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Apoios. Lula amplia adesões partidárias. Se bem que há, aí, boa dose de oportunismo. Ou não?

Onde o Partido Progressista é mais forte, ideologicamente? Acredite, é no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Nos demais estados da federação, o fisiologismo campeia. Não é por outra razão que os gaúchos do PP não sabem bem o que fazer a partir de agora. E há, até, a tendência de deixarem a agremiação – se ela continuar nas mãos de gente que fecha com Paulo Maluf.

Pois bem, é exatamente o grupo mais chegado em cargos do que em qualquer outra coisa, e que comanda a agremiação, que aderiu formalmente, nesta terça-feira, à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. Gaúchos e catarinenses seguem com Geraldo Alckmin, com o qual têm óbvia identidade.

Em todo caso, Lula se aproveita dos votos que Maluf e sua turma obtiveram, por exemplo, em São Paulo. Ou, pelo menos, pretende (e provavelmente conseguirá) lucrar com isso. E também com a adesão do PL. Os liberais que, aliás, também já fazem parte do primeiro governo lulista.

De todo modo, fisiológicos ou não, Alckmin não pode falar muito – diante do recebimento do apoio do clã dos Garotinho, do PMDB do Rio de Janeiro. É um vale tudo nessa hora em que ideologia pesa pouco. Ou então o jornalista Etevaldo Dias, cujo texto reproduzo a seguir, não diria que Lula adensou mais sua vantagem, pelo menos numérica, em termos de adesão para o segundo turno. Confira:

”Lula amplia vantagem política na eleição

A candidatura Lula recebeu o apoio oficial do PL e do PP. A candidatura Alckmin não conseguiu o apoio do PDT, que preferiu a neutralidade. A oposição está à espera de um escândalo para desgastar Lula, embora o surgimento de escândalos envolvendo o PT e o governo tenham independido de PFL e PSDB.

Lula já havia recebido, anteriormente, o apoio do PSB, um aliado em quase todas as jornadas. Na semana passada, o PL manifestou à candidatura do presidente o apoio incondicional, termo politicamente exagerado. Ontem, foi a vez do PP que, embora tenha uma parcela mais identificada com o PSDB, anunciou o apoio oficial à reeleição. São três novos integrantes da aliança inicialmente constituída por PT-PCdoB-PRB.

Alckmin não conseguiu ampliar a aliança eleitoral para além do triângulo PSDB-PFL-PPS, a não ser com apoios no varejo, como do PP de Goiás e do Rio Grande do Sul e do PDT do Paraná, todos na disputa local de segundo turno. Fez gestos e assumiu compromissos públicos para atrair o PDT nacional, mas os pedetistas, passada mais da metade do tempo de intervalo entre primeiro e segundo turno, optaram por não entrar nessa briga de partido grande.

Politicamente, Alckmin perdeu no quesito arregimentação de forças. Eleitoralmente, está em clara desvantagem, com as pesquisas indicando ampliação da vantagem de Lula em relação aos sete pontos percentuais do primeiro turno. Há esforços regionais e informações de que o ex-governador vem crescendo em estados onde venceu no primeiro turno, como Paraná e Rio Grande do Sul, mas isso tem peso relativo nacionalmente.

A crítica pública à postura agressiva no debate da TV Bandeirantes fez o programa do candidato optar pelo…”


SE DESEJAR ler a íntegra do texto, pode fazê-lo acessando o blog do jornalista Etevaldo Dias na internet, no endereço http://blogdoet.blig.ig.com.br/.

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