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FORD. “Vamos trabalhar com modelos mais competitivos e de maior valor”, afirma Costabeber

Empresário demonstra preocupação em relação ao futuro da economia

Marca está presente no Brasil há mais de um século. Legislação Brasileira e Código de Defesa do Consumidor garantem assistência e fornecimento de peças por, no mínimo, dez anos. Foto Samuele Schirò / Pixabay

Por Maiquel Rosauro

A reestruturação anunciada pela Ford, nesta segunda-feira (11), pegou o Brasil de surpresa. A produção será encerrada imediatamente em Camaçari (BA) e Taubaté (SP), mantendo-se apenas a fabricação de peças por alguns meses para garantir disponibilidade dos estoques de pós-venda. A fábrica da Troller em Horizonte (CE) continuará operando até o quarto trimestre de 2021.

“Como resultado, a Ford encerrará as vendas do EcoSport, Ka e T4 assim que terminarem os estoques. As operações de manufatura na Argentina e no Uruguai e as organizações de vendas em outros mercados da América do Sul não serão impactadas”, informa a montadora em nota à imprensa.

A marca norte-americana chegou ao Brasil, oficialmente, em 1919, sendo a primeira grande fabricante a se instalar no país. Ano passado, em seu centenário, a Ford parou de produzir caminhões em terras tupiniquins e aposentou Fiesta e o Focus.

De acordo com o empresário Carlos Costabeber, diretor da concessionária Ford Superauto, a empresa passará a atuar com modelos de maior valor agregado.

“Carros pequenos, compactos, não dão lucro! Então, vamos trabalhar com modelos mais competitivos e de maior valor!”, explica.

Uma nova gama de produtos, todos importados, será oferecida no país. Hoje, o carro chefe é a picape Ranger, produzida na Argentina.

“Vamos ter já em março a van Transit, montada no Uruguai. Do México, vem o Bronco Sport e a nova picape média Maverick. Muda totalmente o portfólio a partir de agora”, adianta Costabeber.

Carlos Costabeber é o diretor da concessionária Ford Superauto. Foto Divulgação

O empresário destaca que a Legislação Brasileira e o Código de Defesa do Consumidor garantem assistência e fornecimento de peças por, no mínimo, dez anos. Logo, os atuais donos de veículos da Ford produzidos no país não precisam se preocupar com o pós-venda nas concessionárias por um bom tempo.

Porém, Costabeber demonstra preocupação quanto ao futuro da economia brasileira.

“A BMW e a Mercedes também estão deixando de produzir carros no Brasil. Esse parece ser um movimento preocupante com relação à economia brasileira”, avalia.

Com o fim da produção nacional, a Ford calcula impacto de cerca de US$ 4,1 bilhões em despesas não recorrentes, incluindo cerca de US$ 2,5 bilhões em 2020 e US$ 1,6 bilhão em 2021. Aproximadamente US$ 1,6 bilhão será relacionado ao impacto contábil atribuído à baixa de créditos fiscais, depreciação acelerada e amortização de ativos fixos.

Os valores remanescentes, de cerca de US$ 2,5 bilhões, impactarão diretamente o caixa e estão, em sua maioria, relacionados a compensações, rescisões, acordos e outros pagamentos.

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3 Comentários

  1. “Essa empresa quer incentivos fiscais que as nossas não têm. O dia que achar que o Brasil não serve mais, vai embora e não dá nem tchau”.

    Olívio Dutra, em 1999.

    (a empresa se chama Ford)

  2. Olívio Dutra, a Zora Yonara das Missões!
    Negócio é tirar da naftalina a faixa ‘Aqui não tem crise!”.
    Setor automobilístico está em dificuldades, Peugeot (aquela do leãozinho com o punho fechado e batendo com a palma da outra na parte superior) está em processo de fusão com a Fiat.
    Problema da Ford é capacidade ociosa, cortam custos. Estão atrasados nos elétricos.
    Montadoras eram para ter saído antes, não saíram porque do Efeaga para cá ganharam isenções de IPI, ou seja, população em geral subsidiava os carros da classe media. Isto o Galo Missioneiro não previu, petistas subsidiando multinacionais.

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