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ESTADO. Sartori vai se confrontar com a promessa reiterada na campanha. E que ele não cumprirá agora

Em debates e entrevistas na campanha eleitoral e após eleito, Sartori disse que não iria criar impostos novos e que só faria isso “se a sociedade pedisse”. Ele próprio duvidava desse apoio. Então…
Em debates e entrevistas na campanhae após eleito, Sartori disse que não iria criar impostos novos e que só faria isso “se a sociedade pedisse”. Ele próprio duvidava desse apoio. Então…

Vamos combinar: José Ivo Sartori não está sendo original. Longe está de ser o único político a descumprir promessa de campanha. A diferença, talvez, é que a ênfase foi tamanha e em tantas ocasiões, que definitivamente sua imagem tende a ficar arranhada. Pior que isso, talvez, seja a não aprovação do aumento da alíquota de ICMS, em projeto que deve ser enviado ainda na próxima semana à Assembleia Legislativa. Afinal, exceto o PMDB, seu partido, Sartori não tem condições de garantir o apoio dos demais parceiros da base governista.

Sobre as promessas, tantas vezes reiteradas, com direito a um vídeo, e também sobre a reação de aliados, vale conferir o material publicado originalmente pelo jornal eletrônico Sul21. A é de Marco Weissheimer, com foto de Reprodução. A seguir:

Na campanha, Sartori prometeu arrecadar mais “sem cobrar imposto novo”

A decisão do governo José Ivo Sartori (PMDB) de encaminhar à Assembleia Legislativa um pacote de propostas para o aumento de impostos no Rio Grande do Sul contraria expressamente promessas feitas pelo então candidato Sartori na campanha eleitoral de 2014. Em mais de uma oportunidade, o ex-prefeito de Caxias do Sul afirmou que não aumentaria impostos caso fosse eleito governador. Disse ainda que “não dá para prometer aquilo que não se pode realizar sob pena de criar ainda mais frustração política e social, além de ser inconveniente para o procedimento de um político” (em entrevista à Associação de Jornais do Interior, em 5 de agosto de 2014).

Em uma entrevista a SBT, no dia 5 de setembro de 2014, por exemplo, Sartori foi questionado se arrecadar mais era possível. E respondeu: “Sim, mas sem cobrar imposto novo. É preciso ter eficiência, é preciso ter desenvolvimento e o Estado tem que alimentar todas as regiões do Rio Grande do Sul nas suas economias para que elas produzam e trabalhem e com isso o Estado consegue também implementar e investir melhor naquilo que a sociedade precisa”.

Após ter sido eleito, em entrevista concedida ao portal G1, Sartori afirmou sobre o mesmo tema: “Aumento de impostos, só se a sociedade pedir. Você acha que a sociedade vai pedir?”. Mais recentemente, em abril deste ano, em entrevista ao Jornal do Almoço, do Grupo RBS, Sartori voltou a negar que o governo estivesse planejando aumentar impostos e assegurou que, qualquer informação neste sentido, não passava de especulação.

Até o início da noite de quinta-feira (13), o Palácio Piratini não havia confirmado oficialmente o envio do pacote de aumento de impostos para a Assembleia, mas o dia foi de muitas reuniões entre integrantes do governo e deputados da base aliada. Após reunião com o governador José Ivo Sartori e com o chefe da Casa Civil, Marcio Biolchi, a bancada estadual do PMDB manifestou apoio à proposta de aumento de impostos. O deputado Alexandre Postal, líder do governo na Assembleia, garantiu “apoio incondicional do partido” à proposta.

Entre os deputados de partidos que compõem a base aliada de Sartori na Assembleia, não há unanimidade em torno da proposta. Parlamentares do PDT e do PP já se manifestaram contrários ao aumento de impostos. Em reunião realizada na quarta-feira (12), com a diretoria da Fecomércio-RS, os deputados estaduais do PP afirmaram que são contrários à proposta de aumento de impostos como solução para enfrentar a crise financeira do Estado. O deputado Frederico Antunes, líder da bancada do PP, lembrou que em uma reunião com José Ivo Sartori, no dia 18 de novembro de 2014, o partido manifestou disposição em apoiar o governo, mas esse apoio não se aplicaria à proposta de aumento de impostos…”

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