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CORONAVÍRUS. Ao ar livre, pastores pressionam e o prefeito promete rever regra das reuniões em templos

Encontro com pastores de igrejas, inclusive o pré-candidato a prefeito Jader Maretoli, ocorreu ao ar livre, na Praça Hermenegildo Gabbi

Por MAIQUEL ROSAURO (com foto de Reprodução), da Equipe do Site

O decreto publicado pela Prefeitura de Santa Maria, na quarta-feira (18), que estabelece uma série de restrições para impedir a proliferação do coronavírus no município, será alterado. Em encontro com pastores evangélicos, na tarde de quinta (19), o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) prometeu flexibilizar as regras para reuniões nos templos.

Conforme o artigo 21 do decreto (AQUI), estão “suspensas atividades de missas, cultos e reuniões de qualquer natureza que impliquem em aglomeração de pessoas, sem prejuízo das medidas necessárias à higienização dos espaços comuns”.

Os pastores reclamaram que, desde quarta, vem sendo denunciados pela sociedade por manterem seus templos abertos.

Conforme o pastor Jader Maretoli, presente na reunião, há uma preocupação com os doentes mentais e familiares de presidiários que estão sem atendimento nas igrejas.

“A igreja atende pessoas com extrema necessidade mental, emocional e que diante desse vírus estão sofrendo mais ainda e não sabem para onde recorrer, porque os hospitais estão cheios e as clínicas de psicologia estão fechadas. E a igreja, que trabalha com o emocional e o psicológico, está sem socorro nenhum e de mãos amarradas”, relatou Jader.

Os pastores solicitaram uma readequação no decreto, liberando, pelo menos, 50% do PPCI de cada templo. Eles também afirmaram que idosos, principal grupo de risco da Covid-19, são orientados a não comparecem às igrejas.

A reunião ocorreu ao ar livre, na Praça Hermenegildo Gabbi, no Bairro Rosário, e contou com a presença de dezenas de pessoas. O encontro durou cerca de uma hora e foi todo transmitido via Facebook por algumas igrejas.

Em determinado momento, o pastor Simão Trindade relatou que as lideranças evangélicas sentiam-se ofendidas e desvalorizadas com o decreto. Ele também questionou o prefeito se haveria risco de contaminação por eles estarem aglomerados na praça.

“Estamos aqui em um lugar aberto. Corremos risco em qualquer local. Aqui é o menor risco”, comentou o prefeito.

O tucano foi alvo de diversos questionamentos e não deixou pergunta sem resposta. Após muito ouvir, ao final do encontro, ele concordou em retirar do decreto o trecho que diz “reuniões de qualquer natureza”. O ato legalizará os atendimentos das igrejas durante o período de pandemia, desde que feitos sem aglomerações.

O vereador Alexandre Vargas (Republicanos), presente no encontro, comemorou o entendimento alcançado.

“Aquelas reuniões de tu pode orar por 20, 30, 40 pessoas, pelo que ele falou aqui, nós vamos poder continuar fazendo”, disse Vargas.

 

Também estavam presentes a vereadora Lorena Santos (PSDB); o secretário municipal de Desenvolvimento Social, João Chaves (PSDB); e o superintendente da Defesa Civil de Santa Maria, Adão Lemos.

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6 Comentários

  1. Ou o prefeito vai receber criticas agora por restringir tudo ou depois por mandar pessoas morrer em casa por falta de respiradores. Por favor seja consciente que não é o momento de quere agradar a todos

  2. Mas é uma de respeito, falta de empatia, de coletividade e cidadania!!!! A ordem é não fazer, não faça! A internet está aí, usemos a favor…

  3. Absurdo!! Tem que ser para todos pararem e se cuidarem.. não sou contra ajuda para doentes mentais e prisionais mas com segurança… o que neste momento não temos por causa deste vírus!!! Vão se cuidar!! Vão cuidar do próximo!!! Fazerem cultos on lines !!!

  4. As igrejas tem que fechar também, esse momento não precisa ser realizado aglomeração.
    Estamos na era “DIGITAL”, as igrejas que realizem atendimento on-line, via Whatsapp.
    Não podemos colocar em risco a vida de ninguém.

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