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ARTIGO. Michael Almeida Di Giacomo e a importância da atuação dos gestores públicos contra o coronavírus

A escolha pela sensatez

Por MICHAEL ALMEIDA DI GIACOMO (*)

Uma nota específica a ser registrada, em meio ao prolixo debate sobre o reflexo negativo na economia ocasionado pelo isolamento social orientado por governadores e prefeitos, é que por traz de cada número a engrossar as estatísticas dos efeitos da contaminação do Covid-19, tem-se por referência uma pessoa, um Ser humano.

E essa, certamente, é a principal característica que deve ser observada em um agente político, ou seja, o quanto números são somente o ponto de partida para o encontro de sua responsabilidade maior, que é justamente cuidar das pessoas, o capital mais precioso de uma comunidade, de um estado, da nossa nação.

A respeito das medidas adotadas, tendo por fundo a pressão de agentes econômicos e financeiros sobre prefeitos e governadores, a dicotomia entre a escolha pela vida das pessoas ou pelo bem-estar da economia, tem revelado qual agente político atua com independência e responsabilidade.

No Rio Grande do Sul, no âmbito dos municípios, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan, deu o exemplo, seguido por muitos outros, quando impôs restrições em tempo hábil de evitar um resultado ainda mais nocivo à população.

Não muito distante da característica cosmopolita da capital do Estado, Santa Maria, centro do Estado, que além da sua população nativa, recebe inúmeras pessoas dos mais diversos rincões, tem na liderança do prefeito Jorge Pozzobom, a demonstração de um gestor com a estatura necessária que o momento exige.

As primeiras ações de Jorge Pozzobom ocorreram, basicamente, ao mesmo tempo em que o prefeito da capital anunciava suas medidas. Desde lá, até o presente, a cada dia o que se vê é um intenso trabalho na prevenção à contaminação das pessoas.

O isolamento social, a higienização de diversos pontos da cidade, a transparência ao expor números sobre os casos suspeitos e confirmados, de forma célere, tem sido uma constante na ação do executivo municipal.

Os desafios são muitos, e o atendimento na rede de saúde a todos que necessitarem de cuidados, sem dúvida é o principal. A aquisição de equipamentos de proteção individual, aparelhos hospitalares e o aumento no número de UTIs são fundamentais para o êxito do périplo no combate ao vírus.

Diferente do proselitismo político, de alguns irresponsáveis, o que se vê é total sintonia de Jorge Pozzobom com as orientações postas pela Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde e de especialistas na área que, majoritariamente, orientam ao isolamento social.

Ser sensato em momentos de crise, seja econômica ou sanitária, como a que estamos vivendo, é um requisito a ser destacado nos agentes políticos que serão lembrados por sua coragem e atitude no enfrentamento das adversidades. Os demais serão lembrados pela omissão e responsabilizados pela sociedade.

(*) Michael Almeida Di Giacomo é advogado, especialista em Direito Constitucional e Mestre em Direito na Fundação Escola Superior do Ministério Público. O autor também está no twitter: @giacomo15.

Observação do editor: a imagem histórica (o Papa celebrando uma missa sem ninguém na Praça de São Pedro) que ilustra este artigo é de Divulgação, do Vaticano.

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