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AMBIENTE. UFSM promove o plantio de espécies nativas no campus de Camobi e Avenida Roraima

Só na via de acesso à instituição serão plantadas mais de 15 espécies diferentes

Árvores cortadas são exóticas, não originárias do Brasil e consideradas invasoras, como pinus e eucaliptos (foto Erli Bolzan/UFSM)

Da Assessoria de Imprensa do Gabinete do Reitor da UFSM / Por Mariana Henriques

Quem circula pela Avenida Roraima até o Arco de acesso à UFSM e dentro do campus sede da Instituição, deve ter percebido que a paisagem mudou. Algumas espécies arbóreas foram retiradas e um intenso trabalho de plantio de mudas nativas é realizado nos locais. 

Desde o início de 2020, a UFSM, através da Pró-Reitoria de Infraestrutura (Proinfra), realiza o corte seletivo de árvores que colocam em risco edificações e pedestres. Para isso, um estudo foi feito determinando quais plantas estavam ameaçando a segurança no local. Os cortes são planejados e efetuados mediante autorização de órgãos ambientais.

Conforme Rodrigo Santos, Coordenador de Manutenção da Proinfra, o quesito segurança é o principal motivo para os cortes. “Muitas árvores estavam entrando em senescência, devido à idade avançada, ou fraturadas por queda de raios, e a possibilidade de virem a tombar em cima de alguma edificação era muito grande, ou até mesmo em cima de algum morador ou pedestre”, explica.

Além disso, o Coordenador também destaca que as árvores que estão sendo cortadas são todas exóticas, ou seja, não originárias do Brasil e consideradas invasoras, como pinus e eucaliptos. No lugar delas, são plantadas espécies nativas. “Nesse momento, mais de 200 mudas nativas já foram plantadas, o planejamento que temos é de realizar o plantio de cerca de 250, apenas este ano, na Avenida Roraima”, informa Rodrigo.

Ao todo, na avenida de acesso à UFSM, serão plantadas mais de 15 espécies diferentes, entre elas: Jacarandá-mimoso, Goiabeira-serrana, Araçá, Araticum, Guabiroba do campo, Angico vermelho, Pata-de-vaca rosa, Ipê roxo, Cangerana, Cedro, Camboatá vermelho, Açoita-cavalo, Falso barbatimão, Caroba, Corticeira do banhado, Dedaleiro, Sibipiruna e Ingazeiro.

O mesmo trabalho também está sendo feito dentro do campus sede da Instituição, em que são retiradas árvores que ameaçam a segurança e feita a compensação através de espécies locais. Na última semana, por exemplo, mudas de Ipê Amarelo foram plantadas ao longo do acesso principal do Campus, até o Hospital Universitário (HUSM-EBSERH). A expectativa é que o trabalho de corte e plantio na Avenida Roraima termine ainda este ano. Dentro do campus, a previsão é final de 2021.

De acordo com Erli Bolzan, do Setor de Urbanismo e Paisagismo da Coordenadoria de Manutenção da PROINFRA, o plantio de espécies nativas e arborização do campus acontece desde 2009, e ele contabiliza que hoje existam mais de 4 mil árvores plantadas vivas, entre elas espécies frutíferas, como Goiabeira-serrana, Ameixeira e Pitangueira. Apenas no ano de 2020, em que o trabalho foi dificultado em função da pandemia de Coronavírus, mais de 400 mudas foram plantadas pelo setor. Esse número é ainda maior pois conta com o auxílio de voluntários, que já realizaram o plantio de mais de 160 outras mudas. 

“Nós sempre procuramos compensar cada árvore que tiramos, inclusive com um plantio maior do que o número de cortes. Nós temos a preocupação de manter a Instituição coordenada e limpa para que a comunidade possua um ambiente mais tranquilo e sociável. A arborização é fundamental nesse processo. Todo trabalho realizado hoje, será muito visível daqui uns 5 anos, quando essas plantas estarão encorpadas e desenvolvidas” explica Bolzan. 

O trabalho de arborização também é realizado na chamada “Área Nova” da UFSM, próximo à Estrada Municipal Silvio Schirmer, conhecida como Estrada de Pains. Lá está planejado o plantio de cerca de 150 mudas de espécies nativas. O setor também dá suporte ao Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia, em São João do Polêsine e em breve atuará no Campus de Cachoeira do Sul. “Nosso propósito é seguir realizando o trabalho de plantio também em Cachoeira do Sul. Já está sendo elaborado um projeto de arquitetura para o local e assim que estiver concluído, levaremos as mudas cedidas pelo Colégio Politécnico para serem plantadas lá.” informa Bolzan. 

Além do plantio de árvores, o setor de Urbanismo e Paisagismo também é responsável pelo plantio contínuo de flores na Instituição, trabalho que, segundo Bolzan, acontece desde 2008. As flores são produzidas na Floresce, a floricultura do Colégio Politécnico. Entre elas, ao longo das avenidas da UFSM é possível observar Azaléias, Madressilvas, Jasmins, Alamandas, entre outras. 

Nas próximas semanas, as equipes responsáveis seguem atuando no entorno da UFSM. O plantio de árvores e flores é possibilitado através de uma parceria com o Centro de Ciências Rurais, através do Departamento de Fitotecnia e do Laboratório de Silvicultura, do Viveiro Florestal da UFSM, do Jardim Botânico e do Colégio Politécnico.

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