ARTIGO. Débora Dias, Covid-19, o isolamento social, necessidade de deixar a mente higienizada e bem mais

ARTIGO. Débora Dias, Covid-19, o isolamento social, necessidade de deixar a mente higienizada e bem mais

Não é política partidária, é saúde pública

Por DÉBORA DIAS (*)

ARTIGO. Débora Dias, Covid-19, o isolamento social, necessidade de deixar a mente higienizada e bem mais - corona-lilás-quadradoO meu assunto de hoje, embora muito se esteja falando e, talvez já comece a causar uma canseira mental, é a Covid-19. Não tenho, infelizmente como me abster de falar sobre esse assunto  crucial no atual momento em que estamos vivendo. Se não aprendemos com a história, aprenderemos com o quê?  E outra pergunta: se não respeitamos a ciência, o que sobra de nós reles seres humanos em “evolução”? E o que realmente importa nesse momento?

Observo as discussões, via rede sociais, na mídia e infelizmente fomentada de forma irresponsável pelo nosso Presidente da República, polarizando novamente como discussão política a questão da pandemia do coronavírus.  Fico estarrecida com tudo isso, não estamos falando de uma discussão política não. Não é direita, não é esquerda ou seja lá o que for, não é uma luta partidária, estamos falando de saúde pública, de uma pandemia que está atingindo vários países, principalmente a Europa e agora invadiu nosso país.

Não é quem está a favor do governo federal ou contra, inclusive o Ministério da Saúde (que faz parte do Governo) está recomendando o isolamento social como forma de prevenção e diminuição da disseminação do vírus. No entanto, a dificuldade, além de todo esse contexto, tem girado também em torno do Presidente da República, não somente pelo seu posicionamento contrário às recomendações médicas,  mas em seu comportamento indiferente à pandemia;  o agir de forma insensata, sem medir conseqüências, dando péssimo exemplo, indo de encontro a todos as orientações médicas-científicas. Isso cai como uma bomba no meio do povo.

Muito tem-se lembrado da gripe espanhola do ano de 1918 e que de início também não foi levada a sério, mas matou 50 milhões de pessoas no mundo, sendo que a falta de informação, as  mentiras e a desinformação contribuíram para essas mortes. Essa lição tem que ter sido aprendida, para que os mesmos erros não se repitam.

O isolamento social, necessário e responsável, é cuidado que devemos ter não somente conosco, mas com as demais pessoas e acho que é essa a grande questão. Estamos vivendo um momento de cuidado, cuidado com o que nos é caro, o que é mais caro para qualquer pessoa é sua vida, a vida de seus familiares, de seus amigos, de seus vizinhos.

Temos que ter, em face dessa situação que enfrentamos, consciência do outro, não importa somente o meu bem estar, mas o do outro e eu posso ser sujeito ativo no comprometimento da saúde de outra pessoa se, de forma inconseqüente, o agir.

Eu acredito também que devemos tentar, na medida do possível, deixar nossa mente higienizada, aproveitar nosso tempo em casa, mesmo aqueles que continuam trabalhando, que é meu caso, mas que deixamos de socializar, para fazermos atividades que nos dão prazer, nos acalmem, mesmo que isso seja deixar o celular um pouco de lado.

Não precisamos abrir todas as mídias, ler todas as mensagens dos grupos (exceto os de trabalho) vamos concentrar nossa energia no bem, no meu bem, no bem do outro e, agindo assim, com fundamentos sólidos, vamos pensar com nossa própria cabeça. Encerro com uma frase de Martin Luther King Jr. “Existe uma busca quase universal por respostas fáceis e soluções semi-elaboradas. Nada perturba tanto algumas pessoas como ter de pensar.

(*) Débora Dias é a Delegada da Delegacia de Proteção ao Idoso e Combate à Intolerância (DPICoi), após ter ocupado a Diretoria de Relações Institucionais, junto à Chefia de Polícia do RS. Antes, durante 18 anos, foi titular da DP da Mulher em Santa Maria. É formada em Direito pela Universidade de Passo Fundo, especialista em Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes, Ciências Criminais e Segurança Pública e Direitos Humanos e mestranda e doutoranda pela Antônoma de Lisboa (UAL), em Portugal.

Observação do editor: A imagem que ilustra este artigo é uma Reprodução de internet.



1 comentário

  1. O Brando

    Vou escrever uma coisa chocante para o pessoal da esquerda: a unanimidade não é compulsória! Para quem duvida é só olhar a declaração dos direitos humanos: ‘Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.’
    Qual o problema? Midia juntou-se com os ‘iluminados’ para estabelecer um clima de censura. Muito ‘fofo’ e ‘bonito’ no caso do vírus. Amanha a causa vai ser tão ‘benigna’ e ‘humanista’?
    Burocratas do direito defendendo a ‘ciencia’ é até engraçado, porque a mesma trata do que se sabe e também do que não se sabe. Pesquisa serve para isto, para aprender algo que não se sabia antes (grosso modo). Não é religião. Escapa a compreensão de alguns infelizmente.
    B38 não se reelege, vai para casa e os problemas (dentre eles os que se acham solução) continuam. Folha (que colocou até o Tinga escrevendo pronunciamento) e Globo voltarão a encher as burras com dinheiro público. Dória (que herdou boa parte do governo Temer) cuidará disto, vem da área de publicidade e eventos.
    Situação deve se alterar no futuro. Mais provável é que o vírus vá embora. Uma crise econômica está contratada. Culpa de quem? Do maldito do B38, óbvio.
    Obvio também que na gripe espanhola não houve ‘descaso’. É fato público, terminou a Segunda Guerra, soldados voltaram para casa e espalharam a doença. Vírus (e até o átomo) era um conceito vago. Como dizem, no Brasil o futuro é duvidoso e o passado é incerto.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *