode ser um candidato a vereador para cada grupo de 500 eleitores. Que tal?

– Aliás, e para Prefeito, quantos candidatos os partidos irão apresentar. Druzian, por exemplo, acredita que sejam em torno de uma dezena – dois a mais que em 2016.

– Mais uma vez, este escrevinhador aposta num número maior, podendo chegar até mesmo a 15. Tudo por conta da necessidade de afirmação das siglas, por conta da eleição proporcional.

– Essas dúvidas somente serão tiradas, de todo modo, em junho/julho do próximo ano, época das convenções municipais. Antes, inclusive, há uma data bastante importante.

– Sim, em março, seis meses antes do pleito, teremos o mês em que os detentores de mandato poderão trocar de partido sem risco de perder o cargo e podendo concorrer no pleito de outubro 2020.

– Há quem diga que até meia dúzia de vereadores possam se aproveitar da janela da traição. No entanto, imagina-se que, na hora H, sopesando razões, esse número se reduza bastante.

– Certo, mesmo, embora ele tenha todo o direito de negar, é que se Jorge Trindade (foto ao lado) quiser reeleger-se terá de deixar o Rede – sem condições, nem quadros, para garantir o quociente.

– Entre outros citados nos corredores, como eventuais trocantes de agremiação, estariam os tucanos Juliano Soares e João Ricardo Vargas, o socialista Alemão do Gás e o petebista Ovídio Mayer. Será?

– Os beneficiários eventuais, contam as paredes do Palacete da Vale Machado, seriam PP e Novo. Exceto o Alemão, que apenas ficaria independente, sem concorrer em 2020.

– Faltam quatro semanas (menos dois dias) para a convenção municipal do MDB. São intensas as tentativas de forçar um acordo, nem que seja apenas para o Diretório.

– A tendência, dizem todos com os quais o escriba papeia, é que isso seja possível. No  entanto, poucos creem em semelhante entendimento acerca da Executiva.

– Gostem ou não os envolvidos, o fato é que, externamente, fica nítida a divisão entre os que gostariam de manter cargos e apoiar Jorge Pozzobom à Prefeitura, e os defensores da candidatura própria.

– O fato é que quando era nitidamente a oposição, no periodo petista na Prefeitura, ou mesmo governo (nos oito anos de Schirmer) as diferenças eram sublimadas ou, mesmo, desapareciam.

– Fora, porém, do núcleo de poder, e com tanta gente em busca de espaço, as diferenças internas ganharam todo o espaço do planeta.

– Os petistas querem fazer da eleição de seus dirigentes, que acontece em 8 de setembro, um grande momento de mobilização de seus milhares de filiados locais. Até para ver se eles aparecem, meeesmo.

– Por isso, inclusive, até mesmo apoiadores do favoritíssimo Sidinei Cardoso (que tem o apoio da majoritária corrente local, a Resistência) gostam da presença de uma outra chapa na disputa.

– No caso, a liderada pelo psicólogo e militante Alex Monaiar, suplente de vereador que lidera a nominata da “Lula Livre – Primavera Vermelha”.

– A ideia é levar a todos os cantos da cidade o debate das duas chapas para chamar os filiados à discussão de 2020, quando o PT apresentará o edil Luciano Guerra como candidato à Prefeitura.

– Para fechar: o tucanato santa-mariense parece tratar olimpicamente as movimentações eleitorais, apenas aparentemente ocorrendo à margem do governo de Jorge Pozzobom.

– O fato é que essa tal mineirice (ou, traduzindo, trabalho em silêncio) ser subestimada seria um erro. Aparentemente, Pozzobom e o governo cercam o vice Sérgio Cechin e não param de trabalhar.

– Sim, o PP e os adeptos da candidatura própria do Progressistas sabem, embora citem outros nomes, que é Cechin o que tem mais chance. Vai funcionar a estratégia tucana? Em algum momento se saberá.

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