EDUCAÇÃO. Com o voto de minerva de Luci Duartes, vereadores aprovam repúdio ao programa “Future-se”

EDUCAÇÃO. Com o voto de minerva de Luci Duartes, vereadores aprovam repúdio ao programa “Future-se”

EDUCAÇÃO. Com o voto de minerva de Luci Duartes, vereadores aprovam repúdio ao programa “Future-se” - maiquel-câmara

Moção proposta pelo vereador Valdir Oliveira foi aprovada por 10 a 9. O empate no plenário levou ao foto decisivo de Luci Duartes

Por MAIQUEL ROSAURO (com foto de Allysson Marafiga/AICV), da Equipe do Site

O programa Future-se, do Ministério da Educação, recebeu uma moção de repúdio dos vereadores de Santa Maria. A proposta apresentada pelo líder da oposição, Valdir Oliveira (PT), empatou no Plenário com nove votos favoráveis e nove contrários. O voto de minerva a favor da moção partiu da presidente em exercício Luci Duartes – Tia da Moto (PDT).

Lançado em julho, o Future-se prevê a criação de um fundo privado para financiamento das universidades e institutos federais e a inserção de Organizações Sociais (OSs) na gestão dessas instituições, atuando desde a administração financeira até o ensino. A adesão é feita de forma voluntária.

Para Valdir, o programa é um plano de fundo para um processo da privatização das universidades públicas.

“Esta proposta do Future-se deveria se chamar Friture-se”, ridicularizou o petista na tribuna.

O líder do governo na Casa, Cezar Gehm (MDB), fez a defesa contrária à moção. No seu entendimento, o Future-se dará maior autonomia financeira às universidades.

“A adesão será voluntária e não terá privatização”, considerou o emedebista.

No momento da votação, os nove parlamentares da oposição votaram a favor de moção de repúdio, enquanto que os nove governistas votaram contra. No desempate, a professora e presidente em exercício da Casa, Luci Duartes, que integra a base aliada, votou a favor da moção.

Alegações

Vários vereadores justificaram seu voto no microfone de aparte. Mesmo com o prazo determinado de um minuto para manifestação, alguns conseguiram se sobressair.

Um dos que chamou atenção foi Leopoldo Ochulaki – Alemão do Gás (PSB), que relatou não ter conhecimento do assunto.

“Justifico meu voto contrário à moção de repúdio ao Ministério da Educação pelo anúncio do programa Future-se por não sentir-me com conhecimento suficiente sobre o programa a fim de repudiá-lo ou emitir qualquer juízo de valor. Creio que eu precise ter mais compreensão e com isso mais tempo para entender e assim me posicionar”, disse o vereador que na votação posicionou-se contra a moção de repúdio.

Daniel Diniz (PT) fez a justificativa mais sucinta do dia: “alguns discursos aqui neste microfone fazem parte do velho jogo da política da direita. Nossas universidades públicas não são mercadorias. Fora Bolsonaro!”.

Na sequência, João Kaus (MDB) fez um discurso explosivo, criticando o orçamento da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

“Em 2008, a UFSM ganhava aproximadamente R$ 500 milhões. E, em 2019, está ganhando R$ 1,4 bilhão. Ou seja, R$ 1 bilhão a mais aumentou no período do governo da esquerda. Por que isso? É aparelhamento. Por que tanto assim?”, questionou o parlamentar.

Calmaria

Ao contrário do que ocorreu em sessões anteriores com moções de repúdio em debate, desta vez o clima foi tranquilo na Casa. As galerias eram formadas, sobretudo, por cargos de confiança dos parlamentares. Defensores do governo federal não compareceram à sessão, ao mesmo tempo em que poucas lideranças de esquerda se fizeram presente.

Como os vereadores votaram

Favoráveis à moção:

Adelar Vargas – Bolinha (MDB), Alexandre Vargas (PRB), Celita da Silva (PT), Daniel Diniz (PT), Deili Silva (PTB), Jorge Trindade – Jorjão (REDE), Marion Mortari (PSD), Ovídio Mayer (PTB), Valdir Oliveira (PT) e, com voto de minerva, Luci Duartes – Tia da Moto (PDT).

Contrários à moção:

Admar Pozzobom (PSDB), Cezar Gehm (MDB), João Kaus (MDB), João Ricardo Vargas (PSDB), Leopoldo Ochulaki – Alemão do Gás (PSB), Juliano Soares (PSDB), Lorena Santos (PSDB), Manoel Badke – Maneco (DEM) e Vanderlei Araujo (PP).

Ausentes:

Cida Brizola (PP) e Luciano Guerra (PT).



6 comentários

  1. Paulo Renato oliveira

    O alemão do gás nem deveria se candidatar mais é uma vergonha. E o João maus outra topeira, ao como colocam essa topeira.

  2. O Brando

    Um dos argumentos contra o voto distrital no Brasil é o fortalecimento dos interesses locais/regionais. Outro é o prejuízo das correntes minoritárias, ou seja, vermelhinhos teriam menos representantes. Vantagem é maior ligação entre representante e representado, teriam que mostrar mais serviço. O que tem a ver com a notícia? Pauta nacional no lugar da local, problema inverso.
    E o pior é que não tem nada a ver com o que acontece em Brasília segundo minha ótica. Tem a ver com as eleições municipais do ano que vem. Com Luciano Guerra na majoritária existem 4200 votos de esquerda no ar por exemplo. Ou seja, votação teria mais a ver com marcar posição com o eleitorado local, principalmente o pessoal da UFSM, do que outra coisa.

  3. NARENDRANATH MARTINS COSTA

    Os governistas deveriam ser chamados de Bolsonaristas, pelo seu apoio automático ao governo federal, que com poucos meses perde legitimidade perante até mesmo seus votantes.
    Depois vem o Dória do PSDB fazer de conta que é contra o bolsonarismo. Tudo farsa. São todos farinha do mesmo saco. Friturem-se bolsonaristas e tucanos!

  4. MARCOS VINICIOS

    A propósito esses vereadores sabem a importância econômica da UFSM para Santa Maria? Pergunto a Sr João K. se ele tem noção do valor desses R$ 1,4 bi que são consumidos, no comércio, imóveis, alimentação etc…

  5. Sâmia

    Quero ver Santa Maria sem a UFSM…só vai cursar quem puder pagar. Quem pode pagar, vai gastar em Centros maiores. Comércio e rede imobiliária vão chorar.
    Esse governo é uma ode ao retrocesso.

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