ARTIGO. Giuseppe Riesgo, a Expointer e a força da economia do RS. Que poderia ser ainda melhor, mas...

ARTIGO. Giuseppe Riesgo, a Expointer e a força da economia do RS. Que poderia ser ainda melhor, mas…

ARTIGO. Giuseppe Riesgo, a Expointer e a força da economia do RS. Que poderia ser ainda melhor, mas... - riesgo-artigo-3A liberdade como força para a economia gaúcha

Por GIUSEPPE RIESGO (*)

Nesta semana, a Assembleia Legislativa desembarcou na Expointer 2019. A feira começou, no atual sede e formato, em 1972, mas data de 1901. Só no ano passado atraiu mais de 370 mil visitantes e comercializou entre animais, máquinas, implementos, etc., mais de R$ 2,3 bilhões. Em alguns anos, os visitantes passaram de meio milhão de pessoas e as vendas quase atingiram R$ 3 bilhões de reais. Em resumo, a Expointer é reconfortante. É a força da economia gaúcha aos olhos da nossa gente.

O Rio Grande do Sul é a quarta economia do país. Somos referência cultural e possuímos um setor agrícola e agropecuário líder de mercado e inovação. A Expointer apenas evidencia tudo isso para a gente. No entanto, a despeito de tamanha produtividade no setor, por que estamos tão mal? O que aconteceu que nos afastamos das boas práticas políticas e afundamos na crise econômica?

Conversando com produtores locais, entidades representativas e lideranças de todas as esferas políticas, a resposta girava em torno do mesmo tema: a falta de liberdade para produzir e empreender. A filosofa russa Ayn Rand, dizia que uma sociedade estava condenada quando percebia que todas as suas liberdades dependiam da autorização de quem nada produz, de quem negocia com favores e não bens ou de quem enriquece por influência e não pelo seu trabalho. Infelizmente, montamos um modelo de estado que se aproxima deste alerta de Rand.

A liberdade de produzir e gerar riqueza no nosso estado (e país) são precárias. Criamos um modelo de estado que pune o empreendedor, jogando-o num emaranhado de regulações, taxas e impostos. Que estimula o lobby em detrimento da concorrência. O nosso modelo de estado provedor faliu e o nosso setor produtivo asfixiou-se. Isso precisa mudar.

O nosso agronegócio anima, porque sobrevive a tudo isso. Mesmo em meio ao pântano da burocracia e da crise econômica inova, se desenvolve e cresce. Só no ano passado, o setor foi responsável pela geração de 20 mil vagas novas de emprego. A participação do agronegócio no PIB gaúcho já chega a 35% e devemos, segundo exposição da Emater aqui na 42º Expointer, produzir uma safra recorde de 33,269 milhões de toneladas de grãos (5,76% a mais com redução de 2,03% na área plantada). Em síntese, o setor emprega e produz cada vez mais em uma menor área plantada. Isso é inovação, produtividade e sustentabilidade.

Agora imagine isso tudo em um cenário sem toda a nossa burocracia e a sua improdutividade esmagadora. Sem toda nossa carga tributária complexa e alta. Um cenário livre. Em que a competição e a inovação são premiadas e o trabalho recompensado. Em que a sociedade, livre, produz e prospera. O Rio Grande do Sul pode e deve se inspirar no seu agronegócio, libertando-o ainda mais. O setor é um sopro de esperança em meio à crise que nos assombra. Se queremos rumar ao desenvolvimento, a liberdade é o único caminho possível. Do agronegócio à indústria precisamos libertar a nossa sociedade do seu estatismo produtivo, da sua própria condenação.

(*) GIUSEPPE RIESGO é Deputado Estadual, que cumpre seu primeiro mandato pelo Partido NOVO. Ele escreve no site todas as quintas-feiras.

OBSERVAÇÃO DO EDITOR. A imagem que ilustra este artigo é uma reprodução de vídeo distribuído pelo deputado colaborador semanal deste site, do encontro-jantar de que participou na Expointer, a convite da Fecomércio.



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