ARTIGO. Jorge Pozzobom e aquelas obras em que “o cano vai para baixo da terra”, mas são fundamentais

ARTIGO. Jorge Pozzobom e aquelas obras em que “o cano vai para baixo da terra”, mas são fundamentais

ARTIGO. Jorge Pozzobom e aquelas obras em que “o cano vai para baixo da terra”, mas são fundamentais - pozzobom-artigoUm investimento invisível, mas essencial

Por JORGE POZZOBOM (*)

O Seu Almeida me recebeu entusiasmado na manhã desta segunda-feira, quando assinamos a Ordem de Serviço para a realização de melhorias na Avenida Rodolfo Behr, no Bairro Camobi. Na via, que, em breve, será uma rota alternativa de acesso à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) a partir da região do Loteamento Novo Horizonte, a poeira e as pedras soltas darão lugar ao asfalto. Ali, faremos um trabalho completo. E isso está sendo festejado pela comunidade.

Porém, mais do que a pavimentação e a sinalização, a intervenção essencial na via será a primeira: a construção de toda a rede pluvial. Uma tubulação de menos de 150 metros, que vai resolver um problema histórico de alagamentos na Região Leste de Santa Maria. O asfalto pode até empolgar. Só que o cano é que dará tranqüilidade aos moradores.

Há uma expressão no meio político (e com a qual eu não concordo!) que diz que investir em saneamento não costuma ser a prioridade dos gestores públicos porque o cano vai para baixo da terra, fica escondido, o eleitor não vê e, assim, não lembra da benfeitoria na hora da eleição.  Logo, não dá voto. Bom, se isso for mesmo verdade, o nosso governo está trabalhando na contramão dessa lógica imediatista.

As intervenções que estamos priorizando são estruturais, para atacar e resolver problemas crônicos que afetam a nossa cidade há décadas. Como a grande obra que estamos fazendo, também na Região Leste, no Bairro Pé de Plátano. A galeria que está sendo instalada na esquina da Oy Pavão com a Domingos Grazioli realmente impressiona. Como também chama a atenção pela grandiosidade a intervenção na Rua Visconde de Ferreira Pinto, no Bairro Itararé. E poderia mencionar, ainda, as obras na Riachuelo, André Marques, Andradas e Maranhão. Projetos de engenharia completos (e complexos), que precisaram ser executados antes que pudéssemos realizar o trabalho de recuperação das vias, propriamente. E que não permitiam mais medidas paliativas. Era preciso, de uma vez por todas, atacar o problema na raiz e resolvê-lo definitivamente. Pois foi o que fizemos.

Além do “tamanho do buraco”, todas essas intervenções que eu citei também têm em comum o fato de terem gerado algum incômodo aos motoristas. O que, convenhamos, é natural e até previsível. Mas é como eu costumo dizer: o transtorno passa, mas a melhoria da obra fica. O imediatismo não pode pautar as ações de um governo. Pelo menos não de um governo sério e responsável. E é assim, com planejamento e convicção, que estamos atuando para tornar a nossa cidade cada vez melhor. Seguiremos em frente.

(*) Jorge Pozzobom é o Prefeito Municipal de Santa Maria. Sua trajetória como agente político começou com dois mandatos de vereador, tendo depois se alçado, pelo voto popular, à Assembleia Legislativa. Em meio ao segundo período, em 2016, foi eleito para conduzir o Executivo santa-mariense. Ele escreve no site às terças-feiras.

Observação do siteA foto que ilustra este artigo – galeria que é instalada na esquina da Oy Pavão com a Domingos Grazioli – é de João Vilnei/AIPM.



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