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OBSERVATÓRIO. Frente parlamentar agora é moda

Plenário tem mais frentes que partidos, na Câmara de Vereadores (foto Cristian Cunha AI.CV)
Plenário tem mais frentes que partidos, na Câmara de Vereadores (foto Cristian Cunha AI.CV)

Alguém imagina existir quem seja contra o “incentivo à saúde”? Ou adversário do apoio ao “esporte amador” ou “aos animais” ou  “à mulher”? Está bem, admita-se, quem sabe, que nem todos sejam “a favor do tradicionalismo”. É possível. Mas o fato é que cada um desses epítetos, e outros que o colunista (e o eleitor e talvez até os edis) já esqueceu, foi suficiente para criar uma Frente Parlamentar na Câmara.

São boas causas, defendidas por grupos significativos. Mas, objetivamente, todas poderiam receber a guarida de uma das várias comissões permanentes já existentes no Legislativo. Ou, quem sabe, em caso excepcional, merecer comissão especial com prazo determinado. E já estaria de muito bom tamanho.

Agora, o que está cada vez mais parecendo, afora virar moda, é que os autores (e há quem esteja em quase todas as Frentes) querem mesmo é espaço midiático. Nada custa avisar aos incautos: isso é até possível, mas por período muito inferior ao prazo indeterminado de existência das ditas cujas.

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