OBSERVATÓRIO. Frente parlamentar agora é moda

Alguém imagina existir quem seja contra o “incentivo à saúde”? Ou adversário do apoio ao “esporte amador” ou “aos animais” ou “à mulher”? Está bem, admita-se, quem sabe, que nem todos sejam “a favor do tradicionalismo”. É possível. Mas o fato é que cada um desses epítetos, e outros que o colunista (e o eleitor e talvez até os edis) já esqueceu, foi suficiente para criar uma Frente Parlamentar na Câmara.
São boas causas, defendidas por grupos significativos. Mas, objetivamente, todas poderiam receber a guarida de uma das várias comissões permanentes já existentes no Legislativo. Ou, quem sabe, em caso excepcional, merecer comissão especial com prazo determinado. E já estaria de muito bom tamanho.
Agora, o que está cada vez mais parecendo, afora virar moda, é que os autores (e há quem esteja em quase todas as Frentes) querem mesmo é espaço midiático. Nada custa avisar aos incautos: isso é até possível, mas por período muito inferior ao prazo indeterminado de existência das ditas cujas.





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