UFSM. Reitoria dá mais tempo de inscrição para pleitear recursos para financiar pesquisas
A Seção Sindical dos Docentes da UFSM pleiteou mais tempo para discutir os critérios para solicitação (inclusive quem poderia se habilitar a fazê-lo) de recursos do Fundo de Incentivo à Cultura (FIPE). O prazo era essa segunda-feira. Foi adiado para a próxima sexta, permitindo, conforme a presidência da entidade docente, que se discuta o assunto em reunião do Conselho Universitário, marcada para quinta.
Sobre a portaria do Reitor Clóvis Lima, prorrogando o prazo, e o que significa tudo isso, além da opinião da direção da Sedufsm, confira o material divulgado aos veículos de comunicação, pela assessoria de imprensa da entidade. A seguir:
Reitoria acata pedido do sindicato
e prorroga prazo para inscrição ao FIPE
O reitor da UFSM, Clovis Lima, confirmou no final da manhã desta segunda, 21, que será prorrogado o prazo para que professores possam se inscrever para buscar recursos do FIPE (Fundo de Incentivo à Pesquisa) até a próxima sexta, 25. O edital previa que esse prazo encerraria hoje (segunda).
A decisão é uma resposta ao pleito levado pela SEDUFSM na última sexta, 18, quando os diretores da seção sindical solicitaram que a Administração Central oferecesse um tempo maior para que se pudesse discutir mais profundamente a medida tomada pela Administração, que definiu que somente poderão acessar os recursos para projetos do FIPE os professores com título de Doutor.
O presidente do sindicato, professor Diorge Konrad, que esteve acompanhado de sua vice, Fabiane Costas, e do representante dos professores assistentes junto ao Conselho Universitário, Hugo Blois, manifestou ao professor Lima o descontentamento levado à entidade representativa da categoria por parte de muitos docentes que, por possuírem o título de Mestre, serão excluídos do processo que leva à busca de recursos para projetos na universidade.
Ao longo de mais de uma hora, o grupo formado pelo Reitor, acompanhado do pró-reitor de Pós-graduação e Pesquisa, Hélio Leães Hey, do coordenador de Pesquisa, Paulo Bayard Azevedo, do coordenador de Pesquisa, Carlos Fernando de Mello, procurou argumentar, inclusive com a demonstração em gráficos, de que essa iniciativa da Administração vai melhorar a qualidade produtiva da própria instituição. Segundo palavras do próprio Clovis Lima, essa iniciativa vai pressionar os professores para que procurem fazer um doutoramento. Entretanto, Konrad rebateu esse argumento dizendo que o sindicato não representa apenas os professores doutores, mas toda a categoria docente.
O dirigente da SEDUFSM também ressaltou que há produtividade entre professores que não possuem doutorado e, que, no momento em que a Administração implanta esse tipo de restrição está prejudicando a própria questão da pesquisa na UFSM e, por outro lado, concebendo um conceito de excelência questionável. Atualmente, o FIPE era a única fonte para que professores sem doutorado – pelo menos 50% da categoria – pudessem acessar recursos que financiam projetos, pois em âmbito federal, CAPES e CNPq há um bom tempo só aceitam pesquisadores que sejam doutores.
A direção do sindicato levará a sugestão de que o debate sobre essa iniciativa da Reitoria seja feito dentro do Conselho Universitário, que tem uma reunião prevista para quinta, dia 24, às 8h30min. Para o presidente da SEDUFSM, é preciso aprofundar a discussão dessa norma, que terá um profundo impacto na vida docente.
SUGESTÃO DE LEITURA – clique aqui para ter, também, outras informações oriundas da assessoria de imprensa da Sedufsm.





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