COMPORTAMENTO. Paixão por carros antigos move centenas de santa-marienses há mais de três décadas

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Os encontros de carros antigos, que acontecem desde o fim dos anos 80, são realizados sempre no primeiro domingo de cada mês

Por GABRIELE BRAGA (com foto de arquivo da AVASM), especial para o Site (*)

Os automóveis sempre influenciaram a vida das famílias desde que começaram a ser comercializados. O amor por carros é passado de pai para filho. Enquanto os pequenos cresciam, observavam os carros passarem pelas ruas ao mesmo tempo em que assistiam a paixão de seus pais por cada nova invenção. Atualmente essas crianças cresceram, mas continuam a brincar. Muitos conseguiram ter condições para comprar seu próprio “brinquedo” e seguem completamente apaixonados por esses veículos, que hoje são considerados antigos.

Para o cabo do Exército Ayrton da Silva e para o pintor industrial Dieques Ferrari, ambos amantes de Opalas, a paixão surgiu através dos carros que seus pais tinham e que os ensinaram a admirar desde pequenos.

“Pra mim é algo muito nostálgico e  também não deixa de ser uma terapia. Ter um veículo antigo, pra mim, significa ver que todo meu esforço deu certo para realizar meu sonho”, conta Silva. “Ter um carro antigo é preservar o automobilismo. É desfrutar um clássico cheio de histórias e pensar em quantos momentos os antigos donos já viveram com eles. É uma viagem no tempo”, afirma Ferrari.

O militar Carlos Miguel da Silva Camilo conta que, para ele, ter um carro antigo é como ter uma válvula de escape para todos os problemas. “Sempre gostei dos carros, mas os antigos me chamaram mais atenção. Meu pai sempre trabalhou em revenda, e antigamente ele me levava muito, eu ficava encantado com os carros e essa paixão foi só crescendo. As vezes acho que nasci no tempo errado”, brinca o militar.

Na cidade, foi fundada a AVASM, a Associação de Veículos Antigos de Santa Maria, no dia 9 de dezembro de 1989, por um grupo de amigos, amantes de carros antigos, com o objetivo de preservar a história do automobilismo para as futuras gerações, congregando simpatizantes e amantes de carros antigos, esclarecendo e suprindo a falta de informações históricas sobre a cultura do automobilismo  na construção do mundo atual para a população.

A associação é considerada uma das maiores do estado, possuindo mais ou menos 500 associados, sendo este um clube grande e bem organizado. Através da Lei Municipal nº 4.940/2006 do Município de Santa Maria, a AVASM é considerada de Utilidade Pública, por estar engajada em práticas sociais participando, promovendo, colaborando e apoiando campanhas de solidariedade e afins, bem como promove em todos os seus encontros arrecadação permanente de alimentos não perecíveis, que são distribuídos a entidades beneficentes.

A AVASM realiza um encontro mensal, a cada primeiro domingo do mês, no Posto Padoim, na Avenida Walter Jobim. Normalmente, durante os encontros, circulam cerca de 500 pessoas, que se reúnem em diversos grupos diferentes, como o dos Opalas, dos Chevetes, dos Fuscas, os carros de coleção, entre outros.

“O primeiro encontro realizado pela associação foi logo após a sua fundação, e aconteciam na casa do fundador, engenheiro Telmo Dotto de Menezes. Consequentemente a Associação foi crescendo e os encontros logo passaram a ser realizados na Gare da Estação Férrea, depois na Praça Saldanha Marinho, alguns aconteceram na Avenida Rio Branco, após indo para o Estacionamento do Supermercado Nacional na Avenida Medianeira, e agora estão concentrados no Posto Padoim, na Avenida Walter Jobim, próximo ao Trevo de Acesso a cidade”, conta o Presidente da Associação, senhor Jair Munhoz.

Placa Preta

Para um veículo ser considerado antigo, ele precisa ter idade de fabricação superior a 25 anos. Alguns carros podem ser considerados itens de colecionador, e por isso eles recebem a chamada Placa Preta. Para recebê-la, o veículo precisa possuir no mínimo 80% de originalidade.

A AVASM realiza as vistorias e emite os certificados necessários para a obtenção da Placa Preta. A vistoria possui data previamente marcada, e só é feita aos carros cujos donos a solicitam por meio de um termo que deve ser entregue até uma semana antes.

(*) Gabriele Braga é acadêmica de Jornalismo da Universidade Franciscana e faz seu “estágio supervisionado” no site



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