ARTIGO. Irmã Lourdes Dill e o “Grito dos Excluídos”, ação dos movimentos populares neste 7 de setembro

ARTIGO. Irmã Lourdes Dill e o “Grito dos Excluídos”, ação dos movimentos populares neste 7 de setembro

26º Grito dos Excluídos/as 

Pela Irmã LOURDES DILL, Coordenadora do Projeto Esperança/Cooesperança (*)

ARTIGO. Irmã Lourdes Dill e o “Grito dos Excluídos”, ação dos movimentos populares neste 7 de setembro - b52e4b7c-irmã-lourdes-grito-dos-excluídosNo dia 7 de setembro de 2020, Dia da Pátria, realizar-se-á a nível de Brasil o 26º Grito dos Excluídos e Excluídas, organizado pelo Setor Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Pastorais Sociais, Sindicatos e Movimentos Populares de todo o Brasil; Esta prática sempre se realizou no dia 07 de setembro desde que iniciou há 26 anos atrás. Este ano o tema destaque do 26º Grito dos Excluídos e Excluídas de 2020 é “A Vida em Primeiro Lugar” e tendo como lema “Basta de Miséria, Preconceito e Repressão! – Queremos Trabalho, Terra, Teto e Participação”.

Neste tempo de Pandemia do Covid-19, há muitos e diferentes gritos pelo Brasil e mundo afora e em primeiro lugar o grito pela Vida, Saúde, Emprego, pelo cuidado e pelo fim da Pandemia Covid-19. O Grito é contra a fome, desigualdade social, violência, droga, corrupção, falta de Políticas Públicas e contra os agrotóxicos, contra a exploração da terra, contra o acúmulo de riquezas na mão de poucas pessoas e Empresas que com a Epidemia acumularam muito o seu capital, o que é uma lástima.

O Grito é contra este mundo insensível da miséria crescente, preconceitos, repressão, racismo e a falta de condições dignas de Vida, Saúde e Educação para as “minorias”, da grande “massa sobrante”, os pobres e marginalizados.

Nunca se ouviu tantos gritos por este Brasil afora. Por um lado, um grito de desespero das famílias enlutadas pelo COVID-19, sem assistência médica, sem recursos. Há tantas vítimas do Racismo, da Violência Doméstica, do abuso sexual de crianças e adolescentes, do abandono e da desesperança de pessoas de todas as idades, especialmente os sem trabalho, sem teto, sem terra e sem direitos.

A crise mundial da Pandemia do COVID-19, coloca em questionamento toda desigualdade da Organização Social, Política, Econômica, Ambiental, Estrutural do mundo, incluindo o Brasil.

Nunca tivemos tanta convicção de que a “Vida em primeiro lugar “ e a “vida deve estar acima do mercado”. Nunca foi tão importante e necessário a Humanidade repensar suas opções, suas práticas da valorização da vida, do consumo, dos conceitos de Partilha, Solidariedade em vista do Bem Viver para todos.

Após a Pandemia precisamos qualificar nossos conceitos, consciências e práticas de Solidariedade, de Partilha, Bem Viver e o cuidado com todas as pessoas e o Planeta Terra, nossa Casa Comum.

O Papa Francisco sempre nos surpreende com belas e significativas mensagens e dedico a todos a belíssima frase dele: “Os rios não bebem sua própria água; as árvores não comem seus próprios frutos. O sol não brilha para si mesmo; e as flores não espalham sua fragrância para si. Viver para os outros é uma regra da natureza. Todos nós nascemos para ajudar uns aos outros. Não importa quão difícil seja… A vida é boa quando você está feliz; mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por sua causa.”

(*) Para saber que atividades ocorrerão em Santa Maria, especificamente, clique C



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