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POLÍTICA. Fim da jornada de trabalho da escala 6×1 pode ser votado em maio, diz presidente da Câmara

Hugo Motta destacou o tema como prioridade e postou previsão em suas redes

“Vamos capitanear a discussão ouvindo a sociedade e o setor produtivo, com a expectativa de votação em maio”, escreveu Motta

Por Elaine Patrícia Cruz (Com foto de Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil) / Da Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse na terça-feira (10) que uma das prioridades da Casa neste ano é votar a redução da jornada de trabalho da escala 6×1. Em suas redes sociais, Motta escreveu que a votação pode se dar em maio.

Atualmente, duas propostas estão sendo discutidas na Casa sobre o assunto: uma proposta pela deputada Erika Hilton (PEC 8/25) e outra pelo deputado Reginaldo Lopes (PEC 221/19).

“O mundo evoluiu, as tecnologias se desenvolveram e o Brasil não pode ficar para trás. Vamos capitanear a discussão ouvindo a sociedade e o setor produtivo, com a expectativa de votação em maio”, escreveu ele, logo após participar de evento promovido pelo banco BTG Pactual em São Paulo.

Além da escala 6×1, Motta disse que outros temas que serão prioridade na Casa neste ano são a aprovação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que precisa ter o aval do Brasil formalizado no Congresso, e a votação das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) da Segurança Pública.

“Devemos agora, após o Carnaval, retomar este tema [a PEC da Segurança]. Espero que, passando na Comissão Especial, possamos levar ao plenário a pauta da segurança pública, uma pauta inadiável”.

Já sobre o acordo do Mercosul com a União Europeia, o presidente da Câmara disse que o tratado precisa primeiro ser aprovado em uma comissão mista – o que ele acredita que deve acontecer na semana seguinte ao Carnaval – para depois ser levado ao plenário.

“Sendo validado pela Câmara e pelo Senado, o Brasil já pode iniciar as tratativas com os países da Europa que irão abrir os mercados e, com isso, vamos ter um avanço significativo nas relações do nosso agronegócio e tantos outros setores que irão se beneficiar com esse acordo comercial, que é uma prioridade para o Brasil”, falou.

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2 Comentários

  1. Vai ser aprovada a redução. ‘Depois a gente ve’. Acordo com a União Europeia e Segurança Publica idem. Tudo muito eleitoreiro. Se baixar de 44 para 40 horas isoladamente não é absurdo, mas os sites de vendas pela internet agradecem, questão de conjuntura. Acordo com a CE demora a ter efeitos e poucos tupiniquins tem ‘bala’ para comprar vinho ou queijo produzido com custo em euros. Segurança Publica é totalmente para ingles ver.

  2. Até as pedras da Rio Branco sabem que é eleitoreiro. Canetaço sem nenhuma avaliação dos efeitos secundários e terciários. Até sindicalistas analfabetos funcionais não tem argumentos. Teve um jênio falando no aumento do lucro na rádio, disse que era ‘aumento de produtividade’, mas não expurgou a inflação. Quem precisa mentir não tem argumentos. Alas, outra conversa mole, ‘ultima vez que reduziu a jornada foi em 88, foi de 48 para 44’. Logo de tempos em tempos a escala tem que ser reduzida até ninguém trabalhar mais?

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