MEMÓRIA. Morre Milton Ferreti Jung, aos 83 anos, grande ícone do radiojornalismo do Rio Grande do Sul

MEMÓRIA. Morre Milton Ferreti Jung, aos 83 anos, grande ícone do radiojornalismo do Rio Grande do Sul

MEMÓRIA. Morre Milton Ferreti Jung, aos 83 anos, grande ícone do radiojornalismo do Rio Grande do Sul - miltonDo site do Correio do Povo, com foto de VALMOCI VASCONCELOS

Morreu na manhã deste domingo, em Porto Alegre, aos 83 anos, o radialista Milton Ferreti Jung (foto acima). Conhecido como a “Voz do Rio Grande”, o ex-locutor esportivo e do Correspondente Guaíba trabalhou da Rádio Guaíba por 56 anos. Ele lutava há anos contra o alzheimer, doença neurodegenerativa crônica que se manifesta lentamente e vai agravando ao longo do tempo. A causa da morte, que ocorreu às 8h, foi insuficiência respiratória.

“O Brasil inteiro aprendeu a admirar a leitura de notícias em rádio com o Milton Jung. Pela sua forma característica, voz única e a perfeição de texto. Ele nasceu com esse dom e, lamentável, nos deixa (…) Ele fez a Rádio Guaíba junto com outros grandes (radialistas). Ele era um dos esteios desta emissora. As grandes emissoras, no seu auge de audiência e repercussão, tem seus ícones e Milton estava no topo desta pirâmide dos ícones da Rádio Guaíba”, revelou emocionado o narrador José Aldo Pinheiro que trabalhou e foi amigo pessoal do histórico jornalista.

Milton Ferreti Jung começou na Rádio Canoas, como locutor de radioteatro da emissora. Em 1958 iniciou o trabalho na Rádio Guaíba. Em 1964, passou a apresentar o principal programa de notícias da emissora: o Correspondente Guaíba. O narrador participou das coberturas de três Copas do Mundo: 1974, 1978 e 1986.

“O seu Milton sempre foi um amigo querido, que conversava com todo mundo na redação (da Rádio Guaíba) e sempre com uma palavra amiga”, revelou a jornalista Sinara Félix, companheira de trabalho que teve a tarefa de informar a passagem do radialista na manhã deste domingo.

Dois anos deixou a narração e, em 1998, voltou a descrever partidas de futebol na rádio, mas em jogos do Grêmio, seu clube do coração, ou em São Paulo, quando visitava o filho Milton. Cinco anos depois, se despediu dos microfones narrando os quinze primeiros minutos do último Gre-Nal disputado no Estádio Olímpico.

Milton deixa a mulher Maria Helena, os filhos Milton Júnior, Christian e Jaqueline, e quatro netos. A família ainda não informou o horário dos atos fúnebres, que irão ocorrer no Crematório Metropolitano.

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