Importações. Compramos US$ 53 milhões no 1º semestre. Problema é o que trouxemos
Já disse e escrevi que o aumento das importações não é ruim para o País. Se, no caso específico do Brasil (não vale para o maior importador do planeta, os Estados Unidos), houver um incremento também das exportações, o superávit é pra lá de bem vindo.
No entanto, a questão toda, e que pode dar bode logo ali na esquina, é a qualidade da importação. Isto é: o que compramos. E também o que vendemos. Do lado da ida, o que vai, na maior parte é comodities, cujo preço balança de acordo com o mercado. Ora pra cima, outro tanto pra baixo. Essa oscilação não dá garantias. Melhor é vender produto com maior valor agregado – coisa que já melhorou, mas está muito aquém do adequado.
Do lado da volta, o importante é trazer equipamentos e máquinas capazes de permitir maior investimento na produção. O que criará, num prazo razoável, o círculo virtuoso. No entanto, segundo dados que se conhecerá oficialmente na segunda-feira, se é bom saber que importamos US$ 53 milhões (as exportações passarão dos US$ 75 bilhões, talvez), não é nada agradável tomar conhecimento que apenas 13% disso é em equipamento.
Para resumir. Os números até podem ser agradáveis. E são, de fato. Mas precisamos, com certeza, melhorar – e muito – a qualidade do que importamos. E também, no outro lado, o que vendemos.
SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a nota Importação do semestre vai ser a maior em 10 anos, de Luciana Otoni, publicada por Etevaldo Dias, na página que ele mantém na internet.





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